Desde o início da temporada muito se esperava acerca do que o Houston Rockets liderado por James Harden e Russell Westbrook, poderia entregar. E de fato, a dominância dos dois em quadra era algo invejável individualmente; mas que talvez deixasse a desejar quando o assunto fosse o coletivo da equipe.

Desde sempre líderes da equipe comandada por Mike D’Antoni, Harden e Westbrook jamais foram questionados pelas suas respectivas capacidades de decidir partidas; mas sim pela incapacidade de fazer os demais atletas do time participarem da partida e renderem o esperado de um postulante ao título.

Afinal, de nada adianta uma equipe que quer ser campeã ter dois jogadores decisivos, mas não ter o restante do elenco para dar suporte quando necessário; até porque, na pós-temporada não é um jogo que vai definir o melhor time, e sim uma sequência de partidas. Ou seja, havia uma enorme dúvida se uma das duplas mais temidas da NBA conseguiria levar sua equipe à frente mesmo sem o devido suporte.

Atual momento e a aposta em um “super small ball”

Bom, muita coisa mudou em Houston desde o início da temporada; desde o modo de jogo após a troca de Clint Capela, que foca em uma estratégia que conta com um time sem um pivô de origem e uma lineup extremamente baixa, rápida e habilidosa; até as participações de Harden e Westbrook nos Rockets. Mas o questionamento sobre até onde a dupla pode levar a equipe do Texas é o mesmo.

O atual momento dos Rockets é muito bom. Briga diretamente com Nuggets, Clippers e até mesmo o Jazz pela segunda colocação do oeste e o novo modelo de jogo adotado por Mike D’Antoni parece funcionar; até mesmo contra as equipes mais altas da Liga; onde, teoricamente, Houston teria mais dificuldades por possuir uma equipe mais baixa e, consequentemente, ceder mais pontos (9° pior da liga no quesito).

No entanto, a tática do “super small ball” compensa a falta de tamanho e ausência de jogadores no garrafão com uma intensa agilidade, grande números de bolas de 3 e a segunda maior média de pontos feitos na NBA (118,8 por partida). Além disso, o novo modelo de jogo adotado; além de favorecer ainda mais o estilo de jogo de Harden e Westbrook (que nunca se importaram muito em chutar de 3 de qualquer posição); também coloca os demais jogadores do time em condições de auxiliar a dupla quando necessário.

Até onde Houston pode chegar?

Foto: USA Sports Today

Obviamente, quando se olha diretamente para o oeste da NBA os dois principais favoritos a chegas às finais de conferência são as duas equipes de Los Angeles; os Lakers e os Clippers. Enquanto isso, uma série de outras equipes corre por fora, e com certeza, uma dessas equipes é o Houston Rockets.

Num eventual encontro entre a equipe do Texas e alguma das duas de L.A, alguns aspectos da partida seriam fundamentais para o andamento da série. Por exemplo, Houston é a segunda melhor equipe em pontos da Liga, justamente pelo estilo “small ball”; mas também devido a esse estilo, é uma das equipes que mais sofre pontos. Por isso, contar com o arremesso em dia de seus principais jogadores seria um ponto chave para manter o time vivo na série, já que, provavelmente, o número de pontos sofridos seria alto.

Ou seja, o estilo de jogo tem funcionado no momento pelo que vive cada jogador da equipe, mas nada garante que funcionará por toda a temporada; o que torna a estratégia um tanto quanto arriscada, mas como não tem outra, Houston não tem muitas escolhas.

Mas o fato é que da qualidade técnica dos Rockets ninguém duvida e ninguém seria louco o bastante para subestimar um ataque que tem James Harden e Russell Westbrook. Em diversos momentos da temporada o time texano já provou seu valor e mostrou que pode bater de frente com qualquer equipe da NBA, sendo uma verdadeira postulante ao título. Ou seja, por mais que o favoritismo não esteja nas mãos de Houston, subestimá-los pode ser fatal.

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