Na última semana, o repórter da NFL Network, Ian Rapoport, informou que o Los Angeles Rams irá reunir-se com o seu principal Running Back – e melhor jogador ofensivo do time – Todd Gurley, para discutir o futuro do jogador na franquia; não descartando uma troca. Caso a mesma seja confirmada, o resultado deve evidenciar a razão do porque não dar um contrato caro e extenso a um Running Back atualmente. Vamos explicar:

O Contrato com os Rams:

Após uma temporada regular espetacular em 2017, o que lhe rendeu o prêmio de Offensive Player Of The Year, Todd Gurley recebeu dos Rams um contrato de $57.500,000 por 4 anos; uma média de $14.375,00/ano, sendo $45.000.000,00 garantidos. Esse é o segundo maior contrato para um jogador da posição, só perdendo para o de Ezekiel Elliott, do Dallas Cowboys.

Por qual razão os Rams podem estar estudando trocá-lo?

Todd Gurley no Super Bowl LIII contra o New England Patriots, em Atlanta. (Photo by Michael Zagaris/Getty Images)

Nos playoffs de 2018 e no Super Bowl LIII, Gurley teve uma notória queda de rendimento e até de volume de jogo. Porém, imediatamente ligadas a uma lesão no joelho que o jogador já havia sentido naquela temporada. Já na última temporada, teoricamente recuperado da lesão, o Running Back seguiu bem abaixo e não teve um bom ano; levando a um questionamento de se ele já estava realmente recuperado.

A resposta do que foi levantado é uma incógnita, e o que se sabe é que com o rendimento abaixo do esperado, Todd Gurley e os Rams ficaram de fora dos playoffs.

Lição para não dar grandes contratos em Running Backs

Se o Los Angeles Rams trocarem Gurley nessa offseason, muito provavelmente não será o negócio dos sonhos, visto o contrato caro do jogador, e ainda, estará arcando com um dead cap de mais US$ 12,000,000. Ou seja, nessa linha, uma troca apresentará um prejuízo em relação ao contrato de qualquer forma. Aí entra o “x da questão”, ter dado um contrato desse em um Running Back não foi uma das melhores decisões possíveis.

Primeiramente, a “vida útil” de um jogador dessa posição é menor do que das outras. Ou seja, o tempo de carreira de um Running Back e, consequentemente, o período que ele apresenta um alto nível de jogo são (salvo raras exceções) os menores dentre todas as posições; visto que ele está constantemente exposto a muitas pancadas, acumulando lesões e concussões durante a carreira.

Em segunda instância, times como San Francisco 49ers, Baltimore Ravens e Indianapolis Colts vêm nos mostrando que é muito possível estabelecer um ótimo jogo terrestre sem grandes estrelas na posição de Running Back. Para isso, basta montar um bom esquema, utilizando motions e options, e investir em uma boa linha ofensiva que seja capaz de abrir gaps para o jogo corrido.

Times que podem trocar por Todd Gurley

Caso os Rams coloquem realmente o Running Back disponível para troca, aqui estão alguns times com um bom cap space e com certa carência na posição, que acreditamos que podem se interessar em um negócio pelo jogador:

  • Tampa Bay Buccaneers – Cap space: 84 milhões*; Principais RBs: Ronald Jones II e Peyton Barber.
  • Miami Dolphins – Cap Space: 93 milhões*; Principais RBs: Kalen Ballage e Patrick Laird.
  • Detroit Lions – Cap Space: 45 milhões*; Principais RBs: Kerryon Johnson e Bo Scarbrough.

*Dados do Spotrac.

O futuro de Todd Gurley ainda é incerto, mas diante de toda essa situação que envolve o jogador, já podemos tirar como aprendizado que dar um contrato caro e, sobretudo, extenso a um Running Back, é um equívoco.

2 COMENTÁRIOS

    • Oi Everton. O foco do texto é o Todd Gurley porque ele é o caso atual, a próxima grande situação envolvendo running backs que já tiveram contrato renovado depois do termo de calouros. Alvin Kamara e Christian McCaffrey não estão longe de serem alvos de discussão também por estarem chegando ao momento de negociação.

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