Há poucos dias tivemos uma grande movimentação no mercado da NBA. O já estrelado Brooklyn Nets anunciou a aquisição do seis vezes all-star Blake Griffin. O alâ-pivo com certeza não é mais aquele jogador explosivo e decisivo, mas pode acrescentar opções interessantes na rotação do time de Nova Iorque.

Vale salientar logo de cara que Griffin abriu mão de cerca de US$ 13 milhões do restante de seu contrato com os Pistons para assinar por apenas US$ 1,2 milhão com o time até o fim da temporada. Ou seja, o fator financeiro não vai pesar para os Nets neste movimento, o que diminui significativamente os riscos do negócio.

O Grande risco

Se o fator financeiro não pesa, a principal razão que pode fazer com que este movimento seja fracassado é a condição física do jogador. Blake Griffin era um trator no inicio de sua carreira, muito físico e sempre se destacando por suas enterradas.

Além disso, sempre foi muito copeiro na marcação, mesmo não sendo um especialista, contribuía efetivamente. Contudo, a realidade hoje é completamente diferente. Ele atuou em apenas 38 partidas desde o início da última temporada devido a uma série de lesões, sendo a mais grave uma no joelho esquerdo, que o deixou mais tempo afastado.

Não é de se esperar que ele jogue mais de 30 minutos por partida com frequência, é provável que seu corpo não aguente mais esse ritmo. Mas, se algo próximo disso acontecer e ele não ficar tanto tempo afastado por lesões, Brooklyn deve celebrar muito.

Como deve jogar?

Griffin jogou a carreira toda na posição 4, mas ele já adiantou que não será sempre assim nos Nets. O próprio jogador declarou que em conversa com o treinador Steve Nash, se dispôs a jogar como pivô: “Eu penso que eles precisam de um 4 e as vezes vão me usar como um 5 no small ball. Eu estou aqui para ajudar onde puder. Eu penso que neste momento da minha carreira, eu estou apto a jogar em diferentes funções.”

Os Nets já tem jogado no small ball com Jeff Green, inclusive como titular em diversas partidas e é claro que se estiver em forma e saudável, Griffin tem mais qualidade para fazer essa função. Ele é tecnicamente muito superior a Green, Claxton e Jordan, que vêm rotacionando entre a 4 e a 5. Ou seja, desde que disponível, Blake Griffin pode e vai atuar nas duas funções.

Vai dar certo?

O mais importante para a torcida dos Nets nesta movimentação é manter as expectativas no lugar certo. Não adianta assistir jogos de quatro ou cinco anos e esperar que ele atue naquele nível. A atual média de pontos de Griffin é a pior de sua carreira (12.3) e a de rebotes a segunda pior (5.2). Ainda assim, são melhores das que as de Green, Claxton e Jordan na atual temporada, perdendo apenas em rebotes por jogo para Jordan (7.5).

Ou seja, fica evidente que se mantendo em forma, Blake Griffin é uma grande aquisição ao Brooklyn Nets e desde que não se crie expectativas irreais, ele tem tudo para dar muito certo e deixar o time ainda mais favorito a conquista da NBA.

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