General Manager, Dave Gettleman fazendo seu estudo pré draft,

Chegou ao fim mais um Draft, mais uma longa temporada de análises e projeções acabando. Os times fizeram suas escolhas, cada um com suas necessidades, pensamentos, ideias e boards. Nos divertimos muito, ficamos chateados e felizes também. Porque Draft é estudo, análise e aposta. Temos que deixar o tempo mostrar quem escolheu melhor ou não (esperamos que seja o draft do giants).

Esse ano o Draft foi diferente de todos os outro que já tivemos. Devido a pandemia que estamos vivendo, todo processo, desde as entrevistas e workouts dos jogadores até as escolhas das franquias foi feito totalmente na forma virtual, mudando a forma de estudar o jogador. Menos contato direto, menos trabalhos físicos, as franquias passam a levar em consideração ligações com técnicos que trabalharam juntos para ter uma noção maior dos jogadores.

O Draft do Giants:

O Giants entrou no draft com 10 escolhas e com diversos buracos no seu elenco em ambas unidades do time. Após as dez escolhas podemos dizer que muitos desse buracos foram vistos e os jogadores escolhidos tem tudo para acabar com esses problemas. Das 10 seleções, 7 foram escolhas defensivas e 3 escolhas ofensivas.

Do lado do ataque, as 3 escolhas foram para linha ofensiva, de longe o maior problema do ataque do time. Daniel Jones é a nova cara da franquia, é obrigação protegê-lo. O Giants sofre com a linha ofensiva há anos, tentou draftar Ereck Flowers na primeira rodada de 2015 e foi nula, uma das piores escolhas da história. Flowers não só não rendeu, como foi pífio. Após, investiram um dinheiro alto em um OT veterano, Nate Solder, vindo dos Patriots, o que também não deu certo. Solder não vale nem metade do que ganha. É um calcanhar de aquiles do time.

Com isso o Giants resolveu ir com tudo para solucionar o problema da OL. Os 3 jogadores ataque são das posições. (OT) Andrew Thomas de Georgia, (OT) Matt Peart de UCONN e o (OG) Shane Lemieux de Oregon. No lado defensivo o time foi com tudo atrás de versatilidade, atleticismo e profundidade. A defesa do Giants é a unidade que mais tem carências. Ao todo foram 4 LBs, porém todos em escolhas de terceiro dia. Foram também, 2 Corners e 1 Safety, trazendo maior competitividade para a secundária.

Análise final do Draft dos Giants:

Minha maior preocupação com esse draft foi a falta de EDGE. É uma posição muito importante e que o Giants não tem muitos nomes no elenco hoje. Nesse draft existiam algumas opções e não foi nossa preferência, vamos ver o que vai ser feito até a temporada, precisamos de ajuda nessa posição. Outra preocupação é sair sem um WR em uma classe tão profunda na posição. Tinha talento para contribuir em todos os rounds, preferimos adicionar peças em outras posições. Torço para que algum WR dos não draftados possam se destacar, afinal, quem lembra de Victor Cruz? 

Uma coisa eu fiquei muito feliz: depois de anos, parece que o Giants tem um plano em mente e está executando. Vejo uma influência grande do Joe Judge nesse draft, que pode salvar o emprego do Dave Gettleman. Foram escolhas bastante interessantes e seguindo um pensamento, seguindo um padrão. Eu curti o Draft do Giants e espero que esse jogadores possam contribuir no time. Estou animado pro futuro, pode estar se desenhando algo interessante pro New York Football Giants.

Agora vamos as escolhas do draft do Giants, e um pouco sobre o que cada tem de melhor e pior, em que podem ajudar o time na NFL:

ROUND 1

Escolha #4: (OT) ANDREW THOMAS, GEORGIA

Nota: A

Análise: Antes do draft sabíamos que OT possivelmente seria a escolha aqui. Tínhamos 3 nomes disponíveis, além do LB Isaiah Simmons, que pra muitas pessoas era a preferência aqui. O Giants decidiu por Andrew Thomas de Georgia, o mais dinâmico e pronto dessa classe. Thomas foi titular por 3 anos em Georgia sendo os dois últimos  como Left Tackle e fez um trabalho impecável. Chega pra ser titular no primeiro dia, tamanho perfeito pra posição, boa técnica, ótimo equilíbrio, trabalha agressivamente contra seus oponentes, ângulo de bloqueio ótimo e ótimo QI de jogo. Melhor OT dessa classe.  O Giants pode ter seu titular por anos em Andrew Thomas, e acabar com o problema do Left tackle na equipe. Pick correta aqui.

