Um. Este é seu número desde sempre.

Quando era um pequeno garoto com todo seu talento no estado da Georgia usava esse número em seu peito. Ironicamente, não por acaso o destino o jogava justamente para o único lugar onde ele seria a representação de seu número.

Um atleta talentoso e promissor. Em sua carreira universitária, infelizmente não venceu sua única final nacional que chegou. No Draft, foi selecionado no 1° round na 11° escolha para ser o 1° Quarterback relevante da história de Chicago. Pode parecer pesado afirmar isso sobre uma franquia centenária, no entanto, é quase uma unanimidade que dos primeiros cem anos a cidade nunca teve um líder em seu time de ataque (com menção honrosa à Sid Luckman, nos anos 40, mas era um jogo completamente diferente). Uma cidade que respira esporte não poderia ficar sem um jogador digno de ser o quarterback de Chicago, cidade essa que viu Michael Jordan doutrinar um esporte e formar uma geração, viu uma maldição ser quebrada com o título da World Series dos Cubs após cento e oito anos.

Os Bears em seu 101° ano de existência fizeram o maior negócio de sua história. Com uma troca eles ganharam a esperança que a cada jogo, a cada lance, a cada presença no campo, faz o torcedor lembrar que o esporte não é de quem marca menos pontos. É justamente o oposto.

No último jogo, o primeiro em rede nacional, Justin Fields teve uma atuação magistral, apesar de todas as adversidades, e deixou seu torcedor até o último lance acreditando na vitória. Jogo este que trouxe para o mundo a face de um garoto ousado. A ousadia à mostra em um de seus vários lances plásticos me chamou atenção: Era o último quarto, o placar estava 26 a 20 para o adversário, tinha 2:25 no relógio e ele lança a bola mais longa da partida. O passe infelizmente foi incompleto, ficou à centímetros da recepção. Porém,  assim que a jogada parou e a câmera focou nele, um sorriso estava estampado em seu rosto. Olhava para seus companheiros como se estivesse dizendo: “Podemos tentar de novo?”.

A vitória não veio, ou melhor o ‘W’ não veio, mas, depois desse lance, foi um show à parte. A derrota ficou em último plano. Pois ver o número um, sendo o número um da semana, numa noite reservada a ele, não teve preço. Este jogo deu início a nova era de Chicago. E seus próximos 99 anos podem ter o clima que for, porque o 1° após seu centenário já foi tomado, pelo número 1 e pela esperança que graciosamente o acompanha.

Escrito por: Bruno Maia (@8BMaia)

DEIXE UMA RESPOSTA