Geaux Saints: Pré-jogo Cowboys @ Saints

         Antes de falar sobre o confronto do Sunday Night em New Orleans, vou comentar sobre a excelente vitória do Saints em Seattle. Havia muitas dúvidas em relação à equipe, que eram justificadas pela ausência de seu maior ídolo, Drew Brees, mas Sean Payton mostrou o porquê de estar entre os melhores treinadores da liga ao montar um gameplan que beirou a perfeição. Para a equipe se manter na briga nesse período sem Brees serão necessários três componentes: um ataque sólido, uma defesa clutch, que force turnovers e sofra poucos touchdowns, e uma contribuição dos special Teams, e tivemos os três no domingo passado. Teddy Bridgewater, após um longo período sem atuar em um jogo de relevância começou a partida como se esperava, arriscando pouco, com passes curtos, mas com muita frieza em um ambiente hostil como o de Seattle, controlou muito bem o ataque e foi ganhando confiança com o passar do jogo. Alvin Kamara foi um verdadeiro monstro e o principal motivo da nossa vitória, ele será fundamental nesse período sem Drew Brees, e mostrou que, ao receber todo o holofote do ataque, não deve nada a nenhum dos grandes running backs da liga. Quanto à defesa, apesar de não termos conseguido nenhum sack, nossa linha defensiva não deixou Russel Wilson em paz e anotou um número QB hurries impressionante, a secundária por outro lado, sofreu muitas jardas, mas apareceu nos grandes momentos, seja em conversões de 4ª descida ou forçando o fumble que resultou em mais 7 pontos para a equipe. Para finalizar, gostaria de destacar a performance dos special teams, que foi fundamental para a vitória. Além claro, do retorno para touchdown de Deonte Harris, que vinha de consecutivos retornos positivos, Thomas Morstead foi importantíssimo, com quatro punts dentro da linha de 20 yds, sendo dois na linha de 10, o que o rendeu o prêmio de jogador de ST da semana.

         Falando finalmente do duelo contra os Cowboys, acredito que no domingo teremos o maior desafio desse período sem Brees. A equipe do Texas, mesmo enfrentando adversários mais fracos, está invicta e é, junto com o Saints, uma das contenders na NFC. Dak Prescott vem em boa fase e tem ótimos valores ao seu lado, uma forte linha ofensiva, bons recebedores, com menção a Amari Cooper, que vem muito bem, e além claro, do fortíssimo ataque terrestre, que fora Ezekiel Elliot, um dos melhores da liga, pode também machucar com Prescott. Nossa defesa contra o jogo terrestre já vem há algum tempo muito bem, raramente cedendo números altos de jardas, porém temos o costume de sofrer com quarterbacks móveis, e isso é algo que os linebackers deverão estar atentos. A secundária, assim como ano passado, começou devagar, e terá um grande desafio pela frente, contra os Rams sofremos contra os três recebedores, e Dallas também tem boas opções no ataque aéreo que podem complicar a vida do setor. Uma boa maneira de amenizar esse difícil confronto está na linha defensiva, que vem constantemente pressionando o quarterback adversário, porém está falhando no momento de concretizar os sacks, algo que deve ser melhorado para forçar Prescott ao erro.

Falando do outro lado agora, a defesa dos Cowboys não vem no mesmo nível do ano passado, não conseguiu nenhuma interceptação e apenas 5 sacks nos três primeiros jogos contra adversários fracos. Porém sabemos bem do potencial dessa defesa, que foi uma das melhores da liga ano passado e pode despertar a qualquer momento. Visto o desempenho de Kamara no último jogo, acredito que eles estarão bem atentos ao nosso jogo terrestre, enchendo bastante o “Box”, o que pode significar marcações mano a mano em Michael Thomas, que foi estabelecendo confiança com Bridgewater com o passar da partida em Seattle, e amanhã já deve ter uma conexão melhor. Para finalizar, os Special Teams também serão fundamentais, como vimos domingo passado, eles também ganham jogo.

Para finalizar, acredito que Sean Payton deverá fazer o mesmo que na semana dois, um gameplan que resultou em pouquíssimos erros, além de precisar fazer chamadas criativas que confundam a defesa adversária, que conta com um grupo de linebackers muito inteligentes. Hoje, não vejo o Saints como favorito, mas vejo um jogo extremamente aberto e disputado.

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