A espera pela NFL acabou, porém a primeira partida da equipe não foi nada animadora. A pré-temporada, e a chegada de bons jogadores deram uma esperança aos torcedores de que o time iria sobrar esse ano, mas não foi bem assim. No primeiro jogo de temporada regular em Minesota, a equipe teve uma performance bem abaixo do esperado, abaixo até mesmo das ultimas atuações de 2016. Pontuarei agora os óbvios erros da frustrante derrota de segunda, mas apesar disso, tentarei mostrar também o que pôde ter sido tirado de bom, além de fazer uma prévia para o jogo de domingo contra os Patriots em NOLA.

Principais problemas

  • Comissão técnica: O gameplan da partida foi uma verdadeira bagunça, houveram snaps com apenas 10 jogadores do lado de defesa, mostrando a falta de comando e concentração tanto de Sean Payton como de Dennis Allen. Outra situação incompreensível que pode ser atribuída aos treinadores foi a insistência com o fraco DeVante Harris, o Cornerback estava muitas vezes configurado para marcar o WR #1 adversário, e o resultado não poderia ter sido diferente, Harris tomou um verdadeiro baile a partida inteira, parecendo um jogador de flag football, e foi um absurdo ele não ter sido sacado do time no intervalo.
  • Secundária: Que a secundária do Saints é uma das piores da liga há um bom tempo, todos sabíamos, porém era esperada uma melhora nessa temporada com a chegada de novos jogadores, mas o setor foi mal a ponto de fazer Sam Bradford ter uma performance de Pro Bowler. Isso muito se dá a pífia atuação de DeVante Harris, falada a pouco, porém o resto dos cornerbacks não foram muito bem, apesar de Lattimore e PJ terem começado o jogo sólidos, se perderam um pouco na partida, e Vaccaro, o melhor jogador de secundária da equipe, também não teve o desempenho esperado.
  • Ataque inoperante: O problema que parecia mais distante chegou, o ataque comandado por Drew Brees esteve apático o jogo inteiro, aparecendo algumas vezes na redzone, e se contentando com Field goals. Brees esteve muito conservador durante a partida, e isso, junto com o péssimo controle do relógio pode ter prejudicado a equipe. Acredito que um fator fundamental para esse desempenho do ataque foi a ausência de Willie Snead, válvula de escape para Brees, que aparece bastante em situações de 3º down. Talvez a entrada do recém chegado Austin Carr, possa diminuir um pouco o impacto da falta que o dinâmico Snead faz.

Coisas boas podem ser tiradas

  • Left Tackle: Muitos falavam, inclusive eu, da preocupação com a posição de Left Tackle, ainda mais com Terron Armstead fora. Porém o calouro Ryan Ramczyk se mostrou, no mínimo, sólido contra uma linha experiente e pesada como a do Vikings, e provou que pode ser uma alternativa valiosa e confiável para a temporada.
  • Anzalone: Os linebackers, apesar de terem deixado um pouco a desejar na cobertura, foram bem no geral, e Anzalone, para mim, foi o principal destaque do grupo. O calouro fez ótima partida, sempre perto da bola, parando as jogadas com rapidez e eficiência, e teve como ponto alto de sua atuação, um ótimo PBU na endzone, forçando os Vikings a um Field goal.

 

A espera de Tom Brady

O jogo de segunda, apesar de frustrante, já passou, e os jogadores devem esquecê-lo o mais rápido possível para evitar uma nova derrota. Isso porque o desafio da semana 02 é o New England Patriots que irá a New Orleans mordido após uma derrota em casa para os Chiefs. Apesar do favoritismo adversário, de nada vale jogar a toalha, a equipe pode acreditar na vitória, caso mudanças radicais sejam feitas em relação ao primeiro jogo. Estou curioso em relação aos cornerbacks relacionados para a partida, lembrando que os Patriots, mesmo com alguns desfalques, ainda têm Brady, Gronk e Cooks, e nossos jogadores terão que se portar muito melhor na próxima partida. Outro ponto é a questão da linha ofensiva, que não contará com o experiente Zach Strief, e com isso, Payton terá que formar um gameplan para reforçar o lado direito da linha, que estará mais fragilizada. Tiradas essas dúvidas, se o ataque voltar ao normal, e a equipe se mostrar organizada e preparada para um playbook complexo como o de Bill Belichick, a torcida pode acreditar, em uma vitória, sabendo que será suada.