Teria Washington um futuro quase acéfalo?

“Viva o WASHINGTON FOOTBALL TEAM!”

APORANGA, nação uóxintoniana futeboliana timeniana!

Mais uma semana, mais um artigo quase acéfalo. Será que consigo seguir com isso todas as semanas? Acompanhando o famigerado Washington Football Team, acredito que esta coluna está com seu foco – o quase acéfalo – bastante intrincado com a franquia.

Temos hoje no roster três quarterbacks que têm uma coisa em comum: são todos ruins quando estão em campo, jogando futebol americano. Todos perdem leituras, fazem checkdowns cedo demais e não arriscam no fundo de campo – ou mesmo no meio do campo.

Quem são os sete suspeitos?

O nosso coordenador ofensivo, no meu entender, tem uma grande parcela de culpa: por que cargas d’água praticamente não temos tentativas de passe acima de 10 jardas em nosso playbook?

Mas o problema não é só dele: erro de decisão, como por exemplo um passe do Haskins numa comeback ao invés de tentar a bola mais profunda que o Laurinho estava livre (contra os Browns, salvo engano). Esta é a essência de nossos QBs até o momento: leituras ignóbeis para as armas disponíveis nos seus poucos momentos de separação.

Há problemas outros: não temos um G do lado esquerdo (Wes Martin teve nota 0.2 no PFF!), nossa proteção de passe em geral está péssima, nosso Tight End é nada mais que um fritador de batatas fortinho; mas a falta de tentativas na zona entre os linebackers e os safeties adversários, pelo meio, denota um problema de leitura e de falta de capacidade de nossos recebedores.

Não vou chover no molhado falando de Logan Thomas. Ele não merece os bits necessários para falar dele – ele é horrível e isso já basta saber. Mas o texto é sobre nossos quarterbacks. Num momento que desistimos, após 11 jogos, de Dwayne Haskins, a posição que é o cérebro do time está exatamente como esta coluna: quase acéfala.

Washington e seu futuro quase acéfalo

Há futuro assim? A resposta é simples: não. Kyle Allen pode ter dado alguma esperança para alguns, mas a questão é uma só: ele é um journeyman, no qual gastamos uma escolha de quinta rodada, com o desejo de que, por ele “conhecer o sistema” de Scott Turner, ele conseguiria fazer as correntes andarem na lateral do campo. Qualquer semelhança com a frase “Dante conhece os alemães” não é mera coincidência.

INACREDITÁVEL!!! QB Alex Smith #11 com retorno fenomenal após 693 dias e uma lesão devastadora, foi o ponto positivo de domingo

Precisamos, ainda mais, de no mínimo um quarterback funcional, nível “Kurt”, para que possamos no mínimo não ter vergonha de torcer para esse time de modo disfuncional a cada semana – e isso somente será solucionado via draft ou se dermos os U$45milhões que quer Dak Prescott para jogar ano que vem.

O futuro não pertence a Deus na NFL. Pertence aos times que têm quarterback. Nós não temos – ainda. Temos, entretanto, uma réstia de esperança: que Alex Smith volte a jogar, volte a ler defesas, volte a ler ataques e atrase um pouco seus checkdowns. Apesar da alegria em vê-lo jogar, temos de dizer: ele não foi bem. Foi nível Haskins contra os Browns, o que é ruim. Kyle Allen, por sua vez, foi nível Haskins contra os Ravens, o que também é ruim.

O que nos resta é sofrer..

Mas tudo indica que, após nossa semana de bye, iremos tentar Alex Smith novamente, esse merecedor do CPoY. E, se ganharmos alguns jogos, ficaremos mais longe de conseguir um QB bom no draft, por estarmos fora de posição para tal (há só dois que valem uma pick top10; porém, valem top1 e top2). Eu só espero que o futuro do time não seja como essa coluna: sem QB, um time quase acéfalo.

A torcida continua, até porque quem torce para o melhor time de todos os tempos no meu coração, está acostumado com o caos – que só deixará tudo muito mais doce quando sairmos dessa draga.

APORANGA!
#HTTWFT

texto por Antonio Cruz (tt: @fredericopisto1)
revisão por Diogo Araujo (tt: @diogoniiiii)


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“..Hail victory! Braves on the warpath, fight for old D.C.!”

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