Emoção e Razão
Existem fatos que são melhores tratados pelo coração do que pela cabeça. Ainda estou sem acreditar que Brian Gutekunst, um GM muito questionado por suas decisões, trouxe Micah Parsons para Green Bay. Houve rumores, houve fumaça, mas quase ninguém acreditava que os Cowboys seriam capazes de tamanha incompetência administrativa. Pois é, foram!
Reações e Expectativas
As reações foram as mais diversas. A incredulidade tomou conta dos comentários e, muitas vezes, os que desdenham fazem isso mais para esconder o receio do que para provar um ponto. Parsons eleva não só a defesa, mas todo o time de Green Bay a um patamar superior, inquestionavelmente.
Contudo, a cabeça ainda resiste: não é possível que algo tão maravilhoso tenha acontecido sem alguma consequência escondida em um canto obscuro do futuro. Já o coração palpita de felicidade, ansioso por sacks, jogadas fantásticas e vitórias.
O Show de Jerry Jones
Todo dia saem de casa um malandro e um idiota, e tudo indica que ontem isso aconteceu novamente. Lá vem a razão ponderando: “Espero que o idiota não tenha sido o nosso lado.” Não tem como, né? Jerry Jones ganhou sua mídia, fez seu show e inflou o ego em troca de um dos melhores jogadores da NFL.
Portanto, o problema tem que estar lá. A nós, cabe desfrutar o momento. O futuro não está sob nosso controle. O presente, sim. E o presente é maravilhoso!
Os Termos da Troca
Se perder Micah Parsons já seria absurdo, os termos da troca tornam tudo ainda mais inacreditável. Foram apenas duas escolhas de primeira rodada (2026 e 2027), Kenny Clark e ponto final. Foi menos do que os Bears pagaram por Khalil Mack e menos do que os Seahawks pagaram por Jamal Adams!
Além disso, dificilmente essas escolhas serão altas. Talvez uma escolha 32, quem sabe? Claro, racionalmente, algo pode dar errado. Afinal, quando a esmola é demais, o santo desconfia. Porém, olhando para o presente, não há uma crítica sequer contra Green Bay. A negociação foi primorosa.
Desde Jordan Love, hoje o melhor “recrutador” da franquia, até Brian Gutekunst, que, talvez para mostrar serviço ao novo chefe ou talvez para aproveitar uma janela inesperada, simplesmente fez o impossível.
O Adeus a Kenny Clark
Por fim, é preciso falar de Kenny Clark. Recentemente escrevi sobre como gosto do jogo dele e como esperava vê-lo voltar a atuar em alto nível. No entanto, diante desse cenário, não havia como sustentar sua permanência. Por mais querido, profissional e talentoso que seja, o time e a instituição precisam estar acima do indivíduo.
Clark merece ser lembrado como o grande jogador que foi em Green Bay. Ele talvez merecesse ficar e colher as glórias que a chegada de Micah Parsons pode trazer. Mas, se ficasse, Parsons não viria. Nem tudo é perfeito para todos, infelizmente.
Sucesso, Kenny — e obrigado por tudo.