Faltam 32 dias para a 100ª temporada da NFL e hoje relembramos mais uma grande história da liga: as loucuras da primeira final da NFL! Acesse fumblenanet.com.br/nfl100 para conferir outras histórias épicas!

Em 1932, a National Football League decidiu criar uma final. Até ali, o campeão era decidido pela melhor campanha na temporada regular (sim, a NFL já foi disputada em pontos corridos). A crise econômica do país atingiu pesado a NFL, que tinha apenas oito membros, seduziu os times com uma partida extra e mais uma oportunidade de arrecadar.

As expectativas eram altas para a primeira final, com o Portsmouth Spartans (hoje Detroit Lions) e o Chicago Bears ambos tendo uma campanha de seis vitórias e uma derrota. A partida estava marcada para o Wrigley Field em Chicago, mas o clima não permitiu (uma nevasca cobriu o campo, que tinha neve até a cintura, aproximadamente), e o jogo foi remarcado para o Chicago Stadium, lar do Chicago Blackhawks (NHL).

O problema é que o campo tinha apenas 60 jardas de comprimento e 45 de largura (as dimensões normais são 100 jardas de comprimento e 53 1/3 de largura). As condições eram tão críticas que os field goals não eram permitidos (não havia campo suficiente pra isso). Os kickoffs eram da linha de 10 jardas, assim como os touchbacks. Sempre que um time atravessava a metade do campo, os juízes reposicionavam a bola 20 jardas pra trás, para aumentar artificialmente o comprimento do campo.

O Spartans enfrentou um problema extra para a disputa da partida: o quarterback All-Pro Earl “Dutch” Clark não ficou disponível para o jogo por um motivo especial: não conseguiu folga no trabalho (era treinador de basquete em Colorado College, e a universidade não liberou o atleta para uma partida fora do calendário).

Você deve estar se perguntando como um ginásio de hóquei foi transformado num campo de futebol americano. Pois bem, dois dias antes, um circo havia se apresentado no local e coberto a arena com terra. Mas os elefantes trataram de deixar um “presentinho” extra (um jogador passou mal com o cheiro).

Sem field goals e sem conseguir tração na terra para corridas, o jogo se transformou num duelo de goal-line stands e punts (que eram chutados na arquibancada) e chegou ao quarto período sem pontos no placar. Um retorno de interceptação (foram oito na partida, contra cinco passes completos) colocou Chicago na linha de 7 de ataque. Duas corridas de Bronco Nagurski depois, o Bears estava na linha de 2. A bola veio para Nagurski mais uma vez, mas quando este viu a muralha roxa em sua frente, levantou a cabeça e fez um passa para o HB Harold “Red” Grange, que recebeu sozinho na endzone. Um safety cometido pelo punter do Spartans colocou o placar em números finais, Bears 9-0 Spartans.

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