HAMILTON OU MORTE?

Pensamentos Quase Acéfalos Para o Draft 2022

APORANGA, nação uóxintoniana comandante da porra toda!

Como tento fazer todos os anos, vou compartilhar alguns pensamentos para o Draft 2022, tendo em vista tudo o que fizemos até o momento na Free Agency.  Como sempre, os significados para o futuro da franquia são, digamos assim, etéreos nesse período de pré-temporada.

QUAIS SÃO NOSSAS DEFICIÊNCIAS DE ELENCO ATÉ O MOMENTO?

Quer queira, quer não, não temos muitas deficiências em nosso elenco até o momento.

A maior carência que temos é na posição de MLB, o “capitão” – mesmo que não use a bandana no braço –, que comanda o corpo de linebackers do time, é uma necessidade básica para esse draft.

Apesar da subida de produção de Cole Holcomb no final da temporada 2021, mostrando que está aprendendo a fazer coberturas aéreas e melhorando suas leituras de jogadas de forma geral, ele continua sendo o que é: seu teto está bastante próximo de chegar – e não é alto.

A segunda carência óbvia é na posição de Safety/LB, ou o chamado “Buffallo Nickel” por Jack Del Rio e Ron Rivera.  Com a saída de Landon Collins, que estava totalmente “encaixado” na posição a partir do meio da temporada até sua saída por lesão, a posição fica em aberto – e é essencial caso não draftemos um MLB ótimo, pois inclusive disfarça os problemas de Cole Holcomb e Jamin Davis.

A terceira carência que temos é na posição de wide receiver.  Mesmo contando com uma temporada sem lesões de Curtis Samuel, precisamos de pelo menos mais um bom recebedor do lado oposto a Laurinho, que tenha consistência para a utilização em todos os (bons) conceitos rascunhados por Scott Turner.

Por fim, temos o problema de só termos dois EDGES de verdade no elenco.  Sweat e Young são ótimos, devem estar ainda mais adaptados este ano (especialmente CY), mas não têm substitutos e não têm como jogar 100% dos snaps defensivos.

E Quarterback?  Para mim, é uma carência – não gosto do reptiliano, que acho um mau QB, apesar de melhor que Heinicke (não é difícil) – e, em função da posição, deve ser pensado em todos os momentos do draft.

QUEM SÃO OS PRINCIPAIS PROSPECTOS DO DRAFT?

Quem é leitor da coluna há algum tempo, lembra do conceito de “Blue Chip”: jogadores que vão para o draft sendo certezas que vão “virar” na posição, no mínimo como titulares absolutos, mas com potencial claro de All Pro – a seleção dos melhores jogadores de cada temporada que mais vale (Pro Bowl é concurso de popularidade).

Há dois nessa classe: o Edge Kevyon Thibodeaux e o Safety Kyle Hamilton.  Não se engane com Thibodeaux: ele é o melhor Edge da classe e tem um potencial claro de All Pro – mas não é para nosso bico, em função da posição premium.

Kyle Hamilton, por outro lado, pode pintar em DC, e seria um no brainer: pode fazer tudo que Landon Collins fazia e mais muita coisa.  É uma estrela que só precisa vestir a camisa “20,9” e brilhar.  Por conta da posição de safety, uma posição não-premium (CB, Edge, WR e OT são as posições premium), existe uma – pequena – chance dele sobrar para Washington na posição 11.

Voltando às posições premium, mas não blue chips, temos alguns potenciais ótimos jogadores: os WRs Treylon Burks e Garrett Wilson (há pelo menos mais 3 com potencial de 1st round, mas seria citar muitos nomes, e não há tanta preocupação que um desses 2 não chegue até nós); os OTs Ikem Ekwonu, Evan Neal e Charles Cross (há mais 2 com potencial de 1st round); os Edges Aidan Hutchinson, David Ojabo e o ultimamente queridinho Travon Walker (há mais 2); e os CBs Ahmad “Sauce” Gardner, Andrew Booth e Derek Stingley Jr.

Além disso, há os QBs desse draft, que cito na ordem de minha preferência pessoal: Matt Corrall, Sam Howell e Malik Willis.

HAMILTON OU MORTE?
Safety Kyle Hamilton de Notre Dame é um dos prospectos interessantes para a franquia de Washington

Até a 11ª posição, pelo menos 3 desses citados estarão disponíveis.

QUEM ESTAMOS DE OLHO, DE ACORDO COM AS ESPECULAÇÕES?

Os WRs Chris Olave e Drake London são bastante especulados na posição 11 pelos Commanders, e são os principais nomes especulados.

Não há grande tentação, pelas especulações, que vamos trazer algum dos 3 QBs que citei (e nem deveria, diga-se de passagem, se estiverem de olho em algum, falar para todos que queremos um deles) se permanecermos na 11th posição.

Também não há especulação que eu tenha visto, também, acerca de algum Offensive Tackle no 1st round.

Os demais citados, à exceção do WR Treylon Burks, já foram especulados em DC.

O QUE TEMOS DE FAZER?

Aqui entro no terreno dos meus pensamentos quase acéfalos.  O que EU faria e aplaudiria totalmente nosso estafe técnico, com uma nota 10.  São dois cenários:

1) Kyle Hamilton, em razão da posição, cai para a 11th e o draftamos.  No 2nd round, fazemos uma troca com alguma equipe pela nossa 1st 2023 por um 2nd e um 3rd 2022 e saímos com um MLB, um WR e um QB com essas 3 escolhas de 2nd e 3rd round que teríamos;

2) Sem Kyle Hamilton, fazemos um trade down (adicionamos um 2nd 2022 e vamos por volta da 20ª escolha).  Saímos do draft com um WR top (que não se chame Drake London no 1st round – Olave, Williams ou Bell), um QB (2nd rd, Corral, Ridder ou Pickett – não acho que draftaremos qualquer QB com menos de 1,88m de altura), um MLB (Asamoah ou Brandon Smith, no 2nd) e um S (Daxton Hill ou Nick Cross, no 3rd rd).

Isso para nota 10.  Há outros cenários?  Sempre há.  Temos dois LBs nesse draft que inclusive mereceriam a 11ª escolha: Devin Lloyd e Nakobe Dean – excelentes prospectos que podem solucionar a posição de MLB.

Enfim, é isso.

Que venha a temporada!

APORANGA!

#HTTC

Texto por Antonio Cruz
Revisão por Diogo Araujo

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