Com o fim da temporada regular da NFL, é hora de analisarmos os times classificados para a pós-temporada as suas chances nos playoffs. Dessa vez, falaremos sobre o Tennessee Titans.

A temporada regular do Tennessee Titans e o poder ofensivo

Foto: Ryan Kang/NFL

Na coletiva de imprensa da última quarta, o quarterback Ryan Tannehill disse que “quando tocamos na bola, temos que encontrar uma maneira de marcar”. Ou seja, o que explica muito do que foi o ataque do Tennessee durante a temporada. Com Tannehill, Derrick Henry e A.J. Brown, pode-se dizer que o ataque dos Titans é completamente sólido.

Nesse sentido, é válido destacar que os Titãs terminaram a temporada regular em quarto lugar na média de pontos por jogo (30,7). Além disso, por 10 vezes eles marcaram 30 pontos ou mais. E, já pensando em pós-temporada, em seus dois últimos confrontos com os Ravens, incluindo um nos playoffs da última temporada, eles tiveram uma média de 28 pontos.

O imparável Derrick Henry

Getty Images

Com certeza, o destaque do ataque dos Titans é o RB Derrick Henry. O jogador tem a quinta melhor marca na história da NFL em jardas corridas em uma temporada e na semana passada chegou ao recorde 2.027 jardas.

No entanto, Henry não carrega o piano sozinho. É notável que Tannehill consegue fazer o ataque funcionar, mesmo quando seu RB1 não está nos melhores dias. A conexão entre o quarterback e o WR de segundo ano A.J. Brown tem funcionado muito bem. Até por isso, o camisa 11 ultrapassou as mil jardas recebidas durante a temporada.

O problema defensivo dos Titans

Com todos os louros voltados ao ataque de Tennessee, a defesa acaba por ser um dos pontos mais fracos do time. A defesa de Tennessee terminou a temporada regular como a 11ª no ranking da NFL, permitindo, em média, 27,7 pontos por jogo.

Para conseguir ir mais longe, os Titans precisam conseguir usar o front-seven. Isso porque, a linha defensiva de Tennessee não consegue pressionar os quarterbacks – apenas a 17º equipe com mais porcentagem de blitzes por dropback (28,7%) e a quarta pior em fazer o QB lançar a bola antes do previsto ou sair do pocket (7,4%) – e isso precisa ser resolvido para o jogo de domingo. Ou seja, o Titans precisam fazer com que o pass rush e a blitz funcionem. Até porque, vai enfrentar um time em que a maior arma é, justamente, o jogo corrido.

Os Titans enfrentam o Baltimore Ravens nesse domingo às 15h (BRT). Dessa maneira, não importa que Ryan Tannehill queira pontuar em todas as vezes que o ataque estiver com a bola, a defesa dos Titans precisa forçar 3&outs e punts, principalmente enfrentando Lamar Jackson do outro lado.

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