É um longo caminhar de textos analisando as nossas escolhas já que o Browns quis acumular muito mais picks em busca de abordar muitos setores e após um cornerback ser escolhido de primeira finalmente teríamos que ser forçados a olhar para os setores que mais precisávamos, um deles a linha defensiva era até provável o primeiro foco do Browns. Toda a narrativa é a de ajuda para Myles Garrett ainda na espera no que vai acontecer com a relação Jadeveon Clowney e Cleveland.

Com a 78ª escolha do Draft de 2022 da NFL, o Cleveland Browns selecionou o defensive end Alex Wright da Universidade do Alabama em Birmingham. Wright é o segundo jogador que o general manager do Browns, Andrew Berry selecionou da Conference USA, juntando-se a Harrison Bryant, que foi selecionado na quarta rodada do Draft da NFL de 2020 fora do Florida Atlantic. Existe muita dúvida quanto a tapes, nível de jogo e o porquê estar escolhendo jogadores assim mas o propósito é absorver que o talento se sobressai e teria bom desempenho no principal nível de futebol no college e aqui explicaremos o porque Berry olhou para Wright dessa forma.

ALEX WRIGHT – DEFENSIVE END – UAB

Alex Wright é um prospecto “incompleto” onde existe muita dúvida entorno de produção e pensamentos de seu jogo dentro da NFL mas é difícil encontrar jogadores de ponta com sua combinação de tamanho e força. É um combo físico muito bem explicado em ele ter 2 metros de altura e pesar 122kg mas ele usa esse peso levemente e se move bem para seu tamanho. O seu comprimento sozinho ajuda Wright a vencer muitos compromissos na trincheira, mas ele também carrega uma tonelada de força em seu soco inicial, uma chance melhor de se libertar quanto mais tempo a jogada se estender.

Wright nunca foi oprimido pela competição excessiva pelos adversários que a UAB enfrentava mas mesmo em jogos contra a BYU e a Geórgia onde são equipes com mais talento na linha ofensiva, Wright provou que pertencia ter talento físico e técnico a encarar esses desafios. E embora ele não tenha sacks de dois dígitos ou tackles para perda de jardas, Wright foi consistente contra oponentes mais fracos e mais importante, ele tem traços que podem ser moldados no próximo nível.

Infelizmente Wright se machucou durante o Combine e não conseguiu testar a corrida de 40 jardas isso também não acontecendo em seu Pro.Day, o que pode limitar o que pode ser obtido em seus testes atléticos. O que temos é uma percepção absorvida de análises que nem sua explosão nem sua agilidade são terrivelmente impressionantes. O Browns estão apostando fortemente que sua idade é uma indicação de que seu atletismo só melhorará com o tempo.

Como pass-rusher, Wright tem algumas ferramentas interessantes em seu tape, ele sai muito bem com a bola para alguém do seu tamanho. Quando combinado com suas mãos longas e pesadas, é fácil ver como Wright tem tantas maneiras de ganhar uma reputação no combate 1 contra 1 desde o início da jogada, além disso, Wright mostra melhor flexibilidade do tornozelo do que o esperado, mostrando a capacidade de alargar um pouco o corpo e permanecer equilibrado enquanto corre tentando percorrer o protetor de passe.

Ele ainda é cru como um pass-rusher, porém tem tudo para desenvolver um arsenal mais completo de movimentos, particularmente movimentos internos para tirar vantagem de seu peso. Wright também tem pouca flexibilidade e alavancagem do quadril por causa de sua altura, tornando difícil para ele abaixar os quadris e abaixar-se para dobrar o contato saindo da postura inicial, mover-se no espaço vago também não é o forte de Wright e isso é preciso ser mudado rapidamente já que ele pode ser um pouco lento mudando de direção e para a intensidade da NFL isso é até inaceitável.

Algo que eu gostei em seu repertório é defesa contra corrida, Wright é igualmente forte nesse quesito e mantém uma base larga para fechar território de visão e tem agilidade lateral para percorrer rapidamente áreas curtas. Wright também mostrou que ele pode usar seus braço longo e estabelecer uma relação de meio contato no limite para atingir a corrida gerando algum empurrão com sua força e pode explodir e se livrar de bloqueadores desavisados.

Os Browns gostam mais de seu futuro do que de seu passado, várias escolhas da franquia são pensando nessa idéia mas Wright não foi particularmente produtivo na faculdade, mesmo em sua melhor temporada. Ele teve um início promissor para sua carreira como um calouro de 235 libras mas chegar a 260 no segundo ano provou ser um ajuste difícil e antes que acontecesse um terceiro ano de melhor adaptação e evolução desses números individuais ele está aqui hoje a meses de estar jogando na NFL.

Ele tem experiência limitada no interior da linha com apenas 52 snaps em três temporadas de acordo com o Pro Football Focus e a menos que os Browns lidem com lesões, Taven Bryan e o companheiro estreante Perrion Winfrey devem ser capazes de lidar com esses deveres de interior pelo menos para a próxima temporada. Enquanto isso Wright pode ser menos rotativo de começo enquanto se constrói na liga. Já de início ele pode ser utilizado como jogador de primeira e segunda descida, ou a adicionar a blitz, até mesmo dar oportunidade no Pass Rush para as vezes Garrett recuperar o fôlego durante a campanha.

Muito do primeiro ano de Wright é apenas dominar seu físico. Ele ainda tem espaço para crescer com sua estrutura, mas se ele não está ganhando peso significativo como nas últimas três temporadas, isso deve ajudá-lo a melhorar seu controle corporal e flexibilidade. O Browns vai usar muito a pré temporada para ele resolver suas inconsistências e não jogar ele “aos leões” sem preparo. Até não se impressione se nesse começo da temporada ele não esteja quase em campo enquanto vai se acostumando com tudo isso.

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