Com o fim da temporada regular da NFL, é hora de analisarmos os times classificados para a pós-temporada a suas chances nos playoffs. Dessa vez, falaremos sobre o segundo colocado AFC North e quarto colocado geral. Ou seja, o Baltimore Ravens, que segue em busca do seu terceiro título de Super Bowl.

A temporada regular dos Ravens

Photo by: Scott Taetsch/Getty Images

Baltimore chega à pós-temporada com um ponto de interrogação sobre seu elenco. Isso porque, não entregou tudo que imaginávamos durante a temporada regular. Atuações irregulares e inconsistentes cercaram a franquia durante o 2020/21 e ainda não sabemos ao certo que esperar de Lamar Jackson e companhia na pós-temporada.

Para se ter ideia, Lamar, até o momento, teve 10 touchdowns a menos que na temporada passada, um QB Rating de 14 pontos a menos, 370 jardas passadas a menos e 201 jardas corridas a menos. Obviamente, a queda de produção do time não se passa única e exclusivamente pelas mãos do seu QB, mas se esperava bem mais de Jackson nesta temporada.

Além disso, não só o ataque num geral caiu de produção, assim como a defesa também. Na temporada regular, Baltimore cedeu 347 first downs aos seus adversários. 71 a mais do que em 2019. No total, foram 467 jardas ofensivas cedidas a mais do que na última temporada.

Talvez, o principal motivo da queda de rendimento seja a incapacidade de pressionar o QB adversário quando ele possui uma OL minimamente decente. Um exemplo claro disso pode ser o jogo da Semana 3, contra Kansas, em que Patrick Mahomes passou para 385 jardas. Além disso, no total, o Chiefs teve 517 jardas; 289 jardas a mais que os Ravens tiveram. A saída do OLB Terrell Sugs fez mais efeito do que muita gente imaginava.

O que esperar da pós-temporada?

Em busca do seu terceiro Super Bowl, o Baltimore Ravens chega à pós-temporada bem menos favorito do que no início do ano. Podem surpreender?
Foto: Reprodução/Baltimore Ravens

Mas, mesmo com todas a inconsistências, Baltimore ainda ficou 11-5 na temporada e está na pós. Entretanto, o sinal de alerta está ligado. As defesas parecem estar muito mais atentas o que Lamar Jackson pode fazer com as pernas. Até porque, sem elas, a coisa complica muito, vide as derrotas para Kansas, Pittsburgh, New England e Tennessee, nas quais o jogo corrido não entrou tanto e Lamar precisou lançar mais, sendo interceptado quatro vezes.

Por outro lado, nas partidas em que o jogo corrido entrou, Lamar Jackson conseguiu fazer estragos tanto pelo chão, quanto pelo alto. Isso porque, as chamadas ficavam cada vez mais imprevisíveis e a defesa adversária não sabia bem o que fazer.

Nesse sentido, caso Lamar esteja em dias inspirados, ele ainda é o atual MVP e sabemos de todas as barbaridades (pelo lado bom) que ele consegue fazer. Além disso, é fundamental que sua OL lhe dê tempo no pocket e que a defesa de Baltimore, principalmente se tratando do seu front-seven, consiga colocar medo no quarterback adversário. Partindo do pressuposto que isso irá acontecer, a secundária ainda conta com dois dos melhores cornerback’s da liga em Marcus Peters e Marlon Humphrey, o que já passa uma boa segurança.

Se tudo funcionar perfeitamente, Baltimore ainda pode competir, mas no momento passa longe do favoritismo colocado sobre a franquia no início da temporada.

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