Music City Miracle
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Já contamos nesta série de quando o Tennessee Titans ficou a centímetros de levar o Super Bowl XXXIV para a prorrogação. Mas houve um jogo anterior nessa campanha que quase o impediu de sequer chegar à final, na rodada de Wild Card.

Geralmente, quando um time toma a liderança com apenas 16s restantes no relógio, é seguro concluir que há muito pouco que o adversário possa fazer para reverter a situação. Nessa partida, o Buffalo Bills virou o placar para 16-15 com um field goal de Steve Christie. Só restava ao Titans o retorno de kickoff e rezar por um milagre.

O Titans alinhou Lorenzo Neal e Kevin Dyson para o retorno, e Neal, assim que recebeu a bola, entregou para o TE Frank Wychek. Este, num lance arriscado (e ainda hoje controverso dentro da liga), fez um passe lateral, cruzando o campo até encontrar Kevin Dyson, que teve que abaixar para segurar a bola e, com campo livre, disparar para um touchdown de 75 jardas.

Curiosamente, o Titans treinava esse tipo de jogada, com o codinome “Home Run Throwback”, desenvolvida pelo coordenador de special teams, Alan Lowry. A opção número 1 para receber esse passe era o WR Derrick Mason, que estava indisponível devido a uma lesão nessa mesma partida. O 2º candidato era o safety Anthony Dorsett, também fora de ação por cãibras. Isaac Byrd seria o alvo, mas por precaução, o head coach Jeff Fisher (ele mesmo), explicou a Dyson como seria a jogada, uma vez que ele pouco treinava com os times especiais.

O Buffalo Bills, de certa forma, colaborou com o andamento do lance: devido às muitas lesões ocorridas na partida, uma enorme batalha defensiva, foi necessário convocar voluntários para a cobertura do retorno e, apesar de ficar com uma formação muito mais experiente que o normal, eram jogadores que raramente alinhavam nos special teams, deixando uma presa fácil para a estratégia de Tennessee.

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