O combine essa semana mostrou um caminho que o Browns irá seguir mas que todos tínhamos noção, a nossa primeira escolha pode ser sim para a linha defensiva mas existe um apelo popular para a posição de recebedor, vários nomes do primeiro escalão da classe já disseram que foram procurados por Cleveland para entrevistas e a franquia vai estar bem de olho essa semana e nos Pro Day das universidades.

Nos primeiros textos trouxemos a dupla de Ohio State, características diferentes mas localizados em um mesmo sistema, em um produtor de grandes jogadores ofensivos. Dessa vez vamos trazer o prospecto mais animado nas questões físicas para mim no entanto em uma universidade longe do patamar de Ohio State.

TREYLON BURKS – ARKANSAS

As medições fazem a gente estar curioso a todo tempo na semana do combine, aliás bem melhor a gente trabalhar com medições na questão atual dos prospectos, sem previsões e sim números concretos, e a partir desse texto já usarem essas métricas “oficiais”. Burks é um dos recebedores que mais chama atenção física, ele foi listado com 1,88m e 102kg, um dos mais pesados dessa classe junto a um combo de braços longos e uma medição acima da média nas mãos. A faculdade de Arkansas não é um grande produtor do jogo aéreo, a última vez que levaram a um WR ser convocado na NFL foi Cobi Hamilton em 2013 mas para quebrar isso Burks vem a ser logo uma escolha de primeira rodada.

A sua estrutura física é muito bem montada, uma das grandes histórias por trás dele são a de que suas luvas precisam ser feitas especificamente sob medida em tamanho 4XL para dias de jogo, e isso já.mostra seu poder de captura bastante impressionante que falaremos mais sobre. Sua velocidade é analisada quanto a sua relação própria, ela pode ser enganosa demais aos olhos do público mas para seu tamanho é uma boa velocidade por exemplo e sempre sua relação física vai ser analisada, ele é bem fluído em movimentos sem problema algum nisso. A combinação única de tamanho, velocidade e capacidade atlética permite que Burks produza bons valores após a recepção de forma consistente, é raro vê-lo derrubado no primeiro contato. Embora Burks tenha tiro a maioria de seus snaps fora do slot, ele tem experiência na lateral e no backfield para ser bastante flexível em sistemas de jogo.

 

Burks não é o maior exemplo de corredor de rota, vejo nele uma questão de alguém bastante fluído mas nada impressionante em quebras de direção por exemplo e isso se vale ao seu estilo como jogador, a maioria das rotas são arredondadas no topo, existe uma pré disposição a não encarar por opção encaixes de marcação, no ataque de Arkansas (que o playcalling é bem terrível de se assistir), Burks alinha principalmente do slot onde ele é solicitado principalmente a identificar espaços abertos na cobertura da zona de defesa adversária. Ele corre a rota de uma maneira mais objetiva ao espaço que ele achou, movimentos sem tanta angulação mais concretos a dar potência.

E como estamos falando de correr rotas aqui há um problema que existiu no tape dele, a capacidade de Burks de separação pode ser um problema na NFL. Quando em slot ele encontra de uma maneira consistente esse espaçamento a atacar de forma que consiga forçar ao seu QB a dar o passe, essa é a idéia pré disposta como eu te falei e quando bem executada existe um perigo mas já quando existe um alinhamento onde é preciso percorrer mais o campo, uma rota com marcação desde o primei estágio do snap existe inconsistência para criar essa separação e é por isso que sua capacidade de fazer capturas contestadas será fundamental para sua carreira.

E em passes contestados nos vem um dos melhores pontos positivos do seu jogo, as mãos. Quando se fala dessa característica ele se coloca como um recebedor seguro, o Browns vive um trauma quanto a consistência, achar segurança isso vem de homens como Austin Hooper por exemplo que nunca parece nos passar tranquilidade, ele tem uma baixa porcentagem de drops na carreira universitária, a sua capacidade de ir buscar a bola no ar e “arrancar ela” para si compete muito com essa mesma característica do Garrett Wilson, a briga é bastante boa nisso, ele tem uma compreensão de posição das mãos muito boa, bastante responsável. No ponto da recepção é ser agressivo, é impor espaço e força aérea contra o adversário.

E vamos do ponto que mais me empolga, ele é absurdo nas jardas após a recepção, isso eleva os olhares para ele, é uma característica de playmaker que muda o jogo, isso causa uma preocupação excessiva em qualquer adversário, claro que pelo seu tamanho e peso é fisicamente difícil de se bater, eu vejo ele o mais pronto fisicamente por exemplo para o próximo nível, ele usa um braço forte e rígido que adiciona outro elemento de fisicalidade para o confronto corpo a corpo. Burks tá ranqueado como o melhor WR da classe de 2022 em jardas após a recepção com 9.3 de média sendo que 8 dos 10 melhores recebedores em YAC estão abaixo dos 90kg.

 

Sua fisicalidade poderia ser bom em quase tudo mas aqui outro ponto negativo, ele é um dos piores bloqueando, o esforço para bloquear é diminuído e pelos seus atributos isso deveria ser inadmissível mas é só esforço, ele tem problemas primários de conceitos de bloqueio, parece ser algo que vai ter que ser trabalhado do zero por incrível que pareça, eu não gostei nada do que eu vi, parece não ter tido responsabilidade nessa questão.

Burks pode se tornar o primeiro recebedor de Arkansas desde 2005 a ser selecionado na primeira rodada, ele parece ser um exemplo físico que se mostra apto para o desafio da NFL onde vai ser preciso refinar suas qualidades, sua corrida de rota e seu bloqueio, para a liga é preciso tudo muito mais trabalhado mas ele larga muito bem quando se tem um caminho pré disposto a isso acontecer de uma maneira bastante natural e evolutiva.

 

 

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