A temporada de 2020 acabou mais cedo do que gostaríamos para o Indianapolis Colts. Mesmo fazendo um jogo competitivo contra os Bills na rodada de Wild Card, o time de Indianapolis errou mais do que os playoffs permitem e acabou eliminado, deixando um gosto amargo na boca da torcida. Alguns pontos fortes do time foram destacados, ao mesmo passo que os problemas e necessidades para competir pelo Super Bowl foram evidenciados. Desta forma, elencamos alguns pontos a serem endereçados nesta offseason que consideramos as principais necessidades dos Colts para manter o time competitivo ou melhorá-lo.

O futuro na posição de quarterback

Naturalmente, a posição mais importante no esporte é a prioridade para os Colts resolverem nessa offseason. Depois de uma amarga aposentadoria de Andrew Luck, Indianapolis teve Jacoby Brissett e Philip Rivers como comandantes do nosso ataque por um ano cada. É inegável que Rivers under center foi uma melhoria em relação a Brissett, porém após a conclusão da temporada ficamos com a impressão de que para conseguir mais os Colts precisam de um QB com maior nível do que veterano de 39 anos. Contudo, Philip Rivers anunciou a aposentadoria após 17 anos de carreira e as opções dos Colts diminuem. Em contraste com a aposentadoria de Luck, desta vez o time terá toda uma offseason para explorar alternativas.

A partir disso podemos citar inúmeras opções que o time pode explorar para endereçar a posição, buscando dar um passo à frente e já se colocar em posição de competir pelo Vince Lombardi Trophy. Por exemplo, uma troca por algum QB veterano que esteja procurando um time com melhor elenco de apoio ou cuja franquia busque uma reconstrução. Ou então podemos falar de uma busca arriscada e agressiva no Draft subindo algumas posições para apostar num cara que possa comandar a franquia pelos próximos 15 anos.

Com a aposentadoria do Rivers, a opção de renovar com o QB por mais um ano e buscar um talento a ser lapidado via Draft não existe mais. Fato é que Jacob Eason é o único QB sob contrato, mas a pré-temporada atípica não nos permite concluir se o jovem tem condição de ser titular na NFL. Sendo assim, podemos dizer que ainda não vemos Frank Reich entregando o comando do time para ele.

Não vamos entrar em mais detalhes sobre esse ponto agora. Fiquem ligados que teremos um episódio especial do Colts Brasil Podcast comentando cada uma das possíveis soluções.

Melhorar o pass rush da equipe

Após montar uma linha defensiva muito forte contra o jogo corrido, os Colts precisam melhorar seu poder de pass rush. Com a chegada de DeForest Buckner adicionamos uma importante fonte de pressão pelo interior da unidade, além de todo poder do jogador contra o jogo terrestre. Adicionalmente o impacto foi sentido graças a sua presença e a evolução de nomes como Grover Stewart e Tyquan Lewis. Ainda que a defesa tenha evoluído consideravelmente, o time ainda não consegue pressionar o QB adversário com eficiência.

É verdade que os Colts foram o 12º melhor time em sacks na temporada, porém temos que pontuar que estes números foram inflados pelos confrontos contra o Houston Texans. Enquanto isso, Turay retornou de lesão grave durante a temporada e ainda não conseguiu mostrar atuações e números convincentes. Similarmente, Justin Houston oscilou durante a temporada e provavelmente não retornará ao time em 2021, a menos que seja pelo “preço certo”. Em contrapartida, Denico Autry teve boa produtividade, mas também será agente livre e os Colts só devem renovar seu contrato em condições favoráveis ao time. O mesmo vale para Al-Quadin Muhammad, que mostrou competência com boas jogadas pressionando os QBs adversários.

Com o foco e o protagonismo da unidade no interior da linha defensiva e nos linebackers, Matt Eberflus aposta em fazer o todo funcionar de maneira efetiva. Em algumas partidas na última temporada, as ações mais cruciais ficaram com o front seven. Em contraste com outras onde a secundária conseguiu jogadas que definiram vitórias. Ainda assim, DeForest Buckner e Grover Stewart precisam de ajuda na busca de sacks na próxima temporada.

Anthony Castonzo não retornará para 2021

Antes de mais nada precisamos agradecer pelos 10 anos brilhantes de Anthony atuando pelos Colts. A última escolha remanescente da Era Polian concluiu a carreira com 144 jogos e protegeu QBs como Andrew Luck e Philip Rivers. Certamente será um nome para integrar o Ring of Honor do time muito brevemente, ao lado dos grandes da história dos Colts. Na última temporada Castonzo batalhou com lesões nas costelas e no ligamento colateral medial e, após algumas semanas fora, conseguiu retornar a atividade. Quando todos pensavam que o veterano concluiria a temporada com o time, Anthony sofreu uma lesão no tornozelo que decretou o fim de sua carreira.

