Estava observando os primeiros Mock Draft do pós Super Bowl que aliás são muitos lançados a cada dia e isso mostra que o clima de Draft voltou oficialmente, são vários analistas com visões diferentes desde a primeira escolha do evento quanto mais para a escolha do Browns. A posição de recebedor ainda é a mais requisitada pelo analistas para essa pick de número 13 mas não existe um nome em específico, muito por causa do que pode acontecer antes da escolha do Browns e até com opções diversas aí que caminham para várias direções. Aqui Chris Olave já foi mostrado com a nossa escolha em um Mock Draft que vi ontem.

A escolha dele ser o próximo que a gente fosse estudar é ter ficado em Ohio State o estudo já que começamos pelo Garrett Wilson e aqui está o maior desafio, dois Wide Receivers do mesmo time dividindo holofotes e lançamentos e juntos nas conversas da primeira rodada, o quanto um impacta no outro positivamente e negativamente para o scouting do prospecto individualmente falando e aqui vai ser um texto comparativo com o último indiretamente, mesmo assim vamos falar sobre Chris Olave e sua passagem pelos Buckeyes:

CHRIS OLAVE – OHIO STATE

É intrigante estudar Olave, ele não é dos mais altos dessa primeira prateleira com 1,85m de altura mas com seus 85kg existe um recebedor bastante refinado em muitas características como ser um corredor de rotas bem trabalhado nisso e um atletismo que impressiona. Olave ilustrou altos níveis de QI no futebol e é um trabalho de 4 anos da universidade principalmente após a introdução de Brian Hartline como treinador da posição em Ohio State. Ele não tem a estatura física para ser um recebedor de passe dominante no trafico e seus piores momentos parecem vir quando disputando ou procurando bolas de ponto alto do tráfico do passe, mas um passador preciso será capaz de alimentá-lo com a bola dentro do cronograma inicial de produção que se espera dele e permitir que Olave tenha suas habilidades de separação que são um dos melhores dos nomes vistosos da posição aflore ainda mais no profissional.

Existe dois anos com diferentes quarterbacks mas com os mesmos flashes dentro do jogo, em 2020 ele foi o alvo favorito de Justin Fields e nesse último ano com C.J Stroud estava lá ele implodindo defesas para o campo externo e testando o braço do seu QB. Olave parece se caminhar para não ter problemas em se adentrar a tal qual sistema que ele caia podendo ser em slot ou não mas já com aquele impacto imediato a ataques verticais por exemplo.

 

Olhar para o lado de correr rotas ele tem um caminhar nesse quesito muito bem feito em vários aspectos, ele consegue implementar muita verticalidade em rotas rápidas com movimentos duplos ao mesmo tempo que quando falamos de implodir defesas seria em seu trabalho no meio campo aprofundando rotas longas, ele consegue vender movimentos falsos e ângulos bons de uma maneira bastante natural, quando falamos que ele é um dos que a proposta é encaixar em qualquer sistema de jogo na liga é que parece ser perigoso nos três níveis. Olave não será o recebedor mais rápido mas isso não significa que sua explosão e aceleração não sejam bastante bons, correr muito bem rotas tendo paciência a trabalhar longe do adversário muito por causa da angulação que escolhe ajuda na separação e por isso vemos muitas big plays onde o passe longo encontra Olave com uma separação suficiente para se encaixar na linha de passe e com isso poder perder um pouco desse território ao adversário.

 

Na questão de mãos aqui se encontra algo inconsistente quando ele precisa estender suas mãos para fazer a recepção longe do seu corpo algo bem diferente do seu companheiro Garrett Wilson por exemplo. Isso parece piorar e ser ainda mais desafiador quando não existe separação e existe colisão entre ele e um defensor e aqui está um contraponto até porque sua característica de trazer separação faz ele precisar menos disso durante o jogo. O caso é se o lançamento vir em boas condições aqui está a recepção mas se não existe falta de concentração dele durante o jogo analisado.

A questão fisicalidade infelizmente se coloca aqui como uma questão já visto as vezes no college mas que é preciso ter uma projeção inicial para o nível mais alto de futebol americano. O jogo de Olave carece de fisicalidade que pode apresentar problemas para seu estoque, ele não demonstra uma fisicalidade no bloqueio de pós recepção e embora isso possa não parecer um grande problema, pode separar um bom recebedor de um ótimo, e isso pode ser um diferencial para um time da NFL ao analisar ele. Ele teve pouca amostragem e ainda sim positiva contra marcação individual em press, quando sua agilidade não encaixa para ganho de separação rápida ele carece do físico para ganhar essa vantagem na força, o problema é entender que ele vai enfrentar defensores ainda mais físicos no próximo nível. O seu lado físico faz explicar a sua complicação em estender a recepção no ar quando bem marcado até porque nesse estágio é preciso de batalhar corpo a corpo.

Olave precisa se provar mais nas jardas após a recepção, esse ponto aqui não existe nada de anormal no seu jogo, novamente a sua boa aceleração e como vende bem ângulos e noção espacial de campo ele ganha jardas importantes dessa forma mas não espere que ele possa ser absurdo em acelerar com alguém bastante encostado nele ou após a recepção encare em seu jogo físico para ganhar mais jardas que isso possa até acontecer mas de uma maneira “normal”. Ele é um competido nessa característica do jogo mas sem uma força funcional como arma chave de ganhar nisso.

Olave registrou apenas um retorno de kickoff e dois retornos de punt ao longo de seu tempo em Columbus, então não há um histórico estabelecido de equipes especiais para apostar isso nele. Ele em 4 anos de college teve que provar em alguns cenários importantes de se criar essa “casca” para a NFL, ter chegado a uma sala de WRs quentinha nomes como Parris Campbell e Terry McLaurin e ter lutado para aparecer o mínimo ou como o ano de 2020 onde sua proteção foi boa mesmo em um dos anos mais estranhos envolvendo o entorno da faculdade trás consigo um bom cenário de luta mesmo em situações não esperadas.

 

Olave está lá para estender jogadas e grandes ganhos em rotas profundas como falamos bem no começo do texto. Qualquer equipe que queira fazer o mesmo com ele testando campo profundo na NFL também terá sucesso, ele forçará passos em falso e encontrará espaço junto a uma paciência do seu QB, por exemplo Stroud e Fields perceberam isso demais e Olave teve uma média de mais de 15,5 jardas por recepção em sua carreira. Quando falamos que passes perto do seu corpo não são problemas a ele falamos do seu raio de cobertura do passe, o rastreamento vertical da bola e de se colocar inteiramente para linha do passe fazem ele criar confiança de quem está fazendo o passe.

Seu conjunto de habilidades versáteis como recebedor pode se traduzir em qualquer ataque. É preciso criar conforto para ele entender o impacto que ele possa trazer e os problemas que são precisos ter paciência durante um caminhar da temporada.

 

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