Foi uma lesão ocasional, nada para se preocupar gravemente, um simples acidente de trabalho, mas que tem muitos desdobramentos no presente e futuro desse time. Como a lesão de Tyler Stephenson afeta o Grêmio Cincinnati Reds? Vamos descobrir.

#37, rogai por nós

Pra começar, temos que avaliar o valor e impacto que Tyler tinha nesse time. Nessa temporada ele tinha jogado 42 jogos e tido 155 idas ao bastão, conseguido 43 rebatidas. Dentre elas 8 rebatidas duplas; 5 home runs; 21 corridas totais e 31 corridas impulsionadas. Suas estatísticas gerais são de .305 AVG; . 361 OBP; 468 SLG; 128 wRC+; 1.3 fWAR. Resumindo a ópera, ele vinha sendo um catcher top 5 da liga sem dúvidas.

O valor de Tyler para o time dos Reds é ainda mais importante, pois ele foi o único a ser regular durante toda a temporada e por vezes era ele quem colocava o ataque sozinho nas costas, estando forte na discussão pelo All-Star game junto do Wilson Contreras, catcher do Chicago Cubs.

A lesão

Era uma bola foul que pegou na sua mão direita, quebrou o polegar e vai deixá-lo fora de ação de 4 a 6 semanas. Isso aconteceu na parte baixa da quarta entrada da derrota do Reds para o Arizona Diamondbacks no dia 09 de junho. Nada que preocupe para o longo prazo, mas não deixa de ser uma lesão dolorosa.

O que vem agora?

A lesão de Tyler cria um buraco estratégico muito grande no line-up, pois os reservas imediatos são bem… ruins. O reserva imediato é Aramis Garcia, que teve oportunidades durante o ano e conseguiu ser nulo ofensivamente, com incríveis .408 OPS e 9 OPS+ (números horrorosos). Para além dele temos Mark Kolozsvary, que não mostrou a que veio e é um catcher abaixo da média até para a triple-A. Jogando na MLB ele tem .273 OPS e -29 OPS+ (números ainda piores).

Por último e menos importante Chris Okey, que está fazendo a sua estreia nas grandes ligas, logo não podemos esperar muito dele. Durante sua passagem na triple-A ele acumula .766 OPS

Não vejo uma solução imediata para esse buraco, o que me consola é que ele é temporário. Provavelmente será feito um rodízio entre os três nomes citados até que um deles esquente e tome a titularidade, o que eu acho improvável. Por enquanto, dá pra imaginar que Aramis Garcia vai manter um número maior de jogos, seguido pelo Mark e esporadicamente Chris Okey joga, principalmente em jogos menos importantes. A realidade é que o ataque do Reds vai ficar ainda mais anêmico, e isso vai refletir rapidamente no número de derrotas do time.

Soluções de longo prazo?

Continuando sobre Tyler Stephenson, houve muitas conversas na mídia local de Cincinnati sobre ele ser movido para a primeira-base, evitando assim as lesões e o desgaste natural da posição. Eu acho uma ideia muito boa, mas impraticável no momento, pois o dono da primeira-base é Joey Votto, e vai ser ele até quando ele quiser, Joey Votto não sai dali. “Ah, mas dá pra mover Joey Votto pra DH e…” não, não dá, pois isso abre de novo um buraco na posição de catcher, quem vai jogar lá? Uma ameba ofensiva? Me poupe! Eu gosto muito da ideia, quero que tão logo ela funcione, mas enquanto Steph não tiver um substituto decente, é apenas um sonho. O Reds é um time infinitamente melhor quando Steph joga de catcher.

Olhando para o farm system, temos como prospecto decente apenas um, Daniel Velojin, que atualmente está na high-A e é projetado para subir para o time principal em 2023. Ele é classificado com um hit de 30 (numa escala de 20 a 80) e força de 40, nada impressionante, mas é esperado que ele evolua, pois o FanGraphs coloca o seu valor futuro como 45 (numa escala de 30 a 70). Não vai ser um catcher generacional como Stephenson, até porque isso é muito raro de encontrar, mas pode ser um bom backup para os próximos anos.

O presente e o futuro é Tyler Stephenson, simples assim.

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