O segundo tricampeonato do Chicago Bulls (96, 97 e 98) colocou em quadra, além de Jordan, vários jogadores incríveis que foram imprescindíveis para as conquistes da equipe. Fora de quadra, havia o técnico Phil Jackson; que antes da temporada de 98 disse que não renovaria com Chicago, porque a diretoria do time já havia dito que iria desmembrar o elenco no final da temporada, independente do que acontecesse.

Apesar de Michael Jordan ser o grande nome dessa era e, talvez, de todos os tempos, existiam outras peças importantes naquele Bulls. Aliás, talvez se não fosse por eles, as coisas não tivessem sido do mesmo jeito. Confira alguns dos “coadjuvantes indispensáveis” daquela equipe que ficou marcada na história:

Scottie Pippen

Fonte: Getty Images

Rodeado de questões salariais e uma lesão no pé no começo da temporada de 1997-1998, Pippen não é bem um coadjuvante; ele só ganha esse status por ter atuado ao lado de Michael Jordan, o que consequentemente acaba ofuscando um pouco o brilho do ala.

Seus melhores números foram angariados na campanha de 1993-94, justamente quando Michael estava fora, registrando médias de 22.0 pontos, 8.7 rebotes, 5.6 assistências e 2.9 roubos de bola; ficando em terceiro na votação para MVP da temporada. Além disso, ele foi eleito 10 vezes para o time ideal de defesa e sete vezes para o All Star Game.

Dennis Rodman

Dentro de uma última temporada conturbada, além de Michael Jordan, quais foram os nomes que se destacaram na era do ouro do Chicago Bulls?
Fonte: Getty images

Vindo do Detroit Pistons, que era na época um grande desafeto do Chicago Bulls, Rodman é a própria “criatura mui particular’‘. O ala-pivô era um monstro dos rebotes dentro de quadra, liderando a liga por sete temporadas nesse fundamento. Foi eleito do time ideal de defesa da liga também por sete vezes, e quando atuava no Pistons, foi eleito DPOY (melhor jogador defensivo) por duas vezes.

Apesar de sempre fazer seu trabalho, Rodman ganhou destaque fora das quadras por como a sua identidade era exposta com piercings, tatuagens e cabelos coloridos. O jogador também destacou-se na mídia por ter se relacionado com a cantora Madonna e ter casado com a atriz Carmen Electra.

Além disso, no meio da temporada de 1997-98 o jogador pediu “férias” e passou 3 ou 4 dias em Las Vegas, perdendo quase uma semana de jogos dos Bulls, o próprio MJ teve que ir até a casa de Rodman tirá-lo de lá. Independente disso tudo, era um jogador fundamental para o bom funcionamento da equipe em quadra.

Steve Kerr

Fonte: NBA Divulgação

Kerr tem uma passado familiar trágico, porém de muito sucesso na carreira. Ele chegou ao Bulls em 1993 e em 1994-95 acertou 52.4% dos arremessos de longa distância. Até hoje ele mantém o recorde histórico da liga em aproveitamento nos tiros de três, com 45.4% durante a carreira.

O grande momento dele foi o arremesso que definiu o título da liga contra o Utah Jazz, em 1997, ano em que também venceu o concurso de três pontos no All-Star Game.

Outros destaques

Toni Kukoc: o croata foi peça chave do segundo tricampeonato do Bulls e era o principal jogador vindo do banco de Phill Jackson. Antes de ser selecionado por Chicago, Jordan e Pippen fizeram questão de anular o ala-pivô em duelo nas Olimpíadas de 1992.

Luc Longley: o primeiro australiano a atuar na NBA, foi negociado para o Chicago Bulls na temporada de 95-96. Defensivamente, era o titular com estatura para bloquear e conter as jogadas de infiltração. No ataque, por mais que não aparecesse tanto individualmente, era conhecido por executar os screens e facilitar a vida de Jordan. Na temporada de 98 ele atingiu os maiores números da carreira: 11.4 pontos, 5.9 rebotes e 1.1 bloqueios por jogo.

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