O Cleveland Browns tem uma longa história de bons running backs, de Jim Brown a Earnest Byner e Kevin Mack, a Jamal Lewis, até os dias atuais com Nick Chubb e Kareem Hunt. Um novo running back se juntou à fraternidade na forma de Jerome Ford, de Cincinnati, ao ouvir seu nome ser chamado na quinta rodada do Draft da NFL de 2022. Ele é um grande exemplo de uma pick sem total impacto nos dias atuais e aqui é o Browns gostando do projeto do jogador, a se produzir para um futuro próximo.

Nick Chubb é o futuro mas os outros nomes do roster ficam a deriva do futuro, por exemplo Kareem Hunt que está em seu último ano de contrato e o cenário prevê que haja um adeus das duas partes sem dramatização quanto a isso, já o RB3 do elenco D’Ernest Johnson também tem apenas um ano de contrato e se projeta a encarar agora de uma vez o mercado já que ganhará mais tempo de jogo e aqui que Ford se projeta, um RB a receber muita utilização apenas a partir do ano que vem podendo ter paz e tranquilidade para ganho físico e técnico para a NFL.

A classe da posição se estendeu muito, não houve nenhum running back escolhido na primeira rodada, apenas no final da terceira rodada parecia que começaria a sair os homens no setor e o Browns sem precisão a isso pode esperar muito para escolher alguém como Ford que analisaremos agora:

JEROME FORD – RUNNING BACK – CINCINNATI

Ford, uma transferência do Alabama que estava cansado de esperar atrás de nomes como Damien Harris, Najee Harris e Brian Robinson, saiu para os Bearcats em 2021 a caminho de sua temporada histórica que terminou em uma derrota nos playoffs para seu ex-time. A boa notícia sobre apenas um ano como running back inicial, no entanto, é que a Ford registrou apenas 319 corridas de carreira no nível universitário. Para referência, o atual running back do Indianapolis Colts, Jonathan Taylor, registrou 320 corridas apenas em sua última temporada universitária. Há muito piso em seus pneus enquanto ele transita para o nível da NFL.

Seria negligente iniciar o falatório sobre Ford em qualquer lugar que não fosse a velocidade de quebra de jogo. Seus números de testes de rapidez do ensino médio revelam velocidade em linha reta genuína. Isso é imediatamente óbvio na fita e existem inúmeras corridas em que ele interrompe a velocidade com os defensores atrás dele na nossa visão. Quando se fala de mudança de direção ele tem bastante quadris fluídos, e consegue plantar bem os pés mas ainda parece estar “caminhando e afundando por um campo de areia” digamos assim. Ele pode fazer ajustes e alguns pequenos cortes, mas não é particularmente ágil e quando está tentando fazer os oponentes errarem mudando a direção, isso faz parte de um diagnóstico um pouco lento de sua parte, isso faz parte também do cenário de apenas um ano de repetições como titular de um time, a sua leitura de bloco por ser as vezes lenta faz com que não tenha fluidez e mais pareça que ele pare para correr novamente.

A visão da Ford não é grande coisa. Ele se sente muito mais confortável correndo em conceitos de gap com uma pista predeterminada em vez de identificar a pista de corrida correta na zona sendo que as vezes, ele pode fazer algumas boas corridas, variando na escolha de blocos abertos ou fazendo alguns cortes em espaços fechados mas nada tão consistente em seu jogo.

Em situações de jardas curtas e linhas de gol, Ford tem excelente disciplina, se ele precisa de uma abertura, ele vai ficar atrás de seus homens e encontrar uma maneira de conseguir esse território. Ele mostra poder funcional e equilíbrio de contato na absorção de contato que ele pode antecipar no meio da briga da trincheira, ele tem sido ótimo aproveitando oportunidades perto da linha da endzone, na última temporada situações de poucas jardas para o TD, a equipe de Cincinnati tinha bastante produção e calmaria com a certeza que Ford ia muito bem nessas situações.

Quanto menos defensores, mais confiante e agressivo ele tende a ser, esse é um bom resumo dele e também permite que ele mostre sua velocidade. Quando ele tem espaço, ele pode levá-lo a atingir boa velocidade no segundo e terceiro estágio da jogada, normalmente ele só atinge isso como corredor se estiverem bloqueando para ele. Ele pode ocasionalmente criar jardas por conta própria, mas na maioria das vezes ele pega o que é dado apenas potencialmente levando suas pernas a cair para frente em contato quando ele é abordado e isso faz com que não seja um running back de jardas após o contato.

Ele pode ajustar e receber passes sem desacelerar, o que pode permitir que ele crie jogadas explosivas. Ele foi muitas vezes uma incompatibilidade e uma média de 10,48 jardas por recepção para um running back é excelente. Os Bearcats criaram alguém seguro correndo e bastante consistente na normalidade que se pediu a ele recebendo passes.

Já bloqueando ele tem muita experiência em proteção de passe, mas os resultados são inconsistentes. Mais uma vez, sua visão pode acabar traindo-o e ele pode demorar para colocar os pés em base, aliás ele nem sempre mantém uma boa base apesar de sua força. Ainda assim, ele claramente tem a capacidade de ser eficaz e só precisa de mais repetições nessa área. Bloquear o passe e suas características servem também para ele atingir outro nível com as mãos em rota e bases para usar força após contato, um leva ao outro e quando ele não tem bons atributos a um não terá para outro.

“Nós realmente achamos que Jerome tem um jogo completo… Um cara maior que pode realmente correr. Na verdade, acho que uma das áreas em seu jogo que provavelmente é um pouco subestimada é apenas sua habilidade no jogo de passes. Ele é um cara achamos que pode gerar jogadas explosivas para nós.” disse Berry após o terceiro dia do Draft sobre seu novo RB.

Ele cita sobre os jogo de passes de Ford e quem faz isso muito bem a ser um adicional nessa característica como No.2 da posição no elenco é Kareem Hunt.

Cincinnati foi a grande história do último ano no college football, a universidade estar entre as 4 melhores do país fez com que nomes que nem se projetavam na NFL aparecerem. Ford junto a grande disputa pelo top4 do país ganhou uma responsabilidade que não era esperado. Ele teve uma média de 6,1 jardas por corrida, mais de 1300 jardas totais e igualando o recorde escolar de touchdowns corridos (19) em uma temporada. Recebendo ele mostrou números também, foram 21 recepções para 220 jardas em 2021. Sua visão, fluidez para mudança de direção e bloqueio fizeram ele cair de nota e não se projetar por exemplo para um segundo dia do Draft. 

Ford pode já ser utilizado em descidas que é preciso jardas curtas a procura dessa boa característica nele, outro ponto que ele pode já ser utilizado é recebendo passes mas mesmo assim Hunt está aí para isso e dificilmente ele receberá isso de cara na temporada. A esperança é que ele possa melhorar sua visão para ser mais eficaz no esquema de zona ampla dos Browns, liberando assim sua velocidade em oportunidades de campo mais aberto.

Na melhor das hipóteses ele pode chegar a ser o terceiro RB do elenco, isso poderia permitir que ele fosse preparado para substituir Hunt já na próxima temporada. Já na pior das hipóteses para o jogador, ele se projetaria como um homem que poderia intervir em um jogo aqui ou ali, mas é improvável que seja um recurso na NFL já em 2021 e pode não impedir os Browns de convocar outro running back em 2023 para preencher o gráfico de profundidade. A posição de corredor é um ciclo que se gira muito rapidamente, e com um pouco mais de facilidade podemos ter e o Browns ter uma visão certa do que é o Ford para o último nível de futebol americano no país.

 

 

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