Na noite de ontem, a notícia de que Cam Newton havia entrado em acordo com o New England Patriots virou a internet de ponta cabeça; colocando o nome de Newton entre os mais mencionados no twitter no mundo todo. As principais fontes da NFL afirmam que o Patriots pagará ao quarterback US$7,5M por um ano de contrato; além de inúmero incentivos de produtividade.

Diante disso, após o mundo inteiro ficar sabendo da novidade, diversos pontos de vistas foram colocados à mesa em relação ao jogador e o que ele pode fazer na Nova Inglaterra.

Cam Newton não desaprendeu a jogar

É óbvio que o Cam Newton de 2020 não é o mesmo do de 2015, MVP da temporada regular e responsável por levar o Carolina Panthers ao Super Bowl. Lesões no pé e no ombro assombraram o jogador pelas últimas quatro temporadas, e limitaram o que o quarterback conseguiria, naturalmente, fazer.

No entanto, precisamos lembrar que ainda estamos falando de um MVP da NFL, que deixou o esporte de queixo caído; tanto pela capacidade em produzir jogadas aéreas para seus recebedores, quanto pela grande mobilidade com os pés para produzir jogadas terrestres.

Em 2015, obviamente seu melhor ano, Newton teve números memoráveis. Foram 45 touchdowns (35 passando e 10 correndo) e apenas 10 interceptações; 3837 jardas aéreas e 636 jardas terrestres, e sendo o maior responsável pelas atuações do Panthers daquele ano.

Após isso, a melhor temporada individual de Newton foi em 2018, quando acertou 67,9% de seus passes para 3.395 jardas, 24 touchdowns e 13 interceptações em 14 jogos. Além disso, ele também correu para 488 jardas e quatro TDs. Ainda assim, esteve abaixo do que se esperava e admitiu que jogou com dores.

Ou seja, é inegável que um quarterback que produz o que ele produziu em 2015 e faz o que ele fez em 2018, mesmo com dores, tem um enorme potencial; mas, um grande problema físico para resolver.

Patriots estão de volta ao jogo

Claramente, a chegada de Cam Newton em Foxborough é cercada de incertezas. No entanto, é uma aposta mais do que válida. Internamente, se enxerga um grande potencial em Jarrett Stidham; tanto para Belichick, quanto para Robert Kraft, o jovem QB de 23 pode ser moldado como o ‘Franchise Quarterback’ para daqui alguns anos. Mas, em um momento de transição, a pressão pode ser um peso desnecessário para um garoto que já tem, naturalmente, uma enorme expectativa sobre seus ombros.

Nesse cenário, pagar apenas US$7,5M por um jogador mais experiente e ex-MVP é uma belíssima jogada por parte do staff do Patriots. Além do dinheiro ser uma mixaria quando comparado com outros jogadores do mesmo nível técnico, se conseguir ficar em dia com a saúde física, Cam Newton se torna uma arma em potencial nas mãos de Bill Belichick.

Com uma Ofensive Line capaz de dar um tempo maior do que o normal, Cam terá tempo de sobra para achar seus recebedores; que estão longe de serem ruins. Aliás, com nomes como Julian Edelman e Mohamed Sanu, além de Marqise Lee; N’Keal Harry; Ryan Izzo e outros, os possíveis alvos do “Super Cam” alinham a experiência dos mais velhos com possibilidade de evolução dos mais jovens.

Além disso, o jogo terrestre de New England, que já era poderoso, ganha mais uma arma com o jogo corrido do novo quarterback, que sabe aproveitar bem de sua mobilidade. Resta saber agora, se o estilo de jogo ofensivo, que por anos foi definido em torno de Tom Brady, se adaptará às novas qualidades trazidas por Cam Newton.

Por outro lado, a defesa dos Patriots continua sendo uma das melhores da liga. Sólida e eficaz, a linha defensiva Patriota conta com nomes renomados e vencedores, que não devem comprometer durante a temporada; mas, muito pelo contrário, podem decidir partidas.

Ou seja, a aposta feita pelos Patriots é justificável. Além disso, é válido lembrar que o que se encontra na Nova Inglaterra está longe de ser terra arrasada, e a chegada de Cam Newton pode colocar novamente os Patriots no jogo.

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