Freezer Bowl

Faltam 29 dias para a 100ª temporada da NFL e hoje relembramos mais uma grande história da liga: o épico duelo no gelo! Acesse fumblenanet.com.br/nfl100 para conferir outras histórias épicas!

Os playoffs da AFC da temporada 1981 deram uma sequência de jogos memoráveis ao fã do esporte: uma semana depois de disputar a partida no calor extremo que ficou conhecida como “Epic in Miami”, a equipe do San Diego (hoje Los Angeles) Chargers viajou para Cincinatti para enfrentar o Bengals na final de conferência. Depois de encarar o calor e umidade da Flórida, era a hora do frio extremo do inverno de Ohio.

Num ranking de sensação térmica, essa foi a partida mais fria da história da NFL (em marcação de termômetros, o Ice Bowl foi mais frio), com os jogadores em campo sentindo como se a temperatura fosse de -38,3ºC (na semana anterior, era uma temperatura de 31ºC, uma diferença de 69º). Em depoimento, o RB/ST Hank Bauer afirmou que sair do túnel e entrar em campo “era como se o vento te acertasse, como se atirassem 100 facas em você”. E ao voltar do campo para o vestiário, disse aos colegas: “qualquer que seja a proteção contra frio que tenham vestido, podem tirar. 1) vocês não vão conseguir se mexer com tanta roupa e 2) não vai adiantar nada”. Durante o jogo, foi possível ver pequenos cristais de gelo se formando na barba do quarterback Dan Fouts.

Duas curiosidades dessa partida: o Bengals fez o kickoff pra abrir tanto o primeiro quanto o segundo tempo: ao vencer o cara ou coroa, optou por chutar pra iniciar o jogo, usando posicionamento de campo com o vento contra o Chargers, numa tentativa de frear o forte ataque aéreo da equipe; no segundo tempo, San Diego optou por receber o kickoff, mas agora com o vento a seu favor.

Outro fato curioso é que o head coach do Bengals, Forrest Gregg, participou dos dois jogos mais frios da história, uma vez que era um dos OL do Packers no Ice Bowl (1967). E saiu vencedor de ambos, com o Bengals derrotando o Chargers por 27-7 e partindo para jogar o Super Bowl XVI.

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