Draft Ravens 2019
É nação, chegamos a mais um Draft. E que Draft! Talvez o mai polêmico dos últimos anos que nosso time já teve. A estratégia traçada pelo estreante Eric DeCosta não era segredo e estava muito clara: O foco era o ataque, e assim foi. Focamos no ataque, em alguns momentos até demais, mas como um todo fizemos um ótimo Draft e vou te dizer o porquê, meu caro amigo. No fim darei a minha nota.

Dia 1

DeCosta acertou ao escolher , na primeira Rodada, um Wide Receiver, que era nossa maior necessidade. E escolheu o melhor WR disponível, Marquise Brown. Excelente escolha! DeCosta não foi na onda dos analistas e foi atrás de uma pick segura e correta, não inventou e atirou no alvo.

Dia 2

Jaylon Ferguson, segunda escolha no Draft do Baltimore Ravens
Créditos: Steven Erler / USA TODAY Sports
Mesmo não conseguindo uma troca na segunda rodada, algo que frustrou muito o GM, fomos para a terceira, e mais uma vez fomos bem. Escolhemos Jaylon Ferguson e Miles Boykin, dois jogadores muito produtivos.

 

Jaylon Ferguson é um bom jogador. Ele é ainda que cru, mas DeCosta o escolheu por ser extremamente produtivo, ao ponto de quebrar o recorde de sacks da NCAA. Sabemos que Ferguson não é um primor técnico, mas é extremamente produtivo, e se estávamos atrás de alguém que faz muitos sacks, esse é o cara.

 

Miles Boykin é um ótimo jogador, qualquer movimento que fizemos valeu a escolha. Muito técnico e com mãos seguras, reforçamos a posição mais carente do elenco com dois excelentes playmakers. Se tem algo que eles não são é dropadores, problema do qual sofremos muito nos últimos anos, e são técnicos e produtivos. Miles Boykin surpreenderá muita gente.

Dia 3

Justice Hill, RB escolhido no draft 2019 pelo Baltimore Ravens
Créditos: Rob Ferguson / USA TODAY Sports

 

Na quarta rodada fizemos 3 escolhas e, mais uma vez, foco no ataque. Justice Hill, RB; Ben Powers, OG; e Iman Marshall, CB.

 

Justice Hill era o terceiro melhor RB do Draft e fomos bem ao escolhê-lo na quarta rodada, uma máquina de touchdowns e de tackles quebrados. Como diz a música:  moleque é liso.

 

Ben Powers vem para reforçar a linha ofensiva. Não é excepcional, porém seguro. Valeu a escolha, até por ser de um setor que precisamos reforçar. Ben Powers vem pra somar e ele pode se tornar um excelente Guard. Uma boa escolha.

 

Iman Marshall foi, talvez, a pior pick que tivemos no Draft. Um bom CB e só. Veio para um setor onde já temos muitos e bons jogadores, mas acho que tem coisa por trás da escolha, talvez corte de algum jogador (Cof Cof Jimmy Smith). Só vamos entender essa escolha no futuro, mas até então não foi uma boa escolha, podia usar para um LB, posição essa que foi ignorada no Draft.

 

A duas últimas escolhas foram Daylon Mack e Trace McSorley. O primeiro saiu na quinta rodada e é DT, o segundo saiu na sexta e é QB.

 

Entendo que precisamos reforçar a linha defensiva, mas porquê não um LB? Tínhamos boas opções no Board e selecionamos um DT, que nem de longe é uma necessidade urgente. Mas sobre o jogador, é mediano pra bom, fez parte de linha defensiva que oscilou muito. Vamos ver no que dá.

 

Eu não concordo com a escolha de Trace McSorley, porém entendo. Precisamos de 3 QBs no elenco e com as mesmas características. Não sou o maior fã de McSorley, mas vale a 6a rodada.

O Saldo Final Do Draft

Esse foi o nosso Draft, coerente com a nova identidade que está sendo criada para a franquia, um sólido e forte ataque. Podemos esperar um time ofensivo explosivo e um novo Ravens sob o comando de Eric DeCosta.

 

Enfim, antes da nota, vamos a duas observações que não tem como eu deixar de lado…

 

Observação 1: Se você sentiu falta de jogadores de defesa nesse Draft, não se desespere. Provavelmente, vamos reforçar esse setor com quem estiver disponível no mercado. Portanto, fiquem tranquilos, a Free Agency não acabou e DeCosta parece que não vai parar de se movimentar nem tão cedo. Vamos aguardar

 

Observação 2: Nós demos um show de inclusão nesse Draft. Me emocionei muito ao ver Mo Gaba, uma criança deficiente visual, lendo e anunciando a escolha, pela primeira vez um card em braille foi lido na NFL, emocionante! E não podemos deixar de fora Miles Taylor, atleta levantador de peso com paralisia cerebral, anunciando uma escolha nossa. Coisas assim me fazem ter orgulho do time que torço, e mostra como é importante a inclusão e a luta contra qualquer preconceito. Demos um show! Parabéns a diretoria!

 

Agora, rufem os tambores…

 

Nota 8,0 – Fizemos um bom Draft. Turbinamos o ataque, dando excelentes opções para Lamar Jackson trabalhar. Mas a falta de um LB e a escolha de Iman Marshall com alguns bons LBs disponíveis não poderiam passar em branco. Entretanto, no geral, fizemos um Draft sólido e com boas escolhas.
Eric DeCosta e seu primeiro Draft como General Manager

Caíque Pacheco

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