O título do Golden State Warriors marcou o fim da temporada 2021/22 da NBA, inclusive com destaque ao prêmio de MVP das Finais para Stephen Curry. Entretanto, o que mais chamou a atenção recentemente no universo do basquete é a forte presença de estrangeiros na liga norte-americana. Não apenas em números, mas também em rendimento, afinal os últimos quatro MVPs da temporada foram europeus. Ou seja, a organização abriu espaço para mais atletas, que estão aproveitando para mostrar que a modalidade também possui grande tradição em outros países.

Enquanto o grego Giannis Antetokounmpo foi escolhido o melhor jogador em 2019 e 2020, o sérvio Nikola Jokic foi quem se destacou e ficou com o prêmio de MVP nos dois últimos anos. Ou seja, são quatro anos sem um norte-americano com essa premiação, sendo James Harden o último a conseguir. Uma sequência que diz muito de como a NBA está mudando, e abrindo espaço para que os europeus também mostrem a força na maior liga de basquete do mundo.

A previsão é que isso só aumente nos próximos anos, como explica a reportagem feita pela Betway, site de apostas esportivas online. Nas simulações do draft, por exemplo, a imprensa norte-americana coloca dois estrangeiros como potenciais para serem escolhidos nas primeiras rodadas. É o caso do francês Ousmane Dieng, que atualmente joga na Nova Zelândia, e do camaronês Christian Koloko, que defende a Universidade do Arizona, nos Estados Unidos. Isso significa que existe uma grande hipótese de vermos mais estrangeiros brilhando nas quadras em 2022 e 2023.

Isso deve fazer com que o número de jogadores estrangeiros aumente, uma tendência forte que começou recentemente e não que não vai parar tão cedo. Nesta última temporada, que terminou com título dos Warriors, foram mais de 109 jogadores internacionais em quadra, representando quase 40 países diferentes. Até mesmo o Brasil está nesta lista, com Raulzinho jogando pelo Washington Wizards. É uma mudança em uma tradição, que faz bem ao esporte e também aos países onde o basquete é forte.

Uma liga global

Essas mudanças fazem com que a NBA se consolide não apenas como a maior liga de basquete do mundo, mas também como a mais global. A presença de vários estrangeiros está fazendo isso faz algum tempo, mas nos últimos anos isso ficou mais forte com o alto rendimento deles. Uma visão que não vem apenas da mídia, mas também dos próprios jogadores que atuam por lá. O brasileiro Raulzinho comentou sobre isso recentemente, e deu uma visão de quem está na competição.

“Todas as equipes possuem estrangeiros, algumas com mais presença, mais influência, outras com menos, e a questão dos prêmios ou do protagonismo acaba sendo consequência do trabalho e da oportunidade para esse número cada vez maior de jogadores internacionais”, afirma o armador de 30 anos em conversa com o blog Betway Insider. Ele ainda acrescenta que isso faz com que aconteça uma mistura de estilos e escolas de basquete, pois cada estrangeiro carrega uma carga diferente no esporte.

Isso gera uma esperança para quem está se arriscando na NBA, que sempre foi dominada pelos jogadores norte-americanos. “Hoje temos jogadores internacionais se destacando ao ponto de concorrerem ao troféu de MVP. Isso mostra a qualidade e o nível dos estrangeiros que jogam na NBA”, sentencia Raulzinho. Uma verdade comprovada pelos números e também pelos prêmios entregues nas últimas quatro temporadas. Os estrangeiros estão dominando a liga.

Sem fronteiras

A evolução dos jogadores pode parecer ruim para os Estados Unidos, mas, na verdade, é exatamente o oposto disso. O país está se tornando o centro das atenções do basquete mundial, e deixou aquela impressão de que apenas os norte-americanos podem brilhar na NBA. Além disso, todos esses jogadores europeus continuam defendendo equipes de lá. Ou seja, a força do basquete local continua intacta, e não deve mudar tão cedo.

Nomes como LeBron James, Stephen Curry, Kevin Durant e James Harden continuam mostrando que os norte-americanos comandam a modalidade. A única diferença é que agora alguns países também contam com jogadores de nível crescentes. É uma boa notícia para o esporte, assim como é uma motivação para fazer crescer a audiência da NBA em outros países.

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