ROUND 2

ESCOLHA #36: (S) XAVIER MCKINNEY, ALABAMA

NOTA: A+

Análise: Xavier aqui é um valor muito bom e entendo Giants não ter deixado passar. Jogador versátil, pode jogar de Free Safety, Strong Safety, Nickel, tem pedigree, afinal jogou em Alabama. McKinney assim como Landon Collins, foi escolhido no começo da primeira rodada pelos Giants. Collins que hoje está no Redskins, no entanto, não é tão versátil quanto McKinney. A escolha é ótima, teremos McKinney e Peppers no fundo do campo, o que pode ser uma dupla extremamente forte, explosiva e intensa. McKinney era o melhor safety do draft para mim e caiu no nosso colo na segunda rodada, o Giants não podia deixar passar. Titular no primeiro dia, joga com a explosão, técnica, velocidade e vontade necessária para ser um ótimo safety na NFL. Talento de primeira rodada.

ROUND 3

ESCOLHA #99: (OT) MATT PEART, UCONN

NOTA: A-

Análise: Fixar a OL. Mais uma escolha que mostra que o Giants tem a prioridade de acabar com o problema na linha ofensiva. Admito que após a seleção de um OT no primeiro round, não esperava essa escolha aqui, mas eu consigo  entender perfeitamente. Mostra que o Giants também pensa no futuro e nele com certeza não contém Nate Solder. Peart é nativo da Jamaica, se mudou cedo pros Estados Unidos e foi morar no Bronx em Nova Iorque. Cresceu como torcedor fanático dos Giants e disse em entrevista que Eli Manning é seu maior ídolo. Peart é um jogador super atlético, o tipo de tackle que domina os defensores. Um cara com mobilidade lateral excelente,mas ainda precisa melhorar alguns aspectos como equilíbrio, uso de mãos. É um projeto com enormes chances de sucesso. Bem treinado, Peart pode ser um excelente tackle na NFL.

ROUND 4

ESCOLHA #110: (CB) DARNAY HOLMES, UCLA

NOTA: A-

Análise:  Talento para secundária. A escolha de Darnay Holmes traz competitividade para a posição. Ano passado draftamos 3 CBs no draft e tínhamos Sam Beal vindo de lesão de um draft compensatório. Com a escolha de Holmes iremos elevar mais ainda o nível da unidade. Holmes era considerado por diversos analistas como o melhor slot corner do draft. Holmes participou do Senior Bowl e teve treinos excelentes durante o período. Jogador com bom nível atlético, explosivo e inteligente. Tem ótima leitura de jogo fazendo com que muitas vezes esteja a frente de seu adversário. Ótima mudança de direção, vai brigar pelo posição de starter slot corner e não me surpreenderia se ganhasse a posição. Além das habilidades técnicas e táticas é um cara inteligente.

ROUND 5

ESCOLHA #150: (OG) SHANE LEMIEUX, OREGON

NOTA: B+

Análise: Mais uma adição para nossa remontada da linha ofensiva. Shane Lemieux é o que chamamos de hog mollie, bife na linha ofensiva. Shane foi titular por 4 anos no ótimo programa de Oregon. Muitos achavam que Shane poderia se  declarar para o draft passado mas preferiu ficar mais um ano na universidade. Shane jogou como Guard toda sua carreira universitária. Foi uma escolha digamos que surpreendente pois esperávamos um Center ou um EDGE. Apesar disso Shane pode ser uma escolha intrigante. De acordo com Shane, ele treinou como Center todo pré draft e disse que sente confortável nessa posição. Pode ser uma jogada interessante de DG.

