Pensávamos que o Browns iria com dois recebedores mas não com uma escolha tão longe do que esperávamos, parece que a franquia ama produtos de Oklahoma mesmo, não só pelo Mayfield anos atrás mas só nesse Draft foram três, acho que a franquia por indecisão na profundidade do setor preferiu adicionar alguém que tanto gostou para disputar as vagas finais, vimos também nos últimos anos que sempre existiu muita substituição dentro da área de recebedores na equipe e muito ativa e desativa do elenco principal.

Michael Woods II não produziu muito na faculdade, mas existem algumas características atraentes que podem ajudar a explicar a seleção e é preciso explicar mesmo principalmente nessas últimas escolhas o que fez o Browns achar que esses homens de fim de Draft tem chances de ter um futuro em Cleveland.

MICHAEL WOODS II – WIDE RECEIVER – OKLAHOMA

Mike Woods II de Oklahoma é uma transferência da SEC do Arkansas. Em dois terços de sua carreira no futebol americano universitário ele formou uma das melhores duplas de recebedores do país com Treylon Burks. Ele era um bom atrativo para ser uma opção menos marcada ou de atrair marcação, claro que sua produção não foi tão grande nos dois anos lá, ele teve apenas 9 touchdowns, não passou das 34 recepções nos dois anos mesmo com boas médias por recepção mas vou sua crescente acontecendo em 2020 chegando a quase 200 jardas a mais do que em 2019. Woods se juntou a uma das ofensas mais talentosas do país, liderada por Spencer Rattler buscando um ataque bem mais explosivo para suas estatísticas e encarar a BIG12 e suas defesas é um bom atrativo.

Woods viu muito desdém da base de fãs do Arkansas por essa decisão. Ele foi bastante atacado nas redes sociais por deixar uma escola onde era amado como um dos dois grandes recebedores do elenck, mas queria uma oportunidade de ganhar um Campeonato Nacional. Ele terminou a temporada com sua segunda pior temporada em termos de jardas e touchdowns. A química nunca se manifestou entre Woods, Rattler e o ataque de Lincoln Riley. O maior número de drops da carreira foi em 2021 onde no total houve 15 em 3 anos um número bastante aterrorizante.

Woods recebeu um convite para jogar no Hula Bowl mais os jogos do NFLPA Collegiate Bowl All-Star e escolheu o último, onde teve um bom desempenho na frente dos olheiros da NFL. A partir daí, foi convidado a participar do Combine, onde fez 4,55 nos 40 e lá em fevereiro também mostrou sua capacidade de pegar passes em algumas situações e foi elogiado por sua corrida de rota.

Woods tem uma boa explosão para seu tamanho. Ele tem uma construção física forte e mostra poder em seu jogo. Sua velocidade bruta não é tão impressionante e enquanto seu 3-cone não é ruim, sua flexibilidade do tornozelo para encaixe corporal de passes e mudança de rotas é muito ruim. Ele foi o segundo principal recebedor de Oklahoma, mas apenas 66 jardas separam o segundo do quinto em produção final na temporada. Marvin Mims foi o principal recebedor dos Sooners com 705 jardas.

Sua força permite que ele corra com confiança para fora da linha de scrimmage sem ter que correr em volta dos defensive backs. Eles tendem a ceder território quando ele corre para eles e Woods não desperdiçou essa vantagem. Essa tem sido a chave para a eficácia de Woods no jogo de passes verticais, lutando por território na linha lateral sem medo de ter que lutar com profundidade de força, dando-lhe espaço para se ajustar e fazer recepções e este foi uma grande parte de seu jogo no Arkansas. Um dos problemas com Woods é que ele limitará seu próprio raio de captura, quando ele ataca a bola fora de seu quadro de visão os resultados são bons mas quando a bola está em cima dele, ele tem o hábito de não ter uma boa base corporal, com que faz que o externo dos braços façam ele estar de maneira curta para a rota da bola. Woods tem mãos fortes quando as usa, capazes de arrancar a bola do ar de forma limpa ainda por cima.

Woods faz uma transição suave como pegador de passe para correr atrás do passe. Sua força ocasionalmente lhe dá a capacidade de intimidar tacklers, ele usará um braço rígido e, embora não esteja fazendo saltos e mudanças drásticas de direção, ele tem uma visão muito boa, capaz de contornar os oponentes para maximizar as oportunidades de se colocar para a bola. Ele não tem uma velocidade de elite mas causa um pouco de problema para os defensores se colocarem de maneira correta para o marcar, o caso de velocidade causa muito intriga para mim em sua análise se me falta muito disso ou ele consegue “camuflar” muito bem o que torna isso particularmente atraente é que ele é capaz de pegar um problema e criar a partir daí.

Woods é um bom corredor de rotas. Ele faz um trabalho consistente espelhando suas rotas para parecer o mesmo até o ponto de ruptura no terceiro estágio da corrida. Ele vende rotas verticais baixando a cabeça e bombeando os braços, dando a ilusão de que está atacando verticalmente. Ele enfrentou bastante marcação press 1vs1 estando na SEC onde essas situações se afloraram, já buscando separação, há alguma rigidez rotacional no quadril que afeta negativamente sua separação, ele reduz sua capacidade de fazer cortes afiados e manter a boa corrida de rota, é preciso melhorar a fluidez quanto a distribuição de peso nos intervalos de direção.

Woods foi em grande parte uma escolha de traços. Há alguma produção razoável apenas e muita experiência, mas não o suficiente para selecionar o jogador. Os Browns têm que gostar de sua força e os traços que ela traz. Com Amari Cooper, Donovan Peoples-Jones e o também estreante David Bell, os Browns têm um grupo de receptores que podem dar a eles uma vantagem de tamanho e força.

Woods terá que ganhar um lugar na lista final, o que pode ser mais fácil dizer do que fazer. Ele foi draftado, então ele pode ter uma vantagem, mas os Browns seguiram o draft contratando três agentes livres não draftados (Isaiah Weston (Northern Iowa), Mike Harley Jr. (Miami) e Travell Harris (Washington State) e eles são um time bom o suficiente para que as escolhas do draft do terceiro dia em diante não são garantidas para entrar no time. A capacidade de contribuir em equipes especiais provavelmente desempenhará um papel significativo nessa determinação de vagas, e o quanto a sua fisicalidade já terá papel para que Woods possa se beneficiar logo de início.

Aqui podemos ver um jogador que foi um tiro no escuro, onde até Practice Squad e na pior das hipóteses cortado e indo para outro time podem acontecer.

 

 

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