Vá aos outros textos que eu fiz sobre a equipe nos últimos meses, qualquer um, a mesma coisa se aplica ao Reds nesse mês, um time capenga, frágil, ruim. Mas você não veio aqui pra ler uma análise séria, fale a verdade, você veio pra me ver sofrer falando desse time, pra rir da minha desgraça, seu sádico! Tudo bem, vamos começar, já que é assim não há nada que eu possa fazer.

 

Confortavelmente entorpecido

Não, minhas mãos não incharam como dois balões quando eu era criança, mas é essa a sensação que eu tenho acompanhando a temporada do Reds. Eu não consigo mais sentir nada assistindo esse time, não sou a favor nem contra, não amo nem odeio, não me importo mas não consigo viver sem, é estranho, é a experiência Cincinnati Reds. Desde o início, eu e você sabíamos que esse time não brigaria por nada nesse ano, mas machuca, dói ver seu time sendo tão ruim, acordar todos os dias com a notificação no celular: “The Reds lose to the [insira time], 7×2”.

A verdade é: eu me acostumei com a derrota, aceitei isso, não sei se foi bom ou não sendo bem sincero. Vejo alguns amigos que torcem pra outros times melhores ficando furiosos quando o time perde, reclamando que o sexto do lineup está rebatendo .254, que era um absurdo não ter varrido a série de quatro jogos contra o rival de divisão, que o closer teve o terceiro blown save da temporada, eu olho pra isso e penso: “Como seria bom se o terceiro do lineup do Reds estivesse rebatendo .254, como seria bom não ser varrido série sim série também, como seria bom se o ataque colocasse o nosso closer em situação de save. Como seria bom vencer”.

Eu não estou de forma alguma exagerando quando digo que o Reds tem a pior momento e perspectiva entre todos os times da liga, não temos uma superestrela que vai trazer grandes prospectos pra nossa farm, não é um time de um grande centro, não tem uma diretoria conhecida por montar boas coisas, não tem uma farm confiável nem uma perspectiva de tal, o Reds é uma terra arrasada. No fundo eu fico revoltado com isso, é verdade, mas eu tenho motivos para tal, ora, para onde estamos indo? Eu não confio na diretoria para recomeçar essa franquia, não confio que Nick Krall vai saber selecionar os melhores jogadores, que David Bell vai colocar os jogadores em boas situações para evoluírem, nem que a família Castellini vai pagar os jogadores quando eles evoluírem e se tornarem a nova base da franquia, como Elly de la Cruz, Stephenson, India, Greene etc. Eu não confiaria no Phil Castellini nem pra perguntar que hora é, não sei se ele sabe ver as horas no relógio.

 

No reason to get excited, the thief, he kindly spoke

Resumo do Reds no último mês é exatamente a mesma coisa que eu escrevi em todos os últimos textos, Brandon Drury com hérnia de disco de tanto levar esse time nas costas, Tyler Stephenson é o novo Johnny Bench, Castillo é muito bom, Ashcraft jogando muito bem, e o resto do time é horrível, estou sendo bastante simplista pra poupar você – e eu também – de estatísticas inúteis que não dizem absolutamente nada.

As próximas duas datas mais importantes desse ano são 2 de agosto, a trade deadline e 2 de outubro, quando acaba a tormenta dessa temporada. Daqui pra frente o Reds se tornou o time que é a obrigação varrer e quem perder uma série pro Reds é pra demitir manager e fazer protesto na frente do CT cof..cof.. Yankees.

Não vou me alongar muito, até porque não tenho muito pra falar, nada aconteceu, nada mudou, talvez após a trade deadline eu me anime a fazer alguma e a analisar a fundo esse time ou o nosso farm system. Por enquanto, foi isso o que eu consegui extrair de dentro de mim e entregar pra você. Talvez eu tenha sido muito duro no início desse texto, eu ainda amo e odeio esse time, mas vou entrar no modo economia de bateria, ou seja, parar de fazer backup e sincronização automaticamente, talvez alguns aplicativos fiquem mais lentos, mas a energia interna vai durar mais. #ATOBTTR

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