Pós-jogo: o bom, o ruim e o fim da temporada

Depois de ficar uma temporada fora dos playoffs, os Colts voltaram a pós-temporada graças a um recorde 11-5 e vaga garantida na última semana. Um confronto pesado esperava os Colts, que enfrentariam o Buffalo Bills de 13 vitórias e três derrotas na temporada regular. Apesar de competir e mostrar força, Indianapolis errou além do que um jogo de playoff permite e acabou derrotado por 27-24 que decretou o fim da temporada.

O BOM

Uma das principais metas do time para a rodada de Wild Card, além de vencer, era demonstrar capacidade de competir por 60 minutos. As oscilações durante os jogos vinham atormentando os Colts que pecaram inúmeras vezes durante a temporada jogando apenas um tempo da partida. Neste fim de semana o time de Indianapolis demonstrou capacidade de concentração durante uma partida completa, apesar dos erros individuais. A defesa cedeu 27 pontos para um dos ataques mais poderosos da Liga, o que não é uma marca ruim quando lembramos da média de mais de 38 pontos dos Bills nas últimas três semanas da temporada regular.

Ao mesmo tempo, o ataque conseguiu 24 pontos contra uma defesa agressiva e que mostrou-se preparada para parar nossa maior arma: o jogo terrestre. O time ofensivo até conseguiu algumas campanhas longas, entretanto alguns erros individuais minaram as chances de uma melhor pontuação. Apesar de algumas chances desperdiçadas, Philip Rivers foi o destaque do time com uma de suas melhores atuações na temporada com 27/46 passes completos, 309 jardas e dois TDs. O veterano fez o que pode e quase conseguiu conduzir a campanha para empatar o jogo no fim. Também devemos elogiar o time de especialistas que, apesar de um FG não convertido, colocou os Bills em posições de campo ruins, em que a defesa conseguiu converter em campanhas curtas de 3&Out para os donos da casa.

O RUIM

Novamente temos a sensação de que os Colts perderam para eles mesmos. Ainda que o time tenha permanecido competitivo durante os 60 minutos em campo, erros individuais e pontuais custaram avanços no campo e, consequentemente, custaram pontos no placar. Primeiramente podemos falar do enorme número de drops que não foram tão constantes durante a temporada, em especial por Michael Pittman Jr. e Jonathan Taylor. Em segundo lugar podemos citar a falta cometida por Kemoko Turay em uma quarta descida onde Buffalo buscava exatamente um deslize da defesa dos Colts para avançar no campo.

Ainda podemos destacar o field goal não convertido de Rodrigo Blankenship, que acertou a trave no início do terceiro quarto e nos impediu de diminuir a vantagem dos Bills. Citamos também uma chamada questionável de Frank Reich numa 3rd & Goal ou o desafio feito no momento errado. Percebe-se que um único fator não foi o motivo do insucesso dos Colts no jogo. Em resumo, o conjunto de problemas apresentados num jogo em que a margem para erro era mínima. Muitos dos erros vieram de calouros, o que parece menos desanimador quando consideramos que ainda existe margem de crescimento para os mesmos.

O FIM DA TEMPORADA

É impossível comemorar uma temporada dos Colts que terminou antes do que o time e a torcida gostariam. Não podemos negar que o jogo se desenhou de forma que aumentasse a sensação de que Indianapolis poderia ter ido mais longe nos playoffs. Entretanto, para um time que era considerado por muito não merecedor de chegar a pós-temporada, é completamente aceitável dizer que os Colts fizeram um dos melhores jogos da rodada de Wild Card. Melhor, inclusive, que times com mais talento ou mais badalados pelas mídias e comunidade da NFL no Brasil. A “lavada” esperada por muitos passou longe de acontecer e, ao mesmo tempo, os Colts foram competitivos contra um time candidato ao Super Bowl. Por fim, os erros não-forçados cometidos pelo próprio time resultou no fim da temporada para Indy.


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