Faltam 45 dias para a 100ª temporada da NFL e hoje relembramos mais uma grande história da liga: a épica performance do Hino Nacional americano por Whitney Houston no Super Bowl XXV! Acesse fumblenanet.com.br/nfl100 para conferir outras histórias épicas!

Sendo parte da cultura de uma nação, o esporte e os eventos esportivos acabam sofrendo influência do momento histórico vivido pelo país. No Super Bowl XXV, em 1991, os Estados Unidos haviam acabado de entrar na Guerra do Golfo e o clima era de muita tensão.

Relembrando um pouco as aulas de história: a Guerra do Golfo começou quando o então presidente do Iraque Saddam Hussein invadiu o Kuwait, após acusar o país de super extração de petróleo, o que estaria prejudicando a economia iraquiana. Com o conflito que se iniciava, o Golfo Pérsico foi fechado e os EUA perderam o fornecimento de petróleo da região. Então, os americanos, liderando outras nações, se envolveram na Guerra assumindo uma posição contrária ao Iraque.

De volta ao Super Bowl, o medo era de alguma tentativa de atentado terrorista durante o evento. Foi cogitado mudar a data, mas a programação seguiu como planejado. Então, no dia 27 de Janeiro, (apenas 10 dias após o envolvimento dos EUA na Guerra do Golfo) New York Giants e Buffalo Bills se enfrentaram no Tampa Stadium em Tampa, na Flórida, sob um grande esquema de segurança com direito a patrulhas aéreas e equipes da SWAT. 

Porém, o que realmente entrou para a história naquele dia foi o momento do Hino Nacional dos EUA, interpretado pela cantora Whitney Houston. Na época com 27 anos e já com sete músicas consecutivas no topo da lista da Billboard, Houston expressou os sentimentos de todos os americanos com a sua emocionante e poderosa performance do hino The Star-Spangled Banner. Foi um momento épico para uma nação tão patriota como a americana.

Em 2000, Houston relembrou o momento declarando: “Muitos de nossos filhos e filhas estavam além do mar lutando. Eu podia ver, no estádio, o medo, a esperança, a intensidade, as orações. E eu senti ‘Este é o momento’.”

E o impacto não parou no público do Super Bowl. Muito antes do quarterback Colin Kaepernick expressar seus protestos se ajoelhando durante o hino nacional, a comunidade negra americana, que sempre sofreu com a violência por parte do Estado, já não se sentia representada pelo teor militarista de The Star-Spangled Banner. Mas naquele dia, interpretado de forma tão genial por uma artista negra, o hino atingiu todos os americanos.

A versão do hino americano de Whitney Houston ficou tão popular que acabou virando single e chegou na 20ª posição na lista de mais vendidos. Os lucros foram usados para ajudar famílias de soldados que lutaram na Guerra. A música voltou à lista dos singles mais vendidos nos EUA em 2001, após os ataques de 11 de setembro e os lucros foram revertidos para famílias de policiais e bombeiros que morreram no atentado.

Ah, e caso vocês estejam curiosos: os Giants venceram aquele Super Bowl por 20-19 e o MVP foi o running back Ottis Anderson.

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