Reconhecendo nossos limites 

O homem que sabe reconhecer os limites da sua própria inteligência está mais perto da perfeição. Johann Goethe – escritor alemão que confesso ser fã – alertou sobre isso dois séculos atrás. O mundo virou de ponta cabeça. Hoje em dia o discurso é em cima da busca pelo impossível, de superar os limites. Contudo, é bom entender nossos limites. Isso nos torna humildes, demonstra inteligência e maturidade. Hoje vimos o limite do Milwaukee Bucks desfalcado.

O Jogo em Si:

Antes do jogo começar era confirmada a notícia. Dos titulares, apenas Giannis Antetokounmpo jogaria. No meio do jogo vimos o astro mancando, o que nos leva a crer que não jogou 100%. No entanto, sabíamos da força do adversário, o Utah Jazz. Um dos melhores ataques da NBA, um time que até poucos dias atrás estava invicto na temporada, uma máquina de pontuar do perímetro. De cara já deram as cartas: 5/5 nas bolas de três do perímetro.

O Milwaukee fez o que pôde em quadra, os jogadores compreenderam bem seu papel no ataque e na defesa quase o tempo todo. Os Bucks cometeram poucos turnovers e garanto, vontade em quadra não faltou em nenhum momento. Demorou para eu aprender, mas aos longos dos anos entendi que às vezes não há o que fazer, porque simplesmente não conseguimos. Meu primo mais velho costumava dizer sempre que via que percebia a derrota na partida online: “só aceita”. É engraçado, mas faz sentido.

As únicas duas chances de o Milwaukee vencer seriam: o Jazz fazer uma partida tenebrosa – o que não aconteceu; ou os Bucks demonstrarem que esse elenco é subestimado e que ainda não vimos seu limite. Spoiler: o Milwaukee perdeu. Parece que hoje vimos o limite desse elenco. É isto que ele pode entregar e, por enquanto, está ótimo.

Créditos: Jeff Hanisch-USA TODAY Sports

Os Bucks não foram humilhados por Utah, foi um jogo divertido. Alguns erros na defesa, muita dificuldade no ataque, mas os Bucks entregaram o máximo. O próprio Giannis esteve distante do aro, a detinha a responsabilidade de armar o time – e isto não é seu forte. O grego jogou bem, mas era o Jazz. Aconteceu como deveria acontecer.

O 3°Q trouxe mais do mesmo. Jogo parelho em muitos momentos. A esperança de encostar no placar arrefeceu com o descanso de Giannis. Aliás, Antetokounmpo fez um jogo admirável e cingiu-se de pilar defensivo e ofensivo dos Bucks. Outro destaque, o jovem Justin Robinson, chamou muita atenção pela sua defesa e efetiva participação no ataque. Parece ser um jogador promissor e confiável.

Allen fez uma partida ÓTIMA – em tempo, como se espera de um titular regular. O restante não correspondeu à altura, nada fora do comum. O Jazz carregou o jogo até que no final quando enfim Donovan Mitchell pegou a bola e disse: eu decido. E decidiu. Vitória merecida. Ambas equipes fizeram seu jogo dentro de suas características.

Resumo – Enceramento:

Não podíamos esperar que sem Jrue, Brook Lopez, Middleton e Donte o time fosse espetacular. Os Bucks parecem tranquilos com o momento que vivem e a torcida também parece entender. Uma franquia que sabe reconhecer os limites de sua própria capacidade está mais próxima perfeição, diria o Johann Goethe, fã da NBA. Agora é superar este limite!

E você, acredita que esse elenco dos Bucks pode oferecer mais?

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