As finais de conferência da NFL estão batendo na porta e em poucos dias saberemos quais equipes disputarão o Super Bowl. Na NFC, duas fortes equipes, com dois grandes quarterbacks e poderosos ataques brigam por essa vaga. Mas, entre Green Bay Packers e Tampa Bay Buccaneers, quem mais convenceu até aqui?

O caminho dos Packers

Packers e Buccaneers decidem neste fim de semana uma vaga para o Super Bowl. Mas, até aqui, quem convenceu mais? Há um favorito?
Aaron Rodgers foi líder de touchdowns durante a temporada regular e agora busca levar seu time ao título. (Foto: Getty Images)

Setor ofensivo

Com uma temporada extremamente sólida, Green Bay colecionou momentos de altos nessa temporada e pouquíssimos momentos de baixa. Com uma temporada completamente fora da curva de Aaron Rodgers e a sincronia perfeita com Davante Adams, as coisas ficaram mais fáceis.

É necessário pontuar também, a grande atuação da ofensive line de Green Bay. Isso porque, ela foi uma das mais eficientes durante a temporada inteira. Ou seja, conseguiu dar tempo o bastante no pocket para Rodgers fazer todo o estrago que fez.

Vale lembrar que o QB foi o líder da NFL em touchdowns passados, com 48, e um dos mais seguros protegendo a bola, tendo sofrido apenas cinco interceptações. Além disso, foi o 7º com mais jardas de passe completas, com 4.299. Nesse aspecto, a dupla com Davante Adams foi uma das mais explosivas da NFL, até por isso o wide receiver é o que mais recebeu passes para touchdown, com 18.

Além desses dois, é válido ressaltar que Aaron Jones também teve uma temporada muito boa e foi muito importante para mover as correntes à favor dos Packers pelo chão quando necessário. Durante a temporada regular, ele foi o quarto jogador que mais correu com a bola, com 1104 jardas totais.

Setor defensivo

No outro setor do campo, o time de defesa também se mostrou eficiente o bastante para fazer, no mínimo, o necessário para vencer as partidas. A começar pela secundária, que foi sólida o bastante para colocar seu time em condições favoráveis. No geral, ela conta com bons jogadores, como o free safety Darnell Savage e o cornerback Chandon Sullivan.

Além disso, é importante lembrar que a defesa da franquia de Wisconsin é a 7ª melhor da NFL em jardas de passe cedidas, com apenas 3.539. Ou seja, é sólida o suficiente para, no mínimo, facilitar a vida do seu ataque.

Por outro lado, a defesa contra o jogo terrestre fica bem longe de passar confiança. Isso porque, no geral, é apenas a 12ª melhor da liga, cedendo 1.805 jardas totais e, em algumas partidas, cometeu erros capitais. O exemplo mais claro, com certeza, é a derrota contra o Minnesota Vikings, na Semana 8, em que Dalvin Cook fez o que quis, correndo para 163 jardas e três TDs.

Além disso, o Pass Rush precisa pressionar mais o adversário. Deu amostras disso nos últimos jogos da temporada, ao colocar mais jogadores na linha de scrimmage, mas precisa manter a pegada. Afinal, se derem tempo para Tom Brady lançar, o estrago será grande. Apenas para exemplificar, Green Bay é a 9ª pior defesa em porcentagem de QB Hurries e a 4ª pior em QB knockdowns.

O caminho dos Buccaneers

Em sua 14ª final de conferência, Tom Brady pode fazer história e levar seu time ao Super Bowl, em casa. (Foto: Reprodução / New York Post)

Mais inconsistência

Se de um lado Green Bay teve uma temporada quase irretocável, do lado de Tampa há mais pontos a serem analisados. Tom Brady foi o 3º quarterback que mais teve jardas passadas na temporada, com 4.633, e o 3º com mais touchdowns, com 40. Mas, também foi o 8º QB que mais sofreu interceptações e, entre os finalistas de conferência, é o líder isolado, com 12.

Outro ponto a ser mencionado também é a maior inconsistência em relação ao seu adversário. Por mais que, no geral, a equipe tenha terminado a temporada com a quarta colocação e com um recorde de 11V/5D, algumas dessas derrotas foram humilhantes e outras vitórias não tão convincentes.