Temos que dizer que aqui nós temos um ponto que não dependia apenas da vontade dos Colts, mas ao mesmo tempo precisamos analisar a situação friamente. Na última offseason o LT assinou uma extensão de contrato com os Colts que o comprometeu com o time até o fim da temporada de 2021. Entretanto, a estrutura do acordo permitiu que Anthony anunciasse o fim de sua carreira sem deixar dead money para o time. Com a aposentadoria, os Colts tiram um peso de US$16 milhões da folha salarial para o próximo ano, valor importante para quem está próximo de grandes renovações de contrato e ainda precisa endereçar algumas posições chave. Sendo assim, a solução mais fácil de visualizar é o investimento em um jogador do Draft para a posição.

Renovar com Rhodes e melhorar o grupo de cornerbacks

A aquisição do CB Xavier Rhodes para a temporada se provou excelente. O veterano deu a volta por cima após ser um dos piores jogadores no ano anterior e foi muito bem durante esta temporada. Entretanto, o veterano assinou contrato de apenas um ano por um baixo valor e novamente será um agente livre. Uma renovação é vista com bons olhos, não só pelas atuações mas também pelo setor ainda ser muito frágil. A única certeza é Kenny Moore II, que mantém consistência nas atuações semanalmente.

Ainda que Marvell Tell III tenha optado por não jogar graças à pandemia, e deve retornar ao elenco, o time precisa analisar novos nomes para o grupo. Enquanto isso, Rock Ya-Sin fez jogos inconsistentes e ainda não demonstrou o suficiente para ser considerado titular absoluto do time. Similarmente, T.J. Carrie não é a resposta para os problemas de secundária dos Colts. Já Isaiah Rodgers demonstrou que pode ser um sopro de esperança e renovação na nossa secundária. O calouro deixou boa impressão não só com ótimas atuações retornando, mas também em alguns snaps defensivos.

Naturalmente é pouco provável que o raio caia no mesmo lugar duas vezes e os Colts encontrem outro CB em baixa no mercado que melhore seu desempenho por Indy. Porém, considerando a experiência prévia do time podemos acreditar que alternativas interessantes serão exploradas no mercado. Isso sem esquecer da possibilidade de usar capital de Draft para a posição. Contudo, não podemos negar que existem posições prioritárias para endereçar.

Fortalecer o corpo de recebedores

Dentre todos os setores ou posições, os wide receivers são provavelmente o maior ponto de discordância nas avaliações do trabalho de Chris Ballard. Mesmo não investindo escolhas de primeira rodada para a posição, os Colts tiveram WRs escolhidos na segunda rodada por dois Drafts seguidos, com Parris Campbell e Michael Pittman Jr. O primeiro tem sofrido com muitas lesões e novamente passou quase toda a temporada indisponível. Já Pittman, esteve presente em grande partes dos jogos da temporada e foi ganhando mais responsabilidades ao longo dos jogos, como aconteceu com Jonathan Taylor. Também vale lembrar de Zach Pascal que se torna agente livre restrito ao fim do ano da NFL.

Contudo, o principal ponto de preocupação é o fim do contrato de T.Y. Hilton. O único remanescente do Draft de 2012 ainda quer um último contrato na NFL e espera receber uma proposta de renovação com os Colts. Por outro lado, os termos do último vínculo já se tornaram salgados demais pro bolso do time e a renovação depende das duas partes encontrarem um valor “justo” num acordo.

Há algum tempo a franquia não tem um grande WR em seu elenco. Por outro lado, Indy opta por ter alguns jogadores que podem assumir o protagonismo conforme a necessidade. A opção de não ter um WR #1 no elenco, como Devante Adams é nos Packers ou Stefon Diggs nos Bills, faz com que todos do grupo de recebedores jogem sabendo que podem ser o principal recebedor em determinada partida. Entretanto, existem pessoas que pensam que em partidas de playoffs ter esse grande recebedor é um fator determinante para o sucesso na pós-temporada. 

Para 2021, nomes como Samy Watkins, Marvin Jones e Allen Robinson são agentes livres. Apesar de todos os recebedores listados já terem passado ou estarem próximos dos 30 anos, são opções que o Colts pode observar. Uma vez que os Colts consigam trazer algum deles, será indiscutível o ganho em qualidade, experiência e profundidade. Outro ponto são os tight ends: Trey Burton tinha contrato de apenas um ano e Mo Alie-Cox é um agente livre restrito, sobrando apenas Jack Doyle com contrato vigente para 2021.

Não necessariamente os pontos discutidos estão na ordem que consideramos as maiores necessidades dos Colts.


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Fotos: disponíveis no site oficial dos Colts.

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