É preciso enfrentar a chuva para encontrar o arco-íris

Quem deseja ver o arco-íris, precisa aprender a gostar da chuva. Primeira partida fora de casa; ambiente hostil, caótico e difícil. As ausências de Brook Lopez, Donte e Jrue Holiday ao mesmo tempo trouxeram a prévia de uma noite nublada em Miami. Os Bucks foram derrotados por 137 a 95. Os 42 pontos de diferença não é o que de pior pudemos constatar nesse jogo.

Análise – O Jogo em Si:

Desde o início da partida o Heat veio quebrando o Pace (ritmo) dos Bucks e explorando a falta de movimentação dos cervos sem a bola. Milwaukee esteve estático e exagerando no em habitual péssimo aproveitamento das bolas de 3. Confesso que o começo me preocupou, mas com o passar do jogo fiquei tranquilo. Tudo piorou. Sem traumas. 

Com a ausência do Brook Lopez a defesa dos Bucks ficou muito frágil. Sem um armador de origem competente – pois não podemos usar este adjetivo para George Hill – e um Giannis pouco inspirado, sendo afastado para fora do garrafão pela ÓTIMA defesa do Miami, o que restou foram jogadores jovens, totalmente perdidos na marcação do perímetro e regularmente explorados na área pintada. Nasceu disso tudo uma mistura de chuva fatal de bolas de 3 e sequências de fáceis infiltrações, 1 vs 1, que por vezes se tornavam “and one”. 

O jogo não foi sobre quem era o melhor time, mas sobre aquele que se ajustou melhor com suas peças. 

A confiança do Heat no primeiro quarto foi absurda …no segundo também. Mesmo quando as bolas de três pararam de cair eles continuavam a criar de todas as formas. Pensando bem, a confiança do Miami Heat foi absurda o tempo todo.

Claramente o técnico Budholzer quis testar os bancários quando percebeu que tudo estava perdido. Dava para perceber bem antes, mais ou menos com 4 ou 5 minutos… do 1ºQ, mas ele percebeu. No começo do 2°Q o Jimmy Butler saiu e houve uma reação no placar. Esperança? Time da virada? Claro que não. A inconsistência e insistência nas bolas de fora continuaram. O garrafão do Heat era impenetrável. O resultado: um massacre. Fim do 1°Q: Bucks 17 vs 40 Heat.

Para o leitor que ainda não conseguiu visualizar o jogo e pode achar que estou exagerando, acompanhe. Foram 47 arremessos do Heat dentro da área pintada (59% de acerto), contra 30 do Milwaukee (47% de acerto). Dos 96 arremessos do Miami Heat, 61 foram arremessos de quadra – quase do dobro de suas tentativas do perímetro. Os Bucks deram 84 arremessos, 50% bem divididos entre quadra e bolas de 3. Mantivemos a regularidade, fomos mal nos dois. 

Giannis fez um jogo pouco inteligente, forçou sobre um garrafão fechado. O Milwaukee fez poucas trocas, perdeu a essência daquele Bucks dos playoffs de 2021. Me lembrou a equipe de 2020…  Questiono o quanto a inteligência e qualidade de Jrue Holiday acrescentaram a essa franquia. Talvez o armador não seja só mais uma estrela, mas sim um jogador essencial, tanto quanto Giannis. Será? 

Resumo – Enceramento:

Vocês se lembram da primeira frase do texto? Okay, voltem e leiam, vou esperar. Entenderam o que ela quer dizer? Quem pensou que falava sobre os 27 pontos de Tyler Herro, acertou. Claro, é bem mais que isso. Essa derrota esfriou os ânimos dos empolgados, mostrou como a vida é feita de altos/baixos e aprendizados. É preciso enfrentar a chuva para encontrar o arco-íris. A derrota de ontem foi necessária, dura, é aquela que sangra a pele e cala frio, mas amadurece. Vamos amadurecer? Espero!

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