Ty Cobb: Quando eu jogava, não era por diversão.

 

 

O beisebol em seus primórdios no século XIX teve: Cy Young, Cap Anson e Spalding, como grandes pioneiros e os primeiros a estabelecer os números do recém nascido esporte que é uma tradição Americana. No início do século XX, surge a classe dos cinco. Formada por Ruth, Wagner, Mathewnson, Jonhson e Cobb, esta classe de jogadores ajudou na divulgação e popularização do beisebol, e também se estabeleceu num Hall particular de glórias e recordes.


E no que se refere a números e recordes é preciso destacar o nome de Ty Cobb. Dono de um temperamento explosivo e agressivo, que se traduzia no bastão, Cobb estabeleceu um recorde de incríveis 0.366 AVG que lhe rendeu nada menos do que 12 titulos de campeão de rebatidas da Liga Americana, uma tríplice coroa e um enorme legado.

Nascido na Geórgia em 1886, Cobb construiu seu nome e sua carreira nos Tigers onde jogou de1905 até 1927. Durante as 22 temporadas em Detroit, como jogador e tambem Manager, Cobb deixou como marca: 892 bases roubadas, 2246 corridas, 54 roubos de home plate e 3035 partidas jogadas.
Ele ainda anotou 117 Home Runs e incríveis 4191 rebatidas. Sendo que o AVG de Cobb até hoje é o recorde oficial da MLB. Mesmo que seus incríveis números tenham sido superados, ao longo do tempo, “o pêssego da Geórgia”, conquistou sua posição (merecidamente) no time do século da MLB, e ter seu nome homenageado pelo time de Detroit.

Além do Tigers, Cobb jogou uma temporada no Philadelfia Atletics, antes de pendurar as luvas e o bastão em 1928. Em 1936, ele foi introduzido no Hall da Fama, na classe dos cinco com 98,2% de aprovação. Mesmo que a trajetória de Cobb dentro e fora de campo sempre tenha sido evidenciada como de um homem e jogador de temperamento agressivo, tanto no bastão como com os punhos e palavras. É inquestionavel que Ty Coob deixou um legado extraordinário no Beisebol, principalmente pela determinação e extrema ofensividade no bastão, algo que combinava com a personalidade de alguém que repetidamente dizia: “Quando eu jogava, não era por diversão.”

Texto: Rafael Gehlen e Kevin Marley

Arte: Kevin Marley

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