ROUND 6

ESCOLHA #183: (LB) CAM BROWN, PENN STATE

 

NOTA: B-

Análise: Aqui começa a saga “Procura-se um LB”. A partir daqui das 5 escolhas dos Giants, 4 são de LBs. Isso comprova uma necessidade enorme do Giants nessa posição da defesa. Isso foi importante para entender que DG também vê essa fraqueza no elenco. A escolha aqui foi Cam Brown de Penn State. Cam é um linebacker extremamente atlético, se provou poder jogar marcando e no box, mais perto da linha de scrimmage. Cam jogou o Senior Bowl desse ano e em uma de suas entrevistas, disse que sabe de suas principais fraquezas e que sabe também do que é capaz de trazer ao time. Acredito que tinham nomes melhores nessa escolha, mas, entendo a escolha. Cam era capitão de Penn State, pode agregar bastante valor. Precisa melhorar seu instinto e técnica de tackles, mas gosto do que vejo.

ROUND 7

ESCOLHA #218: CARTER COUGHLIN, MINNESOTA

NOTA: B- 

Análise: Carter é mais um capitão e LB adicionado ao elenco. Carter foi uma estrela na universidade de Minnesota, alinhava como OLB, tinha uma responsabilidade grande em atacar o QB, e teve bons números no seu tempo de universidade. Apesar disso, por causa de seu tamanho deve ser convertido para off-ball linebacker, ou seja, terá uma responsabilidade maior em marcar o passe do que atacar a linha de scrimmage. Carter tem ótimas habilidades para contribuir nos times especiais, pode acrescentar rotação na posição. Boa adição aqui.

ESCOLHA #238: (LB)T.J BRUNSON, SOUTH CAROLINA

NOTA: B

Análise: Mais um líder e capitão. Brunson jogou contra ataques fortes na universidade. Foi o coração da defesa dos gamecocks, mostrou muita intensidade dentro do campo. TJ é um LB classico, precisa melhor seu atleticismo rapidamente, para ter chances de vingar na NFL. Disciplinado taticamente, pode ajudar bastante nesse quesito. É lento nas definições de jogada, mas consegue ser instintivo em alguns lances. TJ não tem problemas de competitividade, jogou na SEC, enfrentou ataques de LSU e Alabama por exemplo. Podemos esperar uma produção aqui também.

ESCOLHA #247: (CB) CHRIS WILLIAMSON, MINNESOTA

NOTA: B-

Análise: Mais um capitão e líder aqui. Williamson começou sua carreira universitária na Universidade da Flórida, teve problemas com lesão, se transferiu para Minnesota e achou seu lugar no campo. Com boa altura e velocidade, atuou com um hybrid corner nickel, trabalhava do lado externo e interno do campo, contra os recebedores. Chris tem bom empenho contra corrida, se mostra atento ao jogo, mas, precisa melhorar seu trabalho de tackle, é inconsistente e perde muito tackles por isso. Tem boa visão de campo mas é facilmente enganados em double moves. Chris, leva mais disputa por espaço na secundária dos Giants. Mais uma escolha que ainda pode agregar valor.

ESCOLHA #255: (LB) TAE CROWDER, GEORGIA

NOTA: B+

Análise: Tae Crowder, mais um LB, foi a última escolha dos Giants e a última escolha do draft. Tae teve a honra (ou não) de ser o  Mr. Irrelevant, o último entre todos a ser escolhido. Apesar desse fato acho interessante a escolha de Crowder aqui. Crowder entrou em Georgia como RB após receber apenas essa proposta. Chegando em Georgia, Tae foi convertido para LB e começou a trabalhar seu jogo.

Teve uma grande disputa, já que jogou na mesma época de Roquan Smith, Leonard Floyd, entre outros. Apesar disso, Tae não abaixou a cabeça e como Junior ganhou prêmio de melhor LB do país. Tae tem força, agilidade e muita habilidade atlética, conseguiu cavar um lugar em Georgia e tentará o mesmo em NY. Uma vez já provou que era capaz, não podemos esperar nada diferente dele agora. Com um plantel novo, Tae pode brigar por um espaço na rotação, e não duvido que possa conseguir de algum jeito. Sua tape mostra sua agressividade e instinto, pode trabalhar e chegar a outro nível e ajudar esse draft do Giants a ser excelente.

Arthur Leal para @NYGiantsports

 

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