Cheio de desfalques, o San Diego Padres recebeu o Philadelphia Phillies para uma melhor de quatro jogos em San Diego. Com a temporada caminhando para a sua metade, Bob Melvin aproveitou os jogos para analisar com calma os jogadores do elenco e ver quem realmente tem lenha para queimar no restante da temporada. Pena que poucos souberam aproveitar a oportunidade. Lembrando que um jogador de beisebol deve atacar e defender com a mesma eficiência, mas muitas vezes olhamos apenas os números ao bastão para julgar se um atleta é bom ou não.

No primeiro jogo da série, com transmissão pela ESPN, os Padres foram derrotados por 6 a 2. Como diria Muricy Ramalho se fosse treinador de beisebol, “a bolinha pune”. E puniu os Café e Ouro, que vencendo por 1 a 0 um Phillies completamente dominado por Joe Musgrove, lotou as bases na quarta entrada com dois eliminados. Mas não teve competência para capitalizar. Depois viu Musgrove entrar em ‘tilt’ pela primeira vez no ano, fato que os visitantes souberam aproveitar e castigar o ás na quinta e na sexta entradas. Stammen entrou para apaziguar o jogo, enquanto Hill fechou, ambos sem ceder corridas. De sete rebatidas, os Padres capitalizaram apenas duas, enquanto os Phillies foram 6 em 8. Hosmer voltou a esquentar no bastão, performando 2 em 4, com direito a um home run.

 

 

Placar de futebol no segundo encontro da série: 1 a 0 para os Padres. Mas foi o típico jogo em que os arremessadores fizeram muito bem o papel e deram pouca margem aos atacantes. Gore se recuperou da última jornada ruim atuando por 5.0 entradas, com três rebatidas cedidas, nenhuma corrida permitida e quatro adversário eliminados por strikeout. Crismatt assumiu o montinho na sequência, por duas entradas, sem ceder rebatidas. Garcia atuou por uma entrada completa e Rogers, com muito sofrimento, fechou com êxito o seu 22º jogo no ano. Do outro lado, Aaron Nola comandou a defesa dos Phillies com dez strikeout e só falhou no encontro familiar com Austin, que se ofereceu em sacrifício para impulsionar Hosmer de volta para casa, na solitária corrida do jogo. Com 2 em 3 ao bastão, Azocar saiu-se bem no ataque, mas também foi bem na defesa e mostrou muita velocidade no campo central.

 

 

O terceiro jogo foi marcado pela polêmica entre Snell e Harper, que quebrou o dedo após um arremesso sem controle do nosso abridor. Mais uma vez o camisa 4 teve uma atuação ao melhor estilo montanha russa, com altos e baixos, além de muitos sustos. Mas vai dando leves sinais de recuperar a confiança. Esteve em campo por 5.2 entradas, cedendo seis rebatidas e dois walks, que se tornaram nos quatro pontos dos Phillies. Wilson, Hill e Stammen apaziguaram a situação com sucesso. Pena foi o ataque ter apagado depois da boa quinta entrada, quando anotou as duas corridas do jogo. Mas produziu apenas quatro rebatidas, muito pouco para sonhar com uma melhor sorte. Profar, Alfaro (que impulsionou as duas corridas), Mazara e Abrams foram os únicos a entrar em campo por rebatidas. Cronenworth e Voit trabalharam a contagem e conquistaram o walk. Final: Phillies 4, Padres 2.

 

 

Encerrando a série, uma doída virada por 8 a 5. Os Padres venciam por 5 a 3 quando Darvish deixou o montinho – após seis entradas completas e nove strikeout – para a entrada de Crismatt, apaziguador que não havia cedido corridas em todo o mês de junho. E a invencibilidade do ‘primo’ caiu diante de um home run de três corridas. Depois dele, o time não se acertou mais em campo e só viu a vantagem dos Phillies crescer, erro após erro. Hosmer foi 2 de 4 no bastão e CJ Abrams obteve uma bela rebatida dupla com as bases lotadas. Nola também obteve uma dupla. E só.

 

 

Fechamos os sete jogos contra o Philadelphia nesta temporada com aproveitamento de 43%. Foram quatro derrotas e três vitória para um time formado por bons atletas e que vem se recuperando na temporada. Nesta segunda-feira (27) os Padres folgam, partindo na sequência para dois jogos no Arizona e depois em Los Angeles, contra aqueles que não pronunciamos o nome.

Pena nenhum atleta ter aproveitado a chance de se destacar nesta série contra os Phillies, mas seguimos com uma rotação de elite, um bullpen sólido e confiável, além de uma defesa boa, principalmente no campo interno. Certamente vamos ficar bem quando Machado, Myers e Tatis voltarem a render o que podem. E ainda temos Canó melhorando a cada jogo que passa na Minor, louco para retomar o seu espaço na grande liga.

Autor: Henrique Porto

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