Dunbar lidera os Redskins na vitória contra os Cardinals
GLENDALE, AZ - SEPTEMBER 9: Cornerback Quinton Dunbar #23 of the Washington Redskins reacts with teammate defensive back Montae Nicholson #35 after a play during the third quarter against the Arizona Cardinals at State Farm Stadium on September 9, 2018 in Glendale, Arizona. (Photo by Christian Petersen/Getty Images)

Semana 1: Washington Redskins 24 @ 06 Arizona Cardinals

BEM VINDA, NFL! Bem vindos a temporada 2018/2019 dos Redskins!

Começamos nossa caminhada rumo ao Super Bowl LIII no deserto de Arizona, visitando os Cardinals. Vale lembrar que no final da temporada passada, vencemos esta mesma franquia, acabando com as chances deles de playoffs. Naquela ocasião, os nossos destaques foram o DL Anthony Lanier II, o CB Kendall Fuller e o LB Junior Galette, todos fora do roster atual. Mas o primeiro jogo da temporada era muito esperado para vermos as novas caras do roster, principalmente o QB Alex Smith e o futuro Hall da Fama, o RB Adrian Peterson.

Washington Redskins 24 @ 06 Arizona Cardinals

Análise por posição do ataque

QB

Alex Smith debutou oficialmente pelos Redskins. E foi bem. 21 passes completos de 30 tentados para 255 jardas, com um rating de 118.1. Com estes números não podemos dizer que tenha ido mal. Claro que esperávamos algumas big plays, mas só vimos uma que terminou em passe incompleto devido uma falta de segurada sobre o WR. Mas nosso QB mostrou um capacidade de ler e entender o jogo que esse vos escreve não vê em Washington desde… Hum… Nunca, talvez.

Durante todos os 30 primeiros minutos de jogo antes do intervalo, ficamos com a bola por mais de 22 minutos!!! E gastamos todo esse tempo em apenas 4 drives!!! E dos 4 drives, só não pontuamos no primeiro devido a uma falta que nos tirou do alcance de field goal. Os outros 3 drives culminaram em 3 touchdowns!!! Foi de encher os olhos a forma como Smith administrou as pressões, quando nossa OL as permitia, e como fez as correntes se moverem de forma consistente. De novo, muitas jogadas de screen, alguns checkdowns, mas tudo muito eficiente.

RB

A posição de running back também é uma posição que traz novidades. Todos nós peles vermelhas gostaríamos de dizer que Derrius Guice, calouro draftado na segunda rodada deste ano é o trator que finalmente fez nosso jogo terrestre “voar” (Hein, pegaram? Terrestre… Voando… Hã? Hein?) Brincadeiras à parte, quem trouxe uma nova dinâmica ao nosso jogo corrido foi o “velhinho” All Day. Sim, Adrian Peterson. Correu como uma criança. Tivemos discussões no nosso grupo de WhatsApp onde a esmagadora maioria apontava para o uso do AD em 11, talvez 12 toques na bola e foram logo 26 (parabéns Junior Gomes, o único a dizer que ele teria tantas corridas assim).

Foram 96 jardas e 166 jardas totais, incluindo as 2 recepções. Ok, sofreu um fumble numa corrida após recepção, já no fim do jogo. Pois é, seria uma corrida para 52 jardas que acabou em um turnover, mas o rapaz mostrou que além de muita qualidade, ainda está com o folego em dia. Vale destacar que AD anotou seu centésimo TD na carreira e entrou para o grupo dos 10 RB com mais jardas na história da NFL. Vale destacar ainda entre os RB que Cris Thompson também ultrapassou as 125 jardas totais, e foi o mesmo Cris Thompson que nos encantou no ano passado correndo ou recebendo a bola.

OL

Nossa linha ofensiva não brilhou da forma como estamos acostumados a ver por diversas vezes. Mas fez muito bem o seu papel durante as chamadas de corrida abrindo gaps na DL de Arizona. Por sinal, a DL adversária foi, digamos, neutralizada. O Destaque da OL fica com o center Chase Roullier, que conseguiu fazer excelentes bloqueios no segundo nível da defesa dos Cardinals. Dos titulares, o que menos apresentou foi o guard Shawn Lauvao, que junto com o DEUS LT Trent Williams, permitiu alguma pressão sobre nosso QB. Me perdoem, sei o tamanho da heresia, mas o Trentão não foi o Trentão que estamos acostumados a ver protegendo o QB. (Nota do revisor: Jamais, sob nenhuma forma, ouse criticar novamente o DEUS Trent Williams. Obrigado, de nada. Rsrs)

WR

Não tivemos um wide receiver com grande destaque. Também foi uma posição onde tivemos estreias, Paul Richardson Jr. e o calouro Trey Quinn. Este último saiu lesionado e o primeiro teria feito uma bela big play se não tivesse sido segurado na jogada. Jamison Crowder foi bem naquilo em que já o conhecemos, em rotas no slot. Mas não tivemos um grande destaque positivo, o que, em minha opinião, é um destaque negativo. Acorda, Josh Doctson!!!