Como prova, estão as duas derrotas contra New Orleans (34-23 e 38-3), a derrota contra Chicago (20-19) e as vitórias nada convincentes contra Giants (25-23) e Falcons (31-27). Por outro lado, mostrou momentos de altíssimo potencial, principalmente ofensivo, como nas vitórias contra o próprio Green Bay (38-10), Lions (47-7) e Raiders (45-20).

Isso mostra que durante a própria temporada a equipe oscilou e, aos poucos, foi se encontrando. O que é natural, já que é um playbook totalmente diferente e adaptado para o estilo de jogo do Tom Brady.

Setor ofensivo

No geral, o ataque de Tampa Bay foi bem. Como já citado, Brady teve ótimos números, mas esbarrou em algumas leituras erradas e um alto número de interceptações. Mas, esse número, talvez, possa ser entendido pela quantidade de jogadas aéreas em relação a jogadas terrestres. Afinal, é natural que quando você tenha um QB como Brady em campo você force mais pelo alto.

Nesse sentido, o ataque pelo chão dos Buccs foi quase sempre muito ofuscado, tendo como principal arma Ronald Jones, ocupando apenas a 12ª posição de jogadores com mais jardas corridas na temporada (978).

Por outro lado, o ataque aéreo é um espetáculo. Tom Brady está completamente munido de ótimos recebedores, o que faz toda a diferença numa partida. Isso porque, quando o número de bons jogadores é maior, é mais confuso para a defesa ler a jogada e executar perfeitamente a marcação.

Para se ter ideia, Tom variou muito de alvos nessa temporada. Quatro jogadores tiveram mais de 500 jardas recebidas (Scott Miller, Gronkowski, Chris Godwin e Mike Evans) e Antonio Brown, com apenas oito jogos, teve 483 jardas. Olhando individualmente, pode parecer um número baixo, mas quando analisamos o contexto total, é notório a contribuição de cada um. Não atoa os Buccs tem o 4º melhor ataque pelo alto.

Além disso, é importante pontuar também que TB variou bastante seus alvos, com cada um dos cinco mencionados tendo, ao menos, 53 bolas lançadas em sua direção. Ou seja, com um QB do nível de Brady e com esses recebedores, é impossível não ter um ataque explosivo.

Setor defensivo

Se o ataque é totalmente confiável, não podemos dizer o mesmo da defesa. Por mais que tenha nomes interessantes, como o cornerback Carlton Davis, com quatro interceptações e 18 passes defendidos na temporada; o defensive end Jason Pierre-Paul; e os linebackers Devin White, Lavonte David e Shaquil Barrett; ainda é uma defesa instável.

No geral, Tampa é a 11ª defesa que mais sofreu touchdowns passados (29) e, excelentemente, a que menos sofreu touchdowns pelo chão (10). No entanto, a regularidade é algo que precisa aparecer mais. Assim como foi contra o Saints no Divisional Rounds, precisa continuar forçando turnovers e pressionando o QB adversário. Tem potencial para isso.

Green Bay convenceu mais, mas não há favoritos

Packers e Buccaneers decidem neste fim de semana uma vaga para o Super Bowl. Mas, até aqui, quem convenceu mais? Há um favorito?
Foto: Reprodução / Clutch Points

Dizer que não há favoritos num jogo como esse não é ficar em cima do muro, é apenas entender o tamanho do jogo e suas diversas possibilidades. Quando Aaron Rodgers e Tom Brady então frente a frente, não podemos esperar nada menos do que um festival de pontos em campo (com todo respeito as defesas).

Mas, no geral, Green Bay convenceu mais até aqui. Se mostrou um time mais consistente, sólido e mais equilibrado dos dois lados do campo. Entretanto, não é sinônimo de favoritismo, ainda mais quando do outro lado se tem Tom Brady e um grupo de recebedores dos sonhos de qualquer um quarterback.

A chave do jogo, provavelmente serão as defesas. Isso porque, é quase impossível anular ataques tão explosivos quanto o dessas duas equipes, mas é possível limitá-los. Quem souber ler melhor as jogadas e, simples temente estiver num “dia melhor”, dará um passo a mais em direção ao Super Bowl.

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