Divertido. Essa é a melhor palavra para definir o Cincinnati Reds de 2021. Não era um time superestrelado – caro, mas não superestrelado – ou excepcional, mas entregou bastante em matéria de entretenimento para todas as torcidas. Mas se você estava em coma desde abril e não sabe do que eu estou falando, continue lendo o texto, vale a pena dar uma olhada nesse time vermelho do sudoeste de Ohio.

A temporada terminou com uma campanha bem digna, 83-79, .512% de aproveitamento, 786 corridas anotadas (1° na divisão e 4° na NL), 760 corridas cedidas (3° na divisão e 10° na NL). Jonny India, 24 anos, 2° base, foi eleito o NLROY. A equipe ficou em 3° na divisão, 12 jogos atrás na corrida pelo Wild Card. Em estatística bruta esse foi o time, mas não estamos aqui só para ver números, não é? Esse time têm histórias bem interessantes pra contar ao longo desse ano.

Joey Votto still bangs

Não tem jeito, Joey é o rosto e a alma da franquia, e mesmo com trinta e todos anos ele ainda consegue produzir. (BANG!) Foram 36 HR, 99 RBI, e .938 OPS, terminando com 3.3 WAR, nada mal para quem diziam estar acabado. Ele deu a resiliência para o time continuar vivo durante a temporada, é o D’Alessandro dos Reds, naquela que creio que seja a melhor comparação para ele. Da sua qualidade ninguém duvida, mas haverá vida no Great American Ball Park sem Votto?

Da Wink e Castellanos no All Star Game

Nick Castellanos e Jesse Winker, eleitos para o All-Star Game 2021 – fonte: Red Reporter

Winker e Castellanos foram incríveis nesse ano, o motor do ataque de Cincinnati, inclusive, Castellanos terminou o ano em 9° na liga em AVG e 6° em OPS. Winker teve números igualmente expressivos, mesmo tendo perdido 1/3 da temporada. Ambos mereceram as vagas de titulares do All Star Game, e fizeram muito bonito durante a temporada. Castellanos (em ano de contrato, né xafado) teve a temporada da vida e Winker está evoluindo cada vez mais e mais. Uma pena esse time ser acomodado e não querer investir (falarei disso mais pra frente) e não conseguir segurar Nick Castellanos, que foi testar a FA. Obrigado por tudo Nick.

Calouro do ano

Johnathan India, Calouro do ano da NL – fonte: Twitter

O novo queridinho na cidade, para fechar o santíssimo quarteto de Cincinnati. India jogou como veterano na temporada, calmo no bastão, muitos walks e HBP, 3.9 WAR. O futuro da franquia, junto com o catcher Tyler Stephenson. De resto, o time inteiro foi decente no bastão, anotava boas corridas, mesmo cheio de jogadores medíocres.

No montinho

No montinho os Starters Pitchers foram muito bem, Wade Milley teve 3.37 ERA, Tyler Mahle com 10.5 K/9 e Luis Castillo teve 18 vitórias. Os outros nomes, Sonny Gray e Lucas Sims foram nota 6, uma decente rotação.
O problema está em quem vem depois. O time tem o 4° pior bullpen em ERA, com 4.99. Também cedeu 92 HR e 316 corridas ( 25° e 24° da liga, respectivamente). Para ter uma ideia da dimensão do problema, o bullpen foi responsável direto por 15 (!!) derrotas do time. Isso é inaceitável, inaceitável.

Necessidades para o próximo ano:

  • Um shortstop bom (posso sonhar com Trevor Story?)
  • Braços para o bullpen (que saibam arremessar contra canhotos, de preferência)
  • Desenvolver Hunter Greene e Nick Lodolo.
  • Um novo GM
  • Um novo dono (de preferência um com dinheiro infinito)
  • #SellTheTeamBob

Na parte dois desse texto eu vou falar do que podemos esperar para esse time em 2022 e fazer uma análise da free agency, mas resumindo tudo, foi um ótimo ano, o futuro não é agora, mas o futuro está no time agora e em Louisville, não podemos deixar esse talento ir embora (de novo). Obrigado por ler, GO REDLEGS!

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