Oklahoma parece ser uma universidade que o Browns olha com bons olhares a bastante tempo e isso desde que Baker Mayfield foi escolhido na primeira escolha geral pela franquia. Agora pense nessa suposição, se o Browns consegue Perrion Winfrey na primeira escolha que ele teve e Martin Emerson “alongado” pelo Draft consegue sair para nós na pick que saiu Winfrey, seria boas escolhas em determinados momentos chave do evento. Pois Emerson saiu bem mais cedo como já analisamos com bastante opiniões divididas mas um talento com Winfrey ainda sim saiu para nós por mais que tenha sido tarde.

A linha defensiva ainda vive um dilema que em anos o tema é quem estará ao lado de Myles Garrett o ajudando e enquanto a novela Jadeveon Clowney não tem uma resposta se haverá retorno ou não para Cleveland, a franquia precisava obrigatoriamente ir atrás de nomes no Draft para já ter impacto imediato não importaria qual seria o nível de impacto e aqui saiu um produto que a BIG 12 teve pesadelos e que vamos analisar agora!

PERRION WINFREY – DEFENSIVE TACKLE – OKLAHOMA

Winfrey começou sua carreira universitária no Iowa Western Community College por recomendação de treinadores da Iowa State. Ao longo de duas temporadas ele registrou 55 tackles com 23 tackles para perda de jardas e 9,5 sacks. Ele foi classificado como a melhor perspectiva de Junior College do país pelo 247Sports.com. Vendo seu lado físico atrelado as estatísticas fica fácil ver por que ele surgiu tão repentinamente no falatório no meio esportivo ao mesmo tempo que fica difícil ver como ele passou despercebido durante seu ciclo inicial de recrutamento.

Atleticamente, Winfrey é fascinante. Ele tem 1,93cm de altura atrelado a 131kg e tem comprimento proporcional de elite nunto com uma combinação robusta de comprimento/alavancagem, Winfrey tem uma saída bastante explosiva. Ele traz muito suco do que é mais intenso como um rusher, sua parte superior do corpo é extremamente empolgada. Winfrey fez apenas a corrida de 40 jardas nesses testes pré Draft, então seu perfil atlético é lamentavelmente incompleto a não ser apenas o visível de dentro do campo, no entanto, sua velocidade é impressionante, mesmo que não seja top de linha devido ao seu peso relativamente leve, a idade de Winfrey é ótima e seus braços longos são uma característica interessante.

Quando você o assiste existe ali muito poder físico onde em certas jogadas mostra bastante impacto mas que precisa de uma quantidade significativa de treinamento e disciplina. Ele é ativo, mas nem sempre está impactando o jogo positivamente de uma forma consistente durante todo o jogo, por muitas vezes passando um período grande sem efetividade na linha. Winfrey pode ser rápido no snap, mas muitas vezes é lento com as mãos contra a corrida, negando seus longos braços de serem utilizados para criar vantagem. Ele é melhor com uma rota livre para aumentar sua velocidade e impulso para combater os bloqueadores, porque isso joga a responsabilidade para seus pontos fortes. Um bloqueio central contra ele tem sido a maneira mais eficaz de tirá-lo da jogada antes que ela comece.

Alavancagem e comprimento são duas características importantes para se ter em conjunto para qualquer DT e os jogadores podem obter uma alavancagem superior colocando as mãos abaixo da oposição adversária enquanto os jogadores com comprimento superior podem fazer contato primeiro. Winfrey parece possuir esse conjunto extremamente valioso de traços, mas como ele executa fora dessa estrutura? A execução precisa ser melhorada, ele ao mesmo tempo que consegue derrubar âncoras de proteção por causa de sua força de pressão tem mãos bastante cruas para estar precisando e muito melhorar elas nessa fase da carreira.

Winfrey muitas vezes recusa oportunidades de combater a pressão com pressão, permitindo que os bloqueadores o tirem das jogadas sob a noção equivocada de que seu atletismo permitirá que ele volte ao lance com ainda mais veracidade, o que quase nunca acontece. É uma função por muitas vezes coletivas onde atacar o ângulo ruim é melhor do que exatamente tentar chegar ao portador da bola de qualquer maneira, é um jogo de xadrez que por mais que use força excessiva o protetor de passe quer te fazer encarar a pior rota e ângulo possível.

