Faltam 96 dias para a 100ª temporada da NFL e hoje relembramos mais uma grande história da liga: quando o Rei do Pop reinventou um fenômeno cultural! Acesse fumblenanet.com.br/nfl100 para conferir outras histórias épicas!

Se há um evento que se tornou marcante ao longo dos anos na história da NFL, esse é o show do intervalo do Super Bowl, e o seu valor se dá por muitos aspectos.

Atualmente, além de ser o evento musical televisivo mais assistido mundialmente, por vezes ele é a porta de entrada de de muitas pessoas para o futebol americano, principalmente fora dos Estados Unidos.

Uma busca simples nas redes sociais pode trazer a dimensão de quantas pessoas começaram a acompanhar a NFL por causa do Super Bowl Halftime Show. Gente que simplesmente quis ver seu artista preferido, se encantou com o jogo e hoje não perde um jogo sequer.

Para se ter ideia da audiência desse espetáculo, a apresentação da Kate Perry no Super Bowl XLIX – aquele em que Pete Carroll preferiu ver Russell Wilson passar a bola a uma jarda da endzone ao invés de entregar para Marshall Lynch, dando assim o jogo para os Patriots – contou com 118,5 milhões de espectadores, tornando-se o show mais assistido da história do evento.

Para quem está acompanhando agora, pode imaginar que esse tipo de espetáculo sempre foi um padrão na história dos jogos, mas nem sempre foi assim. Se temos esses grandes espetáculos durante o intervalo do maior jogo da temporada do futebol americano, isso se deve ao artista que iniciou tudo isso: o rei do pop, Michael Jackson.

De 1967 a 1989

Desde que existe o Super Bowl, existe o Halftime Show, mas sua configuração era muito diferente. O que se fazia antes era muito parecido com o que estamos acostumados a ver em alguns intervalos de jogos do College por exemplo. Ou seja, bandas marciais executavam suas apresentações para entreter o público local enquanto os jogadores estavam no vestiário.

Em alguns anos houve artistas de maior expressão, como em 1972. O espetáculo, cujo tema era uma homenagem a Louis Armstrong, contou com a presença de Ella Fitzgerald. Mesmo assim, ainda não era nada que pudesse ser comparado ao que viria na década de noventa.

Super Bowl XXVII, 1993

Aquele jogo consagraria o Dallas Cowboys como campeão daquela temporada, batendo o Buffalo Bills por 52 x 17, com Troy Aikman escolhido como MVP. Entretanto, o principal evento que marcou aquela partida não foi com os jogadores em campo.

Nos anos anteriores, a NFL já havia se arriscado a trazer artistas de mais renome, como New Kids On The Block em 1991 e Gloria Estefan em 1992. Ainda assim, o que aconteceu no Rose Bowl em 1993, mudaria para sempre a história do show do intervalo.

No ano anterior, a Fox havia roubado cerca de 22% da audiência da CBS, a emissora que transmitiu o Super Bowl, com a exibição de um episódio especial de uma série chamada In Living Color durante o intervalo do jogo. Após esse episódio, a NFL decidiu investir em algo especial para alavancar, ou pelo menos segurar sua audiência nesse período.

Nesta ocasião, Michael Jackson fazia turnê de divulgação do seu álbum Dangerous, aquele cuja capa contém vários Easter Eggs. A liga decidiu entrar em contato com o cantor e seu agente Sandy Gallin. Após três negociações frustradas, incluindo uma envolvendo pagamento de US$ 1 milhão de cachê, o rei do pop finalmente decidiu fechar o acordo.

Heal The World

Após idas e vindas com as negociações, eis que na tarde de 31 de janeiro de 1993, no Rose Bowl em Pasadena, Califórnia, depois de brotar nos dois telões do estádio, Michael Jackson literalmente pula do palco, ovacionado por uma multidão que lotou o palco do Super Bowl XXVII.

Durante quase treze minutos de uma das melhores apresentações do artista em sua carreira, o show contou com com uma setlist majoritariamente composta por músicas do seu álbum mais recente, além do clássico Billy Jean e da canção We Are The World.

O evento se tornou um dos mais assistidos da história da TV americana, contando com cerca de 113,4 MILHÕES de espectadores. isso também ajudou Michael a alavancar o sucesso de Dangerous.

Abaixo, a setlist da apresentação:

  • “Jam”
  • “Billie Jean”
  • “Black or White”
  • “We Are the World”
  • “Heal the World”

Curiosidades

1- We Are The World foi executada com um coral de 3500 crianças presentes em volta do palco. Durante a música, foi montado um mosaico gigante com desenhos de várias crianças;

2- Michael Jackson não chegou a receber o valor de US$ 1 milhão oferecido. Ao invés disso, a NFL e a Frito-Lay, subsidiária da Pepsi e patrocinadora do Halftime Show de 1993, doaram US$ 100 mil para a Heal The World Foundation, uma instituição de caridade fundada pelo próprio Michael Jackson

O Legado

Depois do estrondoso sucesso, não é difícil imaginar que a NFL enxergou uma oportunidade de alavancar cada vez mais sua audiência trazendo mais celebridades para os jogos seguintes. Os anos 2000 em diante foram especialmente marcados por grandes estrelas e bandas marcantes como Christina Aguilera, U2, Rolling Stones, Janet Jackson, Lady Gaga e tantos outros.

Tudo isso, graças à grande jogada de Marketing da NFL e o talento e brilhantismo do eterno rei do Pop.

Muito obrigado, Michael Jackson!

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