O Seattle Seahawks será o primeiro time a se juntar a Colin Kaepernick em seu protesto durante o Hino Nacional na rodada deste domingo.

De acordo com o linebacker Bobby Wagner, o time de Seattle preparou uma “grande surpresa” para a abertura da temporada contra o Miami Dolphins no CenturyLink Field. O jogador não especificou se o time irá se sentar ou ajoelhar (exatamente como Kaep fez), mas disse que será algo coletivo, que envolverá o time inteiro.

“Qualquer coisa que façamos, não será individual. Será algo feito como um time. É isso que o mundo precisa ver. O mundo precisa ver pessoas se juntando, e não agindo como individuais”, disse Bobby Wagner ao Seattle Times.

O time tem todo o apoio do técnico Pete Carroll, que se pôs do lado do cornerback Jeremy Lane quando este se sentou durante o Hino Nacional em solidariedade a Kaepernick no último jogo da pré temporada contra o Oakland Raiders.

“Jeremy Lane foi muito claro com o que faz e o que ele tentou expressar, eu achei bem simples de entender e deixar esta decisão a cargo do próprio jogador” Pete Carroll disse ao Times.

Além das declarações de Pete Carroll e de Bobby Wagner, o wide receiver titular Doug Baldwin expressou publicamente seu apoio a Kaepernick nas redes sociais. Depois de todo a repercussão negativa do caso, Baldwin defendeu os protestos de seu amigo de profissão, e reforçou que as criticas ao QB dos 49ers são ignorantes e vão contra ao que prega a liberdade de expressão. Veja abaixo os tweets do jogador:

Nós honramos aqueles que lutam pela nossa liberdade de expressão e então condenamos aqueles que a exercem?

Não me diga que você discorda do método de protesto. Você realmente discorda da causa dele.

Para mudar o Status Quo, você deve perturbar o status quo. e Não seguir a multidão.

Você deve se levantar/sentar por aquilo que acredita.

 

O protesto silencioso de Kapernick foi adotado pela jogadora de futebol Megan Rapione e por diversos membros do time de volleyball de West Virginia Tech.

Kaepernick, que se recusa a “levantar e demonstrar orgulho a uma bandeira de um país que oprime os negros” disse que continuará seu protesto até que a brutalidade policial deixe de ser um problema.

 

Fonte: US Uncut