Quando falamos de melhoria de como ele usa suas mãos e braços é parte da razão pela qual ele luta para tirar vantagem disso até porquê ele sempre tenta escorregar para o backfield, virando os ombros no processo e o ocasionalmente funciona e ele até consegue as vezes ter ganho disso mas muitas vezes ele expõe seu peito sem dar um golpe. Ele se sente desconfortável em ficar bloqueado e isso ter que ser algo rotineiro, nem sempre e principalmente na NFL defensores vão ganhar de primeira e precisam ter ferramentas a disposição de tentar ainda ter algum ganho naquela jogada.

Então algo interessante aconteceu nesse processo e Winfrey optou por pular o Bowl de Oklahoma e presumivelmente foi trabalhar em seu jogo em preparação para o Senior Bowl e o Draft da NFL. Pode ter sido apenas uma semana e alguns treinos foram feitos para ele ter sucesso a mais mas análises públicas mas particularmente como defensor de corridas ele deu uma melhorada, ele é muito mais técnico e os resultados são notáveis nessa progressão de trabalho. Winfrey está melhor em jogar com os ombros retos para a linha de passe e corrida, ele está usando mais seus braços para ditar os bloqueios, o que permite que ele seja um defensor de corrida muito mais eficaz, isso é uma das situações que mais peço a ele que é ter mais gosto para jogar contra pressão com pressão.

Digamos assim, que o jogador de Oklahoma é traduzido para estar no topo de uma quarta rodada onde o Browns conseguiu ele mas o jogador que estava no Senior Bowl era digno de uma segunda rodada.

O lugar mais lógico para Winfrey começar a temporada com os Browns é ser um tackle defensivo rotativo que entra para atacar o quarterback em situações óbvias de passe. Coloca menos restrições em Winfrey, permitindo usar sua velocidade e comprimento para gerar pressão interior rapidamente. Esses braços longos também podem ser úteis para derrubar passes. Para quem não sabia outro lugar que pode ser aproveitado é nós bloqueios de chute isso mesmo, sua capacidade de se lançar contra a bola e depois levantar os braços pode permitir que ele ajude a melhorar uma unidade de equipes especiais que esteve entre as cinco últimas nas últimas duas temporadas. Trazemos a história do Red River Showdown de 2020 que se transformou em um confronto de quatro prorrogações entre os Sooners e os Texas Longhorns. Winfrey bloqueou um field goal no final do jogo, dando aos Sooners a chance de reivindicar a liderança para saírem com a vitória.

A história por trás da jogada foi ainda melhor não apenas por ser uma das grandes rivalidades do país no futebol americano universitário mas Winfrey viu um atacante cansado na frente de seu companheiro e trocou de lugar para que ele tivesse essa vantagem física no confronto direto. Winfrey viu essa fraqueza, explorou-a em tempo real e mudou o curso da temporada dos Sooners.

Se a evolução que encontramos no Senior Bowl continuar progredindo bem, ele pode começar a expandir seu jogo e potencialmente ver ser ativo mais vezes na 3-tech em descidas se os Browns quiserem que ele penetre no backfield rapidamente (O 3-tech, normalmente, possui mais responsabilidades no jogo terrestre e o 5-tech precisa ser mais habilidoso no pass rush para explicar de uma maneira “crua” a todos). O Browns querem tackles já de imediato a combater o jogo corrido principalmente pelos cenários que vão enfrentar, até por isso Winfrey pode perder um pouco de espaço inicial e se alinhar muito mais pela ponta de linha por mais que ele não tenha quadris que o façam ser elite nessa área da trincheira.

Sua produção contra corrida para mim é a base central que vai diferenciar se ele vai ser um titular daqui a um tempo ou um jogador de rotação, mas números também farão impacto e aqui está um deles que sempre me chamou a atenção e está lá no meu gosto por ele que seria o número de tackles solo e o grande número inclusive de tackles para perda de jardas.

 

 

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