Pós-jogo: o bom, o ruim e Parris Campbell

Olá, torcedor dos Colts! Nesta temporada teremos artigos de pós-jogo de forma diferente: mais curtos e objetivos destacando os principais pontos para discussão dos jogos. As análises mais aprofundadas serão guardadas para o nosso podcast semanal.

Os Colts n√£o viam uma vit√≥ria na estreia da temporada desde 2013 e tamb√©m n√£o venciam os Jaguars em Jacksonville desde 2014. Vit√≥ria fora de casa da estreia da temporada? N√£o acontecia desde 2006 e n√£o foi nessa temporada que a hist√≥ria mudou. A combina√ß√£o hist√≥rica pode ser considerada desastrosa pros Colts e pros mais supersticiosos o jogo de abertura da temporada era um pren√ļncio de derrota. A derrota por 27-20 contra os Jaguars pode custar caro para as pretens√Ķes do time de Indiana.

O bom

Primeiramente, √© um pouco dif√≠cil destacar algo positivo no jogo contra os Jaguars. Parris Campbell merece um item em destaque neste artigo devido a supera√ß√£o das expectativas da torcida. Aqui, vamos falar sobre a atua√ß√£o de Nyheim Hines que fez o que se esperava em campo. N√£o era segredo que a grande maioria das pessoas imaginava que a conex√£o Rivers-Hines pudesse ‚Äúclicar‚ÄĚ rapidamente. Muitos diziam que o jovem seria uma esp√©cie de Austin Ekeler para Philip Rivers, e seu maior uso em campo era uma ponto de grande expectativa.

Com a les√£o de Marlon Mack logo no primeiro tempo de jogo, vimos Hines receber ainda mais snaps: 39, o maior n√ļmero entre os running backs da equipe. Nyheim foi quem mais produziu no ataque, sendo amplamente usado no jogo corrido e tamb√©m como arma no jogo a√©reo. Al√©m disso acumulou 28 jardas corridas e um touchdown terrestre e ainda teve 100% de aproveitamento em seus alvos no jogo a√©reo: oito recep√ß√Ķes em oito targets que resultaram em 45 jardas a√©reas e outro touchdown.

O ruim

Ao contrário do item anterior, aqui temos muito a falar. Fica até difícil escolher apenas um ponto para discutir, porém a defesa foi o setor, como um todo, que mais decepcionou na estreia da temporada. Antes de entrar no mérito defensivo, vamos apenas enumerar alguns pontos negativos do jogo: T.Y. Hilton comentou nesta semana que o time a ser visto em campo seria diferente. Realidade: realmente, tivemos um time diferente em campo, porém diferente para pior em alguns aspectos.

O jogo corrido não correspondeu às expectativas e a linha ofensiva parecia incapaz de mostrar, ao menos parte, o que mostrou temporada passada no jogo terrestre. Entretanto, vale a pena dizer que a proteção a Rivers foi boa, dando certo conforto para o quarterback. Ainda assim, podemos dizer que o ataque não foi exatamente um problema do time, muito pelo contrário, o time foi capaz de produzir 445 jardas totais, além das 27 primeiras descidas, 10 a mais que o adversário.

Então partimos para o principal problema do time e o setor que, certamente, irritou a todos que viram o jogo: a defesa. Não víamos a defesa tão passiva há algum tempo. Os problemas contra o jogo terrestre retornaram, mesmo que o Jaguars tenha conseguido apenas 91 jardas.

A facilidade de atacar por meio dos passes de Gardner Minshew foi ainda maior, o que fez com que os Jaguars explorassem menos o jogo corrido, ainda que ele entrasse com facilmente. O quarterback que foi sensa√ß√£o na temporada passada, mas terminou o ano com desconfian√ßa, errou apenas um passe em todo o jogo. Minshew dominou o jogo e a linha defensiva quase n√£o exerceu press√£o sobre o QB. Chegou a marca de 95% de aproveitamento nos passes e tr√™s touchdowns. A√≠ temos mais um ponto negativo da defesa: mais uma vez fomos ineficientes pressionando o QB advers√°rio. Assim, a secund√°ria sofreu muito, falta talento e a ajuda esperada da linha defensiva nunca veio. √Č importante relembrar que nossa defesa costumeiramente inicia as temporadas em marcha bem lenta, por√©m n√£o imagin√°vamos que seria t√£o lenta assim…

Para concluir o péssimo dia, o RB Marlon Mack rompeu o tendão de Aquiles e está fora da temporada. Um baque enorme para o bom jogo terrestre da equipe e para o jogador, que está em ano de contrato. Frank Reich já anunciou que Jonathan Taylor será o RB1 na próxima semana.

Parris Campbell

Enfim vimos em campo o que se esperava de Parris Campbell na temporada passada. O WR vem para seu segundo ano de liga e foi um dos poucos destaques positivos do time na derrota para os Jaguars. Desconsiderando jogadores da linha ofensiva e quarterback, Campbell foi o jogador com mais tempo em campo pelo nosso ataque, jogando 82% dos snaps, mais até que T.Y. Hilton com 80%.

Liderou o time com 71 jardas recebidas em seis recep√ß√Ķes, sendo importante desde o in√≠cio do jogo por sua capacidade de gerar separa√ß√£o gra√ßas √† sua velocidade. A conex√£o Rivers-Campbell parece ser promissora, uma vez que o segundanista teve o mesmo n√ļmero de alvos que Hilton (9). Naturalmente ainda n√£o podemos cravar que essa ser√° a temporada de Parris pelos Colts, por√©m o in√≠cio parece animador, especialmente para quem sofreu com in√ļmeras les√Ķes em seu ano de calouro.

PR√ďXIMO CONFRONTO: Minnesota Vikings

No pr√≥ximo domingo √†s 14h o Indianapolis Colts receber√° o Minnesota Vikings no Lucas Oil Stadium. Haver√° presen√ßa de p√ļblico limitado a 2500 torcedores. Por conta da derrota inesperada para os Jaguars, √© fundamental que os Colts ven√ßam essa partida. Os Vikings possuem um √≥timo time e ser√£o necess√°rias mudan√ßas na defesa para n√£o sofrer tanto com Dalvin Cook, Adam Thielen e Kirk Cousins.

 


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