Escolhido na 2° rodada do draft 2013 pelo Tennessee Titans, Justin Hunter nunca conseguiu se provar na NFL. Recheado de expectativas depois de uma prolifica carreira na Universidade do Tennessee, enfrentou uma transição bastante difícil para NFL. Passou por lesões e quando esteve em campo, não produziu a altura. Sua passagem pelo Titans durou apenas 2 temporadas. No início do calendário de jogos de 2016, ele foi dispensado.

Com a chance de ter um novo rumo, Hunter parou em Miami. Sua passagem durou nem um mês inteiro pelo Dolphins. Logo em seguida o Bills deu uma chance para ele em Outubro de 2016, onde ficou o resto da temporada. Ele terminou o ano com 10 recepções, 189 jardas e 4 TDs. 

Desacreditado na carreira, Steelers assinou o contrato de 1 ano com ele em Março de 2017. A principio, o plano seria ter um “substituto” pelo menos fisicamente parecido ao de Martavis Bryant, que até então era um incógnita para a temporada. Mike Tomlin e Todd Haley viram como um alvo “maior” fez falta nos playoffs na temporada e as dificuldades gerais na redzone. Contra o Chiefs, por exemplo, Chris Boswell ganhou a partida pontuando sozinho.

Diante da profundidade do corpo de WRs, Hunter sabia que precisava se mostrar desde o seu primeiro dia. E foi exatamente isso que aconteceu. Na sua coletiva de imprensa semanal, Mike Tomlin disse que Hunter sem sido um “playmaker” consistente em todo seu processo até chegar ao roster final.

“Seja nos OTAs, training camp, ele fez várias jogadas estilo aquela contra o Panthers em outra noite”.

Tomlin ainda comentou que ele sabe usar bem seu “arsenal de ferramentas”.É um cara de 1.93M de altura e correu 4.3 segundos no combine alguns anos atrás. Combinado esses seus atributos a um desenvolvimento por parte da comissão técnica do Steelers, tivemos um jogador que agradou muito o HC. 

Mas, se tivesse que apostar quem garantiu ele no roster final, diria que foi o Ben Roethlisberger. Desde o início da preparação da equipe que ele vem só rasgando elogios para o novo camisa #11. Durante seu programa de rádio na manhã da terça-feira, o QB se mostrou impressionado com o que viu dele nos treinos.

“Teve uma bola que joguei alto de propósito, quase tentando ‘tirar’ a bola do alcance dele mesmo. Ele pulou e pegou a bola se equilibrando em um pé. Todos nós ao redor ficamos ‘wow, aquilo foi especial'”.

Como vimos nos números de 2016, Hunter “cheira” Touchdown. 40% dos passes recebidos por ele foram pontuações. Na sua carreira, a proporção se mantém boa: 15% dos passes recebidos por ele foram na endzone. O Steelers identificou a oportunidade para ajudar a resolver um dos seus maiores problemas das últimas temporadas. Ter alvos como ele e Martavis Bryant podem ser o diferencial daquelas partidas “apertadas” que muitas vezes nesse detalhe, perdemos por 3 pontos.

Em entrevista recentemente, Art Rooney, comentou que a redzone é a parte do time que precisa melhorar “dramaticamente”.

“Temos que ser melhores na redzone. É só um fato de ter mais consistência. Eu acho que temos todas as peças para manter o nível durante todo jogo e todas as semanas da temporada”.

Steelers terminou em 16° na temporada passada nesse quesito. Isso vai de encontro com estatísticas que o time ficou top 10 na temporada (total de jardas e pontos por partidas).

O sucesso do time na temporada passa diretamente por aqui. Como sempre falo no twitter: Redzone é TD. É uma obrigação para esse time.