“Aqui, meu trabalho chega ao fim, chegou a hora de ir embora. Não vou pedir que não chorem, pois nem todas as lágrimas são ruins”. É parafraseando Gandalf que começo a escrever esse texto dedicado ao meu ídolo, Buster Posey.

SAN FRANCISCO, CALIFORNIA – SEPTEMBER 24: Buster Posey #28 of the San Francisco Giants looks on during the game against the Colorado Rockies at Oracle Park on September 24, 2019 in San Francisco, California. (Photo by Daniel Shirey/Getty Images)

Se hoje escorre lágrimas no rosto do torcedor de San Francisco, é com a mais pura justiça que existe nesse mundo. O legado de uma lenda vai além de seus títulos e conquistas. Seu trabalho com a comunidade, identificação com a torcida e a pessoa que está por trás daquele atleta, são pontos cruciais para o definir como ídolo. E disso eu posso te garantir: o legado de Posey em San Fracisco ultrapassa os muros do Oracle Park, o qual ele defendeu com maestria em todos esses anos.

Gerald Dempsey Posey, que depois viria a ser apelidado de Buster Posey. Foi genial em todos os níveis de sua carreira, Posey se sagrou vitorioso e sua marca foi deixada por onde quer que passasse. Em 2019, o prêmio dado ao melhor catcher do Beisebol universitário passou a se chamar Buster Posey award. Hoje na MLB, a regra que impede colisão com Pitcher, se chama Buster Posey Rule. Em 2012, Buster Posey se tornou o primeiro Catcher a ser MVP na Liga Nacional desde Johnny Bench em 1972. Palavras não seriam o suficiente para mensurar o tamanho de Buster Posey.

Draftado pelo San Francisco Giants na 5ª escolha geral do draft de 2008, fez sua estreia em Major League um ano depois, contra o Los Angeles Dodgers. Porém, sua primeira temporada completa foi a de 2010. Há exatos 56 anos da última conquista dos Giants, a franquia vivia uma seca de títulos imensa, além do fato de não ter conquistado nenhuma World Series em San Francisco. Em adição a se sagrar Rookie of the Year, a primeira temporada completa de Buster Posey também marcou o primeiro título dos Giants em San Francisco. Os anos seguintes foram de ainda mais orgulhos, pela conquista de mais dois títulos.

 

Os grandes momentos do Giants na era Buster Posey foram sempre procedidos de um sorriso aberto e um abraço no arremessador em questão. O Abraço em Brian Wilson na conquista da World Series em 2010, Sergio Romo em 2012, nos no-hitters de Tim Lincecum e em especial, na World Series de 2014 em Madison Bumgarner. Creio que assim como eu, todo torcedor de San Francisco gostaria de sentir esse abraço uma última vez. Creio que mesmo após tanto escrever, não achei as palavras certas para me despedir de meu maior ídolo no esporte, o homem que me fez amar o beisebol e os Giants. O que nos resta hoje, é orgulho de ter visto Buster Posey defender as cores de nossa franquia, em breve também sentiremos a saudade de ver seu sorriso em campo correndo tranqulimente para o home plate.

Obrigado por tudo, Buster. Te amo.

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