Na última semana, o Indianapolis Colts finalizou uma troca pelo quarterback Carson Wentz, ex-Eagles. Segundo Adam Shefter, Os Colts enviaram a Philadelphia uma escolha de terceira rodada do draft de 2021 e uma escolha de segunda de 2022, que pode se tornar de primeira, caso o jogador cumpra alguns requisitos em campo. Mas, o que esperar desse “casamento” e o que Wentz pode conseguir nos Colts?

Reencontro com Frank Reich

AP Photo/ Chris Szagola

Sem dúvida alguma, muito da contratação de Carson Wentz pelos Colts deve-se pela relação que o treinador Frank Reich teve com o jogador em Philadelphia. Em 2016, ano em que Wentz teve seu melhor desempenho na liga, sendo, inclusive, colocado como favorito ao prêmio de MVP antes de se contundir, o coordenador ofensivo dos Eagles era Reich.

Depois que o treinador deixou Philadelphia, em 2018, o QB não conseguiu chegar nem perto daquele nível de performance novamente. Claro, outros fatores contribuíram para isso, como os sintomas da lesão grave que sofreu. Mas, sem dúvida, o fim da parceria foi um dos principais motivos.

Agora, em Indianapolis, a dupla vai se reencontrar e Reich terá a dura missão de tentar resgatar parte dos melhores momentos de Wentz. Porém, se tem alguém que sabe os caminhos que levaram o QB ao alto nível e que tem condições de resgatá-lo, esse alguém é o atual treinador dos Colts.

Entorno de muito bom nível

Reprodução: Twitter oficial/ @Colts

Além de reencontrar Reich, Wentz terá em seu entorno um elenco de muito bom nível, que dará condições para o QB produzir. A começar pela linha ofensiva, que foi um grande problema enfrentado pelos Eagles nos últimos anos, em especial 2020, ano que Wentz foi sacado 50 vezes, maior marca da liga.

Ao contrário de Philadelphia, a linha ofensiva dos Colts vem sendo uma das melhores da NFL nos últimos anos e promete dar tempo de pocket para o seu QB operar. Contando com nomes como Quenton Nelson e Ryan Kelly, a linha dos Colts foi a segunda que menos cedeu sacks em 2020, apenas 21.

Além disso, Indianapolis possui um bom jogo terrestre, que tem capacidade de tirar a pressão dos braços de Wentz quando necessário. Ademais, o corpo de recebedores conta com o jovem e talentoso Michael Pittman Jr, mas tem TY Hilton como free agent em 2021. Porém, vale ressaltar ainda, que os Colts dispõem de bom espaço no salary cap e devem investir em mais alvos para o seu QB durante esta offseason.

Por fim, no lado defensivo da bola, os Colts contam com ótimos nomes e prometem manter o bom nível apresentado em 2020. Com isso, a defesa de Indianapolis tem tudo para proporcionar a Wentz, muitas vezes, boas posições de campo para iniciar as campanhas, além de conseguir manter o placar apertado em jogos que o QB não tiver boa produção.

Mudança de cultura

Outro fator que faz com que a ida para os Colts seja boa para Wentz é a mudança de cultura. Quem acompanhava o dia-a-dia dos Eagles de perto relatava que a união do QB com o seu ex-técnico Doug Pederson estava cada vez mais desgastada. Adam Shefter relatou, inclusive, que os dois ficaram sem se falar por oito a dez semanas.

Além disso, Pederson colocou Wentz no banco durante a temporada passada e deu ao calouro Jalen Hurts a vaga de titular da posição. Tudo isso, sem dúvida, foi criando um desgaste mental muito grande em cima do QB, e que mesmo com a saída do treinador do comando de Philadelphia em 2021, já conseguia ver seu destino em outro lugar.

Assim, era fundamental para ele “respirar novos ares” e a ida para uma franquia que se mostra a cada ano mais competitiva e que possui um núcleo jovem parece ideal para Wentz buscar dar a volta por cima na carreira.

Então o que Wentz pode conseguir nos Colts?

Analisando tudo que foi listado, Indianapolis parece ser um destino ótimo para Wentz buscar reviver seus bons momentos na liga. O processo vai além de uma retomada ao nível técnico de outrora. Mas vai passar também por uma reconstrução da parte mental do jogo do atleta, que se mostrou bastante abalada nos últimos anos.

Visto isso, o cenário apresentado pelos Colts, no qual faz parte a retomada da parceria de sucesso com Reich, o bom elenco de apoio e a mudança para uma nova cultura, tem tudo para auxiliar com eficiência o processo de reconstrução dele em sua carreira. Assim, o QB pode conseguir, se não jogar no mesmo nível de 2016, encontrar um meio termo que faça com que seja um titular de confiança em Indianapolis.

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