A barreira dos 30 pontos foi quebrada. Pela primeira vez na temporada nosso ataque (com boas contribuições defensivas) passou dos 30 pontos em um único jogo deixando apenas Bears, Giants, Browns e Chargers como os únicos times da liga a não passarem dessa marca. Não era uma boa companhia para o Steelers. De brinde, a vitória foi contra um então adversário direto a semana de folga antes dos playoffs e aumenta a sequência positiva do time para cinco triunfos seguidos.

O bom

O gigante acordou. No primeiro tempo o ataque do Steelers contou com a ajuda da defesa, o time marcou seis pontos em campanhas que caminharam 11 jardas no total. Isso após uma primeira campanha irrepreensível. Foi no segundo tempo onde o nosso ataque aéreo mostrou o que todo mundo queria ver. Big Ben comandou o jogo como um verdadeiro general, utilizando de sua experiência para encontrar os melhores alvos, mesmo que em alguns momentos a inconsistência aparecesse. Antonio Brown foi gigantesco e vai pedir música no fantástico e Le’Veon Bell teve o jogo de 100 jardas totais mais discreto da história. Ainda não está perfeito, mas o grupo mostrou que pode dominar um jogo se quiser.

Stephon Tuitt e Cam Heyward continuam monstruosos na linha defensiva, especialmente Heyward que em alguns momentos arruinou campanhas de Tennessee sozinho.

Keith Butler não recebe muito amor por aqui, mas não dá pra dizer que ele não preparou bem o time. Mariota ajudou em algumas situações, mas não é só isso que faz uma secundária conseguir quatro interceptações. A segunda do dia foi um caso a parte, com a defesa surpreendendo Mariota com uma mudança de posicionamento logo no snap e Coty Sensabaugh se aproveitando para interceptar o passe.

Bloqueamos um field goal! Seria o chute para empatar o jogo mas T.J. Watt e companhia impediram a pontuação. Outro chute quase foi bloqueado no terceiro quarto, mostrando que talvez não tenha sido uma boa jogada aleatória.

O mau

Nem tudo foi perfeito na defesa. Em alguns momentos da partida os hábitos ruins de perder tackles e ceder big plays voltaram, especialmente no começo do terceiro quarto. Os erros foram compensados pelos turnovers e minimizados pela boa atuação do ataque, mas aconteceram.

A defesa foi excelente na maior parte do tempo, o ataque foi excepcional em alguns momentos, mas ainda tem o que melhorar. O Steelers tem que ser mais consistente para que times melhores (#Patriots) não façam o time pagar em jogos mais importantes.

O próximo

Tennessee foi, em teoria, o segundo maior desafio do Steelers nessa metade da temporada. As próximas três semanas são promissoras já que o time enfrenta o Packers sem Aaron Rodgers em casa, o Bengals perdido em Cincinnati e o Ravens ruim em casa antes do confronto gigantesco contra New England.

Focando em Green Bay, a partida tem ares do confronto contra os Colts. O quarterback rival é um reserva substituindo um all-pro e o resto do plantel é, no máximo, mais ou menos. Embora Green Bay seja melhor que os Colts em essencialmente tudo, o jogo não é fora de casa onde o Steelers costuma espalhar a farofa com mais frequência.

Só o Steelers pode derrotar o Steelers no duelo contra Green Bay. Se o ataque mantiver o ritmo da última quinta-feira e a defesa seguir oportunista, ainda mais contra um QB inexperiente, mais uma “goleada” pode acontecer. 11-2 é uma realidade.