Todo esporte coletivo tem os seus preferidos, posições onde todo mundo fica de olho, coloca no mais alto patamar, quando se começa a jogar o tal esporte essas posições com estrelismo são buscadas, queremos estar sendo grandes atrações para quem estar assistindo, isso é com o nosso futebol quando todo mundo quer ser atacante mas dificilmente tem um sonho intenso de ser um lateral por exemplo e isso também acontece com futebol americano.

Quando falamos de ataque pensamos primeiramente na principal posição do esporte, o quarterback ele tendo tempo no pocket para fazer o lançamento profundo de touchdown. Mas quem está fazendo esse pocket estar protegido a ele ter tempo para achar seu alvo? Quando se pensa em Running Back lembramos de vários touchdowns de 50, 60, 70 jardas terrestres de homens da posição. Mas quem abre o espaço inicial para esse RB ter o caminho para acelerar? Por trás dos grandes momentos ofensivos do futebol americano a linha ofensiva está lá fazendo o “trabalho sujo”, fazendo de tudo para que seu Quarterback ou Running Back terem o melhor cenário para fazerem seus trabalhos.

A NFL por muitas vezes não coloca a importância devida a esse setor, do que adianta conseguir achar seus jogadores de ataque se a OL não é do mesmo nível e aqui vai as várias formas de impacto que isso gera ao seu projeto como time. O desenvolvimento do seu QB é atingido, o cenário sempre fica de medo a liberar o passe rapidamente antes que o pocket seja furado, as questões de lesões começam a acontecer já que você atingido com hits e sacks por muitas vezes é um chamado para algo acontecer com seu corpo. Um quarterback não progredindo é seu corpo de Recebedores e Tight Ends não recebendo os melhores passes. Se o jogo aéreo não funciona então o jogo corrido precisa ser ativado mas quando não se abre espaço nas trincheiras? Não existe bloqueios ao longo do estágio inicial da aceleração e corridas longas viram milagres, e as jardas sempre curtas colocando o time sempre em situações complicadas em segunda e terceira descidas. Tudo isso tem como fator a linha ofensiva.

O Browns já teve grandes talentos de OL durante a década, Joe Thomas protegeu tantos QBs diferentes, alguns que mesmo bem protegidos iam muito mal, e ele chegou a vários Pro Bowls e foi referência de amor e fidelidade a Cleveland, um futuro Hall of Fame ou como Mitchell Schwartz que foi campeão do Super Bowl pelo Chiefs. O Browns nunca construiu um entorno para o Thomas ou nunca priorizou a renovação do Schwartz, nunca teve um projeto de construção geral de alto nível para esse setor mas isso mudou.

A vitória do Bengals não foi a única coisa boa que a gente levou para essa semana, o Browns se mostrou um time que prioriza a sua linha ofensiva a ser um dos setores mais investidos do time, Cleveland fechou a renovação de contrato dos Guards Wyatt Teller e Joel Bitonio de olho em manter uma flexibilidade que os dois trazem para o sistema que Kevin Stefanski roda no ataque de Cleveland.

Wyatt Teller foi o primeiro que renovou sua renovação. O Guard que chegou em Cleveland após uma troca com o Bills em 2019, receberá algo em torno dos US $ 56,8 milhões diluídos nas próximas quatro temporadas, ou seja, até 2025. Desse valor, US $ 28 milhões são garantidos. Já o Joel Bitonio, draftado na segunda rodada do Draft de 2014 por Cleveland. Em 2017, o Bitonio assinou uma extensão do contrato que vale até 2022. E agora, recebe uma nova extensão do contrato, que será de US $ 48 milhões e válido por 3 anos, ou seja, até 2025.

Cleveland garantiu uma permanência de 2 dos 3 melhores Guards da liga, segundo o ranking do ProFootballFocus perdendo apenas para Zach Martin do Cowboys. Teller é o principal Guard na questão bloqueio de corridas e Bitonio tem a incrível marca de ceder apenas 16 sacks na carreira dentro de ter jogado 1420 Pass-Blocking Snaps. O Browns investe nos dois e junto a eles ainda pensa em James Hudson draftado esse ano como um projeto futuro e Jedrick Wills escolha de primeira rodada no Draft de 2020 já que Tretter e Conklin estão em seu último ano de contrato e ainda não são certos que estarão nos planos de investimento.

Baker Mayfield é um dos melhores QBs em questão de proteção, seu desenvolvimento só melhorou quando o time investiu em proteção, o jogo corrido do Browns é o melhor da liga e quando se assiste o Broens jogar a gente percebe um trabalho perfeito dos bloqueios a entregar um cenário ótimo logo para jogadores como Hum e Chubb. O trabalho do Browns é tão exemplar para a liga que existe até a recuperação de jogadores. Bill Callahan é o homem por trás dessa evolução constante do setor no treinamento dos próprios, Teller veio de uma troca que se envolveu escolhas de quinta e sexta rodada. Teller saiu de Buffalo como um OT muito físico mas completamente inconsistente, com problemas graves quando a bloquear em movimento para corrida e eu falando isso para você todos nós sabendo de quem é ele hoje só faz a gente impactar quanto ao trabalho que foi feito nele.

São homens que vivem Cleveland, que visualmente mostram o quão estão trabalhando para ver Mayfield e os Running a terem suas grandes jogadas, lutam com lesões mas são bem mais vistos como jogadores que estão muito mais de dentro do campo. Para termos uma noção do quão esses caras são importantes para essa cidade trouxe as palavras de Andrew Berry nosso GM falando sobre a renovação do Bitonio hoje:

“Depois da última temporada, nós decidimos que uma das nossas maiores prioridades no Futebol Americano seria fazer com que Joel Bitonio fosse um ‘BROWN’ pelo resto de sua carreira. Joel é um dos nossos jogadores mais condecorados e é a personificação ideal do nosso mantra “Forte, Inteligente, responsável”. Nós valorizamos a alta performance de Joel, sua liderança, consistência e durabilidade. Estamos todos empolgados com sua extensão e esperançosos que ao final de sua carreira nós todos estaremos aguardando para celebrar Joel recebendo seu o paletó de ouro em Canton!”.

Vencer um Super Bowl não sabemos, se o projeto se caminha a estarmos vários anos em pós temporada ou se tudo vai desmoronar. A vida é uma incerteza mas queremos ter as pessoas certas ao nosso lado pelo menos, o Browns nunca foi algo certo mas algo que deveria virar uma cultura é ter jogadores com a alma de luta dessa cidade e Cleveland mostra que abraçou essa cultura renovando com eles. Cleveland abraçou um dia Joe Thomas sabendo que ele estava lá lutando todas as semanas nos piores cenários em um posição muitas vezes não vista e aqui está a nova linha ofensiva onde a cada semana me coloco a olhar mais e mais a dar a visibilidade que eles merecem. A liga em geral pode estar começando a aprender a dar essa visibilidade também, mas pode ter certeza que o torcedor do Browns a um tempo aprendeu a despejar o real respeito que é preciso.

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