Em protesto contra mais um caso de violência policial nos EUA, Bucks e Magic boicotam partida da NBA antes do jogo 5 da série entre as equipes nos playoffs. A equipe de Orlando estava aquecendo em quadra, sem ninguém do lado de Milwaukee, e pouco antes do horário oficial de início, também se retiraram para não mais retornar.

O caso mais recente e que levou ao novo protesto tem relação com a brutalidade policial contra Jacob Blake, cidadão negro de Kenosha, no estado do Wisconsin. Ao apartar uma briga entre duas mulheres, Jacob levou sete tiros pelas costas na frente de seus três filhos. Ele está no momento internado e, segundo familiares, perdeu o movimento das pernas.

A cidade de Kenosha fica a 35 milhas da arena onde o Bucks normalmente manda os jogos, o que teria incitado ainda mais a equipe a se manifestar sobre o caso. Outro forte motivador é a presença na equipe de Sterling Brown, que também já foi vítima de violência policial.

Sterling Brown (no centro, de preto), em protesto com o também jogador Robin Lopez, nas ruas de Milwaukee. Foto de Mike De Sisti/ Milwaukee Journal Sentinel

Ainda ontem, os jogadores de Toronto Raptors e Boston Celtics cogitavam não entrar em quadra na quinta-feira, quando abrem a sua série de semifinais de conferência Leste, e já há notícias de que Rockets e Thunder não entrarão em quadra para sua partida hoje. A NBA também adiou a partida entre Lakers e Blazers, que aconteceria também hoje.

Neste retorno da NBA é constante a presença de manifestações do movimento Black Lives Matter, que pode ser visto nas quadras onde são realizadas as partidas e nas camisas dos jogadores. Houve até o caso de Kyrie Irving, que se recusou a viajar para Orlando e jogar na “bolha” da liga. Há relatos internos de que a realização de novas partidas estaria diminuindo o poder do movimento e da mensagem a ser passada.

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