Na NFL existem times com patamares diferentes; alguns tem o posto de favorito ao título, de briga por vaga nos playoffs e até de estar no fundo do poço esperando alguma ajuda divina. No entanto, hoje falarei de times que estão num processo de reconstrução, alguns acumulando escolhas de draft, alguns contratando um novo head coach para comandar o time, alguns confiando a chave da franquia nas mãos de um jovem quarterback com grande potencial e outros fazendo tudo isso. Vamos falar sobre elas:

New York Jets

(Steve Luciano | AP) BYU quarterback Zach Wilson, right, poses for a photo with NFL Commissioner Roger Goodell after being drafted by the New York Jets in the first round of the NFL football draft, Thursday, April 29, 2021, in Cleveland.
(Steve Luciano | AP)

Talvez o time com a reconstrução mais clara, os principais nomes dela são exatamente esse cidadão à direta na foto, Zach Wilson, 2º escolha geral do draft de 2021, QB vindo de BYU, e o head coach Robert Saleh, ex-coordenador defensivo dos 49ers.

Em suma, Zach chega para ser o próximo franchise quarterback do time; vem de uma temporada espetacular no seu terceiro de universitário, suficiente para fazer até o Jets negociar o jovem QB draftado em 2018, Sam Darnold. Já Robert Saleh vem para chacoalhar os bastidores internamente: os Jets tem uma má fama de ser uma franquia apática, daquelas que perde e parece não ligar muito pra isso, totalmente o oposto do que vimos de Saleh em San Francisco, um treinador totalmente elétrico na sideline e que se importa até demais em vencer. Sem contar o fato de ser uma grande mente defensiva, podendo dar uma identidade para uma franquia que parecia morta.

Jacksonville Jaguars

USAToday

Da mesma forma que o Jets, o Jaguars também está apostando num jovem quarterback e em um novo head coach para essa reconstrução.

Eles confiaram à experiência de Urban Meyer, um dos maiores head coaches da história do College Football, o comando do time, e entregaram as chaves da franquia ao novo QB do time, Trevor Lawrence, que vem de três anos absurdos em Clemson e é considerado um dos melhores prospectos da história.

Com o intuito de deixar seu novo quarterback confortável e se sentindo em casa, eles draftaram o RB Travis Etienne também de Clemson, mesmo com James Robinson tendo um grande ano em 2020; Etienne é ótimo sendo utilizado no jogo aéreo, eles estão confiando bastante no entrosamento dos dois que foram capazes de fazer um reach no jogador. Enfim, já está feito, agora é saber se será o bastante para mudar o patamar da franquia que não faz uma campanha positiva desde 2017.

Cincinatti Bengals

USAToday

Num momento diferente, o Bengals tem um passo a mais na reconstrução: o time já tinha draftado um quarterback em 2020 e está extremamente focado em lhe dar peças para recepção e proteção.

Tee Higgins, Ja’Marr Chase, Riley Reiff e Jackson Carman são alguns desses nomes que eles buscaram para ajudar Joe Burrow nessa nova era da franquia, apostando que Zac Taylor, head coach contratado em 2019, possa liderar essa equipe e formar um grande ataque.

Embora também não tenham esquecido da defesa, trazendo nomes como Trey Hendrickson e Joseph Ossai para o pass rush, é bem claro que o ataque é o centro dessa reconstrução.

Detroit Lions

Offensive tackle Penei Sewell with Detroit Lions general manager Brad Holmes, left, and head coach Dan Campbell right, May 1, 2021.
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Certamente um tipo de reconstrução não tão comum igual os outros citados acima, o Lions confia bastante em seu novo head coach Dan Campbell, que busca principalmente mudar a cultura da franquia para uma mentalidade vencedora. Como já estão presos ao contrato de seu novo QB, Jared Goff – depois de ter trocado seu antigo franchise quarterback, Matthew Stafford – decidiram não draftar outro da mesma posição, e sim reforçar as duas trincheiras do jogo.

Inegavelmente a ideia de reconstrução dos Lions gira em torno em reforçar sua OL e DL; após as escolhas de Penei Sewell, Alim Mcneill e Levi Onwuzurike isso ficou escancarado. Querem primeiramente estabelecer essas duas áreas para depois reforçar as outras posições com suas escolhas de draft e as do Rams, adquiridas através da troca do Stafford.

Conclusão

Enfim, não existe forma certa ou errada de se fazer uma reconstrução, o que importa agora é que esses times estão buscando a mesma coisa: serem relevantes num futuro próximo.

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