Meu primeiro mock não teve nenhuma troca e optei por selecionar de acordo com as escolhas originais. Porém, conhecendo o front office do Saints e sabendo da sua agressividade no draft, é pouco provável que não subirmos nenhuma posição. Desta forma, farei esse mock tentando simular também algumas trocas da equipe.

  • 1ª Rodada (28ª Escolha) – Greg Newsome II, Cornerback, Northwestern

Como disse em meu último mock, a posição de cornerback é a principal necessidade da equipe do Saints. Por sorte, a classe de 2021 é muito profunda e possui ótimos prospectos. Vejo o Tier I bem definido com Patrick Surtain II, Jaycee Horn e Caleb Farley, enquanto o Tier II conta com Newsome, Asante Samuel Jr, Eric Stokes, Elijah Molden e Tyson Campbell, com Newsome um pouco à frente dos demais e o único, em minha opinião, que valha uma escolha de primeira rodada.

O cornerback de Northwestern tem bom tamanho para a posição, ótimos instintos, atleticismo e mostrou ser um jogador físico durante a universidade. Penso que, caso nenhum dos três jogadores do Tier I estejam disponíveis, Newsome seria o complemento perfeito que formaria uma das secundárias mais promissoras da liga ao lado de Lattimore, Marcus Williams e Chauncey Gardner-Johnson.

 

  • 2ª Rodada (46ª Escolha) – Elijah Moore, Wide Receiver, Ole Miss

Detalhes da Troca (Saints envia as escolhas de número 60, 133, 229 e uma escolha de 4ª rodada de 2022 para o New England Patriots em troca das escolhas de número 46 e 177).

Após a troca, o Saints se coloca em posição para selecionar um dos melhores recebedores do draft. Desde que se consolidou como um recebedor All-Pro, Michael Thomas nunca teve um complemento à altura. Loomis tentou fazer acontecer trazendo Emmanuel Sanders, mas foi justo no ano que Thomas mais se ausentou em função de lesões. Com a saída de Sanders, fica evidente uma lacuna da equipe, nosso corpo de recebedores hoje tem Thomas, um dos melhores da liga, Deonte Harris, quem eu vejo como um candidato a ter uma breakout season e se consolidar como grande ameaça aérea, e outros jogadores sólidos mas com dificuldades de separação, algo que vimos com clareza no jogo contra o Chiefs temporada passada.

Vejo em Moore o jogador perfeito para complementar Michael Thomas, apesar de ter apenas 1,75 m, pode ser alinhado tanto aberto quanto no slot, é um jogador com boas mãos, muito veloz e bem eficiente nas rotas, o que ajuda bastante na separação ao marcador. Com apenas 21 anos, Moore é mais um ótimo produto de Ole Miss que formaria uma dupla bem interessante com Thomas, deixando Winston cada vez mais confortável em seu primeiro ano comandando o ataque do Saints.

 

  • 3ª Rodada (98ª Escolha) – James Hudson, Tackle, Cincinnati

Terron Armstead está em seu último ano de contrato com a equipe do Saints e Ryan Ramczyk deve receber um contrato monstruoso em breve, o que deixa a situação do Left Tackle indefinida.

Nesta escolha fiquei em dúvida entre dois jogadores de linha ofensiva que, em minha opinião, tem o maior teto à essa altura do draft, que são D’Ante Smith e James Hudson. Optei por Hudson principalmente por sua performance no Senior Bowl, evento que sabemos o quanto Loomis & Cia valorizam. O jogador de Cincinnati mostrou muito atleticismo e fisicalidade na universidade mas, apesar do seu alto potencial, tem alguns aspectos em que ele é bastante cru. Um ano aprendendo da melhor dupla de tackles da liga seria extremamente benéfico para Hudson, que se aproveitar seu potencial, pode se tornar um jogador de sucesso na NFL.

 

  • 3ª Rodada (105ª Escolha) – Bobby Brown, Defensive Tackle, Texas A&M

Após as saídas de Sheldon Rankins e Malcom Brown, a posição de defensive tackle é a mais “curta” no elenco do Saints, com apenas três jogadores, Onyemata, Tuttle e Roach. Considero Brown o sexto melhor prospecto entre os jogadores da posição, entre os defensive tackles 1-tech (função de Malcom Brown na equipe) porém, acho que está atrás apenas de Tyler Shelvin de LSU. Tem experiência com bloqueios duplos, é muito bom contra a corrida e mesmo com o pass rush não sendo sua principal virtude mostrou, na universidade, bons movimentos e potencial para se desenvolver nesse aspecto. Sob o comando de Ryan Nielsen, Bobby Brown pode causar impacto já em seu primeiro ano na liga.

 

  • 5ª Rodada (177ª Escolha) – Kary Vincent Jr, Cornerback, LSU

Essa escolha veio da troca com o Patriots no início do draft.

Apesar da seleção de um cornerback na primeira rodada, depth na secundária nunca é demais. Vincent é um jogador veloz, atlético e com ótimos instintos. É versátil e pode ser alinhado tanto como slot quanto safety. Em termos de potencial e desempenho na universidade, não vejo motivos para estar disponível a essa altura do draft, mas os fatos de não ter jogado em 2020 e ser baixo para a posição podem fazer com que a liga tenha ressalvas quanto a ele. No geral, Vincent pode se tornar um grande steal para a equipe que o selecionar.

 

  • 6ª Rodada (190ª Escolha) – Erroll Thompson, Linebacker, Mississipi St.

 Detalhes da troca (Saints envia as escolhas de número 218 e 255 para o Cincinnati Bengals pela escolha de número 190)

Após mais uma troca no draft, o Saints seleciona o linebacker de Mississipi St que fez uma dupla interessante com Willie Gay em 2019. Na universidade, Thompson mostrou estar bem confortável com o papel de líder da defesa e, apesar de ser um prospecto extremamente físico e com boas leituras de jogo, não é muito atlético e deixa a desejar na cobertura. Em minha opinião, não é um jogador de impacto imediato, porém se lapidado, pode se tornar um jogador importante para o elenco.

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