Faltam 98 dias para a 100ª temporada da NFL e hoje relembramos mais uma grande história da liga: momento em que o esporte ajudou no luto de um país. Acesse fumblenanet.com.br/nfl100 para conferir outras histórias épicas!

Dificilmente você encontrará momentos mais emocionantes que a rodada da NFL que foi realizada logo após a tragédia de 11 de Setembro de 2001. A decisão da liga foi de deslocar as partidas que aconteceriam em 16 e 17 de Setembro, a semana 2, para uma “semana 18”, a ser jogada em Janeiro de 2002.

O comissário Paul Tagliabue consultou a Casa Branca sobre o que fazer com a rodada que aconteceria 5 dias depois, mas recebeu como resposta um grande “a escolha é sua, não podemos tomar decisões por todo o país neste momento”. Tendo em mente os resultados da escolha do seu antecessor, Pete Rozelle, que se arrependera de manter os jogos da liga dois dias depois do assassinato de John F. Kennedy, Tagliabue começou então a se consultar com os membros de sua equipe, mas com o sentimento que interromper a vida do país seria mais uma vitória para os terroristas. E em 48 horas, veio a decisão: nenhuma partida seria disputada naquela semana. A resposta dos fãs viria na partida seguinte.

Em 23 de Setembro, o New York Giants visitou o Kansas City Chiefs e foi recebido com uma ovação pela torcida do mandante. Manifestações foram vistas em todo o país. E no Super Bowl XXXVI, adiado para 3 de Fevereiro, mais uma rodada de homenagens foi vista: o logo do evento, que até então era desenhado com características da cidade-sede, foi refeito para o formato do mapa dos EUA e cores da bandeira norte-americana. Vários shows entoavam músicas de liberdade e exaltações à pátria (como Paul McCartney tocando “Freedom”, escrita especialmente para a ocasião).

E o show do intervalo, marcado para a cantora Janet Jackson, foi cedido para apresentação e homenagens da banda irlandesa U2. George W. Bush foi o primeiro presidente a participar presencialmente do coin toss, junto com o MVP do Super Bowl VI e ex-jogador da Academia da Marinha, Roger Staubach.

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