Entra ano, sai ano e algumas coisas nunca mudam. Uma delas é a magnitude dos Playoffs da NBA. Decerto o mata-mata é um dos momentos mais aguardados nas grandes ligas americanas. Então, após o primeiro round, qual o saldo que temos até aqui?

 

A imponência do Seed 1

Foto: Justin Ford/Getty Images

Após derrota na primeira partida na ausência de Donovan Mitchell e os boatos de uma possível ausência no segundo jogo, a equipe de Utah se recuperou o venceu os Grizzlies sem grande dificuldades.

Mitchell, em sua volta teve médias de 28 pontos por jogo com 29 minutos de média. Em dado momento desses playoffs, a estrela do Jazz tinha mais pontos do que minutos jogados.

Porém, mesmo com a derrota o saldo para Memphis é positivo na primeira ida a pós-temporada nesse novo ciclo. Após bater na trave na temporada anterior, dessa vez o Grizzlies não deu margens para o azar e venceu ambos os jogos do play-in, sem deixar dúvidas quanto a sua capacidade. Como visto, Ja Morant e Dillion Brooks conseguirão desempenhar um papel importantíssimo no futuro da franquia.

 

O Brilho quase que solitário de Luka Doncic

Foto: Joe Murphy

“Quando chega os playoffs é a hora de separar os homens dos garotos” É o que dizem, não? Pois bem, o Esloveno de 22 anos continua a impressionar cada vez mais a liga. Em sua terceira temporada, joga com a maestria de quem tem experiências ancestrais.

Contudo, uma andorinha só não faz verão, como já vimos em muitas ocasiões. Mesmo que em 12 partidas de pós-temporada Luka Doncic tenha mais jogos de 40 pontos (cinco) do que partidas com menos de 25 (três), os números ainda não se transformaram em uma vitória em séries de playoffs.

O Los Angeles Clippers, por sua vez contou com a experiência de seu elenco, somada ao talento de Kawhi Leonard para buscar um empate e posteriormente uma virada após sofrer duas derrotas seguidas em casa.

Agora o Clippers caminha para uma série contra Utah e resta ao Dallas Mavericks conseguir peças para que o talento de Luka Doncic não seja desperdiçado.

 

O peso de um elenco 

Foto: Getty Images

Assim como Luka Doncic, mas talvez de uma maneira mais acentuada, Damian Lillard protagonizou uma peleja solitária contra a equipe do Denver Nuggets.

Nunca se espera confronto fácil quando se enfrenta o MVP da temporada, a série de playoffs de Nikola Jokic ratificou a razão do Sérvio levar o prêmio de jogador mais valioso para sua prateleira.

Contudo, a série ficou marcada pela batalha desacompanhada de  Lillard, que protagonizou jogos históricos, recordes e frustrações. A equipe de Portland não conseguiu se recuperar após a derrota na prorrogação no jogo cinco, onde Lillard matou duas bolas decisivas para forçar duas prorrogações.

É nítido o amor e ligação que o astro tem com os Blazers, porém, será necessário movimentações de Portland para dar a Lillard um elenco capaz de alçar voos mais altos.

 

A queda dos campeões 

Foto: Harry How

Depois de mais de uma década sem aparições nos playoffs, de bater da trave por anos, o Phoenix Suns voltou aos playoffs em grande estilo, a equipe de Arizona chegou com a segunda melhor campanha do Oeste. Mas como nem tudo são flores, quis o destino que o primeiro oponente fosse justamente uma das equipes mais tradicionais da liga, os atuais campeões e time de LeBron James.

Infelizmente a série não contou com 100% de Anthony Davis e talvez também não com 100% de Lebron. Mas nada disso diminui o tamanho desse elenco do Suns, que desde o início não se amedrontou frente ao Lakers e conseguiu de forma merecida, a sua classificação em seis jogos.

 

Philadelphia segue sem maiores dificuldades 

Foto: Ned Dishman

O confronto entre Sixers e Wizards foi um daqueles em que deu a lógica, sem maiores dificuldades a equipe de Philly não tomou conhecimento do adversário e fechou a série em cinco jogos.

A força defensiva da equipe treinada por Doc Rivers foi mais uma vez provada nessa série, força essa que talvez seja a chave para Philadelphia voltar às finais da NBA.

 

A surpreendente série entre Knicks e Hawks

Foto: Nathaniel S. Butler

O que torna o esporte tão maravilhoso são os fãs, a volta dos apaixonados as arena marcou a epítome do que consideramos um verdadeiro show. A torcida incendiada, grandes personagens e jogadas eternizadas. Essa foi a série entre dois times que sequer estiveram nos playoffs ano passado e voltaram protagonizando talvez a série mais divertida de se assistir nesse primeiro round.

Ainda em vida, o homem que dá nome ao troféu da liga de Futebol Americano (NFL), Vince Lombardi, disse “Se você não está incendiado pelo entusiasmo, então você será queimado pelo entusiasmo”. Frase essa que define a participação fervorosa de Trae Young nessa série. Em sua primeira participação em Playoffs, Young calou uma das arenas mais tradicionais do esporte em grande estilo.

 

A revanche do Grego

Foto: Benny Sieu-USA TODAY Sports

Após ser trucidado na última temporada pelo Miami Heat, o Milwaukee Bucks que chegou aos playoffs sem a pressão habitual, dessa vez atropelou o atual vice-campeão da NBA. Em uma série de quatro jogos e sem maiores dificuldades o irreconhecível Miami Heat não conseguiu mostrar perigo a equipe comandada por Giannis Antetokounmpo.

 

A volta por cima de Kyrie Irving no TD Garden

Foto: Getty Images

Outra série que acabou antes do que deveria foi entre Brooklyn Nets e Boston Celtics. Em apenas cinco jogos a equipe treinada por Steve Nash despachou a tradicional franquia de Boston, que mais uma vez dá adeus cedo a competição.

Contudo, a série ficou marcada pela perseguição da torcida do Celtics com o astro Kyrie Irving, que revidou com a atitude questionável de pisar sobre a logo do ex-time.

 

Âncora do Mavscast e do Gigantes do Beisebol. Apaixonado por esportes desde a primeira vez que vi um fadeaway do Dirk Nowitzki lá em 2008. O garoto que fingia narrar jogos de futebol em frente ao espelho, mais tarde também iria se apaixonar pelo Beisebol, em específico pelo SF Giants.

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