TE

Jordan Reed is back!!! Alguns apontam no tight end como o melhor recebendo a bola da liga (Quando saudável, vale ressaltar). Bom, foram apenas 4 recepções para 48 jardas, mas é nítido a capacidade que ele tem para correr rotas e receber os passes mais diversos. Ainda anotou um TD. Vernon Davis esteve abaixo da sua capacidade recebendo passes, mas foi muito importante em algumas jogadas de corrida fazendo bloqueios. Assim como nosso outro TE Jeremy Sprinkle, que também participou de forma efetiva em bloqueios.

Geral do ataque

Controlamos muito bem o jogo. Foi preciso apenas um quarto para definir a partida. Fizemos um jogo estratégico no ataque e isso foi sensacional de ver. Sem aquela sensação de que para conseguir o first down seria necessário uma mágica. Chegamos na red zone e marcamos os TDs. Não apareceram as big plays, mas fomos eficientes e isso é o que importa!!!

Análise por posição da defesa

DL

Dá gosto de falar da nossa linha defensiva. Dá gosto citar os nomes Jonathan Allen e Daron Payne, THE ALABAMA WALL!!! Os meninos foram muito bem, mas o destaque da linha ficou com Matt Ioannidis. E não só pelo sack fumble recuperado. Nosso depth chart nesta posição é excelente. Entre os melhores da NFL, me arrisco a dizer. Nem mesmo a presença de Ziggy Hood será questionada nesta partida. O outro calouro da posição, Tim Settle, pouco apareceu. Para não dizer que tudo foi maravilhoso, pressionamos pouco o QB adversário, mas isso não recai sobre a DL sozinha…

OLB

Pouco apareceram. Quase não se falou em Ryan Kerrigan, Preston Smith, Pernell McPhee ou Ryan Anderson. Nossa defesa estava nitidamente preocupada em parar o jogo corrido adversário. E fez isso com muito sucesso, mas essa estratégia diminuiu o potencial deste time no pass rush. Dentre eles, vou destacar Ryan Anderson, que entre as poucas jogadas que participou, conseguiu um sack a nosso favor.

ILB

Cumpriu seu papel. O time de Arizona pouco utiliza seus TEs recebendo a bola e isso facilitou a vida dos nossos ILB. Zack Brown foi bem, mas não foi brilhante. Mason Foster pareceu lento nas corridas para a sideline. Nossa DL também contribuiu muito para facilitar a vida deste grupo.

CB

Aqui se encontra o melhor jogador da partida a meu ver: Quinton Dunbar.
Ele foi soberano. Foram 5 tackles, 3 passes defendidos além de uma interceptação, que valeram uma vaga no time defensivo da semana do PFF. Jogou demais!!! Fuller who???
Vale destacar que enfrentou um dos melhores WRs da última década: Larry Fitzgerald.
Nosso grupo de CB esteve bem e isso é animador, afinal é o setor que talvez traga a maior preocupação do time, afinal é um grupo muito jovem.

Quinton Dunbar defende um passe em Washington Redskins 24 @ 06 Arizona Cardinals
GLENDALE, AZ – 09 de setembro: Cornerback do Washington Redskins Quinton Dunbar (23) defende passe para o wide receiver Larry Fitzgerald (11), do Arizona Cardinals durante o jogo da NFL entre o Arizona Cardinals e o Washington Redskins em 09 de setembro, 2018 no State Farm Stadium em Glendale, AZ. (Photo by Kevin French/Icon Sportswire via Getty Images)

Safety

Alguns vacilos de posicionamento em coberturas, mas o mesmo jogo aguerrido de sempre, liderado por DJ Swearinger. Quando foi preciso, apareceram de forma eficiente. 5 tackles individuais para o DJ e para o Montae Nicholson… Mesmo número que nossa máquina de tackles, Zach Brown.

Geral da defesa

Muito bem. Permitimos apenas uma pontuação aos Cardinals, um time que conta com um excelente WR e um excelente RB. O ponto forte dos Cardinals são as corridas com David Johnson e nós conseguimos ceder apenas 68 jardas corridas, sendo a maioria quando o placar já estava definido a nosso favor. A crítica fica pelo pass rush, que inexistiu. Ok, pode ter sido uma estratégia de jogo, dificultar as corridas, mas eu senti falta daquilo que tanto vimos ano passado: QB adversário grávido ainda no primeiro quarto!!! Metáfora by Hildon Carrapito… Fora isso, talvez seja mais um preciosismo meu do que um defeito, dá pra dizer que saudável, esta defesa pode sim nos levar muito longe este ano. Quem sabe ao Super Bowl LIII…

É isso aí!!! Sou torcedor mesmo, se eu não acreditar, quem acreditará??? Você acredita???

#HTTR
#EuSouRedskins

texto por Aloisio ‘Tata’ Fernandes (tt: @Tatovsk)
revisão por Diogo Miranda (tt: @diogoniiiii)

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“Hail to the Redskins, hail victory! Braves on the warpath, fight for old D.C.!”

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